Pré-candidata ao Senado confirma aliança com Hildon Chaves, atribui pedágio da BR-364 a uma “canetada” do Executivo e afirma que cobrança ocorre sem entrega do serviço
Porto Velho, RO – A médica e ex-deputada federal Mariana Carvalho, pré-candidata ao Senado pelo Republicanos, declarou esperar que Flávio Bolsonaro seja eleito presidente da República em 2026, confirmou que pretende integrar o projeto de Hildon Chaves para o Governo de Rondônia e afirmou enxergar falta de pulso e presença na gestão do governador Marcos Rocha.
Durante entrevista ao podcast RD Entrevista, apresentado pelo jornalista Vinícius Canova nos estúdios do Rondônia Dinâmica, em parceria com o Informa Rondônia, Mariana também responsabilizou o Poder Executivo (neste caso, o federal) pela implantação do pedágio na BR-364, defendeu o irmão Maurício Carvalho, do União Brasil, e sustentou que a bancada federal tentou suspender a cobrança.
A preferência presidencial foi manifestada na parte final da conversa, depois de Mariana defender a formação de uma articulação política para tentar rever o modelo adotado na principal rodovia de Rondônia. Segundo a pré-candidata, uma eventual mudança dependeria de um presidente sensível à situação do estado, do alinhamento dos três senadores, da bancada federal e da atuação conjunta dos governos estadual e federal.
“Eu acredito que sim. Espero que a gente possa ter um novo presidente da República que tenha sensibilidade e um olhar para Rondônia, com cuidado e atenção, entendendo o que acontece aqui. Uma bancada que tenha três senadores com o mesmo propósito, junto com a bancada federal, com um Governo do Estado atuante e com o Governo Federal, eu acredito muito que isso pode ser possível”, declarou.
Questionada por Vinícius Canova sobre quem seria o presidente esperado por ela, Mariana respondeu diretamente: “Eu espero que seja o Flávio Bolsonaro”.
A declaração ocorreu depois de a entrevistada já ter abordado sua relação com Jair Bolsonaro e a participação do ex-presidente e de Michelle Bolsonaro na campanha municipal de 2024. Naquele ano, Mariana concorreu à Prefeitura de Porto Velho em uma aliança que tinha o PL e o pastor Val na candidatura a vice-prefeito.
Perguntada se considerava acertada a decisão de receber Jair e Michelle no palanque, Mariana disse que a presença dos dois era esperada em razão da composição partidária. A ex-deputada também relacionou a visita à convivência política construída enquanto exercia mandato na Câmara dos Deputados durante o governo Bolsonaro.
“Eu fiquei feliz com a vinda deles aqui, porque muitas vezes as pessoas olham um estado pequeno, que poderia não mudar tanto o resultado de uma eleição majoritária em nível nacional, mas a vinda deles, para mim, foi extremamente importante. Durante quase quatro anos, estive ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro como deputada federal. Você cria essa relação, e para mim foi um motivo de prestígio ele poder vir aqui e participar daquele processo eleitoral”, afirmou.
Apesar dessa proximidade, Mariana apresentou a pré-candidatura ao Senado como um projeto sustentado principalmente por sua própria trajetória. Ela afirmou que a quantidade de nomes interessados nas duas vagas de Rondônia exige que os eleitores comparem experiência, trabalho realizado e capacidade de entrega.
“Espero que seja uma eleição em que as pessoas possam colocar na balança quem tem entrega e quem tem trabalho, porque fazer campanha política apenas no discurso é algo que todo mundo tem a oportunidade de fazer. Eu tenho uma bagagem, uma trajetória de história, de entrega, de trabalho, de comprometimento, de transparência, de dedicação à saúde, à educação, à infraestrutura e de lutas concretas por Rondônia”, declarou.
No cenário estadual, a pré-candidata confirmou que pretende caminhar com Hildon Chaves, ex-prefeito de Porto Velho apresentado por ela como pré-candidato ao Governo de Rondônia. Mariana também mencionou o deputado estadual Cirone Deiró como pré-candidato a vice-governador na composição.
A ex-parlamentar sustentou que uma disputa majoritária exige alianças e afirmou que nenhum projeto político consegue avançar quando conduzido de maneira individual. Para ela, a lealdade e a construção de uma base são elementos necessários para uma campanha estadual.
“Ninguém chega a lugar nenhum sozinho. Uma coisa que eu sempre aprendi foi ser leal com as pessoas. Quem faz política no individualismo para no meio do caminho. Quando você tem um time e uma base forte, as coisas conseguem ir para frente”, disse.
Mariana usou a própria relação com Hildon Chaves para exemplificar essa atuação conjunta. Ela recordou que exerceu mandato de deputada federal durante os oito anos em que Hildon comandou a Prefeitura de Porto Velho e atribuiu à sua atuação em Brasília participação em grande parte dos investimentos realizados na capital naquele período.
Mariana aponta Flávio Bolsonaro para a Presidência, chama pedágio de “roubo” e critica a gestão Marcos Rocha
Pré-candidata ao Senado defende a própria trajetória, confirma aliança com Hildon Chaves, rebate questionamentos sobre a bancada federal e cobra mudanças na BR-364.
Entrevista ao RD Entrevista, apresentado por Vinícius Canova nos estúdios do Rondônia Dinâmica, em parceria com o Informa Rondônia
Eu espero que seja o Flávio Bolsonaro.
Os eixos centrais da entrevista
O que Mariana sustentou em cada tema
“Estamos sendo roubados”
Mariana afirmou que Rondônia precisa de duplicação e segurança na rodovia, mas classificou como injusta a cobrança por um serviço que, segundo ela, ainda não foi entregue aos usuários.
Decisão atribuída ao Executivo
Ao defender a bancada federal e o irmão Maurício Carvalho, disse que o pedágio não recebeu aval dos deputados e que a decisão veio da Presidência, passando pela Comissão de Infraestrutura do Senado.
Participação em “quase 90% ou mais” das obras
Ao justificar a aliança com Hildon Chaves, Mariana atribuiu ao próprio mandato participação, por meio de emendas ou articulações, em grande parte das obras executadas na capital durante os oito anos da gestão dele.
Crítica à falta de pulso e presença
A pré-candidata afirmou que suas críticas são direcionadas à gestão Marcos Rocha, não à pessoa do governador, e cobrou maior presença nos municípios, distritos e comunidades.
Experiência como principal credencial
Mariana recordou a eleição para vereadora em 2008, os dois mandatos de deputada federal e os investimentos destinados a áreas como saúde, educação, infraestrutura, assistência social e espaços públicos.
Mais espaço nos centros de decisão
Defendeu o aumento da participação feminina na política e em outros setores, afirmando que as mulheres podem ocupar todos os campos, segmentos e áreas em que desejarem estar.
“Sou a mulher do trabalho, uma política da entrega, uma política que ama o que faz e, principalmente, que ama a nossa gente.”
Mariana Carvalho, no RD EntrevistaDeclarações de Mariana Carvalho em entrevista ao RD Entrevista, apresentado pelo jornalista Vinícius Canova nos estúdios do Rondônia Dinâmica, em parceria com o Informa Rondônia.
“Posso dizer que quase 90% ou mais das obras de Porto Velho e do que foi feito na capital tiveram um dedo, um trabalho, uma emenda ou uma articulação do nosso mandato como deputada federal. A gente sabe que Porto Velho tinha muitos desafios e ainda tem muita coisa para ser feita. Ele não conseguiu fazer tudo, mas, durante o trabalho que teve, eu estive ao lado dele”, afirmou.
A aliança com Hildon coloca Mariana em um grupo diferente daquele ao qual pertence o governador Marcos Rocha. Ao ser questionada sobre as críticas feitas ao chefe do Executivo estadual, a pré-candidata separou a avaliação administrativa da relação pessoal.
“Hoje eu faço as críticas não à pessoa do coronel Marcos Rocha, mas sim à gestão, porque acho que falta um pouco mais de pulso e de presença. A política pede presença, participação, pede que você conheça, entenda e esteja presente em todo o estado de Rondônia, sabendo onde estão os nossos distritos, qual é a realidade e quais são as necessidades”, declarou.
Mariana afirmou esperar que o próximo governador reúna presença, disposição para trabalhar e capacidade de lutar pelos interesses do estado. Durante a resposta, relacionou o desenvolvimento de Rondônia à produção de café, cacau, queijo, frutas e outros produtos regionais.
“Espero muito que o próximo que estiver na cadeira tenha esse pulso de presença, mas também de trabalho, de entrega e de luta, para que Rondônia possa ser esse estado tão forte do progresso. É um estado de gente que acorda cedo, trabalha e acredita muito em Rondônia”, afirmou.
A discussão sobre produção e industrialização levou a entrevista ao pedágio implantado na BR-364. Mariana defendeu estradas capazes de sustentar o crescimento econômico, mas classificou a cobrança como um “roubo” por entender que os usuários estariam pagando por um serviço ainda não entregue.
“Precisamos ajudar a industrialização do estado de Rondônia a acontecer com estradas, mas fazendo com que todo esse roubo que está acontecendo com o pedágio seja resolvido. Ninguém aguenta mais. Estamos sendo roubados por um serviço que não é entregue. Precisamos ter, sim, uma duplicação, uma BR com segurança, mas não pagar por um serviço que não é entregue”, declarou.
O tema também envolveu diretamente Maurício Carvalho, irmão de Mariana e líder da bancada federal de Rondônia. Vinícius Canova perguntou se o parlamentar teria alguma responsabilidade pela concessão, diante de questionamentos feitos no debate político estadual.
Mariana respondeu que a implantação do pedágio não foi submetida à bancada federal. Na versão apresentada por ela, a decisão partiu do Poder Executivo e passou pela Comissão de Infraestrutura do Senado.
“A bancada federal não teve, posso dizer, o aval do pedágio, porque ele não passou pela bancada. Foi uma decisão já da Presidência, veio lá de cima do Executivo, uma canetada que decidiu. Essa discussão passou só pelo Senado Federal, pela Comissão de Infraestrutura. O que a bancada fez foi entrar para eliminar, para derrubar o pedágio”, afirmou.
A pré-candidata disse que os deputados federais participaram de uma tentativa judicial de suspender a cobrança. Segundo ela, apenas um parlamentar de Rondônia não assinou a iniciativa, embora Mariana tenha afirmado desconhecer os motivos da recusa. A medida chegou a obter uma decisão favorável, mas depois perdeu seus efeitos.
“Só um parlamentar de Rondônia não assinou. Esse parlamentar, eu não sei os motivos que o levaram a não assinar, mas foi o único que não assinou. Logo depois que a liminar tinha sido aceita, ela caiu e foi perdida. Mas a bancada tem trabalhado para que realmente possa fazer com que esse abuso que tem acontecido na BR-364 seja solucionado, porque ninguém aguenta mais”, declarou.
Mariana criticou ainda a condução do debate fora de Rondônia. Para ela, os moradores e usuários da rodovia deveriam ter participado da construção do modelo antes do início da cobrança.
“É um absurdo, porque essa discussão tinha que ter sido feita aqui, em Rondônia, com quem está aqui, quem trafega aqui, e não ser uma discussão que vem de cima para baixo. Infelizmente, o Executivo foi lá, olhou, tomou uma decisão, não sei como, e decidiu”, disse.
A ex-deputada afirmou que havia uma expectativa de que a tarifa somente fosse cobrada depois da realização das obras ou da duplicação da rodovia. Segundo Mariana, a extensão prevista no projeto seria de aproximadamente 100 quilômetros, quantidade considerada insuficiente por ela diante das condições da BR-364.
“O compromisso que havia nas discussões anteriores era de que o custo do pedágio seria justo se fosse depois que as obras realmente estivessem prontas ou até mesmo com toda a duplicação da extensão da BR. Hoje, o que tem é um projeto de apenas 100 quilômetros. Cem quilômetros não vão fazer diferença na BR, e hoje a BR precisa de atenção. Ela é conhecida como a BR da morte”, afirmou.
A pré-candidatura ao Senado foi apresentada por Mariana como uma possibilidade de ampliar a força política de Rondônia nas decisões nacionais. Ela comparou a composição da Câmara dos Deputados com a do Senado e argumentou que a distribuição igualitária de três senadores por estado beneficia unidades da Federação com menor população.
“O Senado traz uma igualdade no Parlamento porque são três senadores por estado, diferente do que acontece na Câmara. Na Câmara, você está com oito deputados federais brigando com 70 deputados de Brasília. Quando leva uma pauta para uma bancada de São Paulo, você tem dificuldade. No Senado, não. É de três para três, o peso é o mesmo”, afirmou.
Mariana citou a transposição dos servidores do antigo território como exemplo de assunto que encontra dificuldade na Câmara por depender do apoio de representantes de estados com bancadas maiores. Para ela, a estrutura do Senado permite que Rondônia tenha peso equivalente ao das demais unidades da Federação.
Ao mesmo tempo, ressaltou que o mandato de senador possui duração de oito anos e envolve decisões importantes para o país. A entrevistada pediu responsabilidade aos eleitores na avaliação dos candidatos.
“É uma casa extremamente importante para as decisões do Brasil e do nosso estado. A gente precisa ter muito cuidado, muita sensibilidade e responsabilidade nas nossas escolhas”, declarou.
A possibilidade de Rondônia eleger duas mulheres para o Senado também foi levantada durante a conversa. Mariana afirmou que qualquer candidato formalmente inserido na disputa tem possibilidade de conquistar uma das vagas e rejeitou a ideia de antecipar resultados.
“Tudo é possível no processo eleitoral. Quem está na disputa tem chance de se colocar e poder preencher essas vagas. Não existe eleição ganha nem eleição que já se perdeu, porque só termina quando se abre a última urna e se conta o último voto”, disse.
As pesquisas eleitorais foram tratadas com cautela pela pré-candidata. Mariana reconheceu a importância dos levantamentos, mas afirmou que os números precisam ser interpretados juntamente com as manifestações percebidas diretamente nas ruas.
“A pesquisa é importante, mas você tem que ouvir e saber ler, porque nem sempre aqueles resultados são exatamente o que vai acontecer. O que me faz sentir mesmo é o termômetro da rua, ouvir as pessoas e tentar entender. A pesquisa tem seu valor, mas existe outra coisa que preciso valorizar, que é o nosso sentimento”, afirmou.
A entrevistada também falou sobre os resultados obtidos nas eleições de 2022 e 2024. Na primeira, disputou o Senado. Dois anos depois, chegou ao segundo turno da eleição para a Prefeitura de Porto Velho. Mariana reconheceu a frustração provocada quando uma campanha não termina da maneira esperada, mas afirmou que as duas experiências contribuíram para seu amadurecimento.
“Não tem como dizer que, no dia seguinte, está tudo bem, porque a gente sente, pensa e quer fazer entregas. Mas tudo é aprendizado, tudo é amadurecimento. É olhar e reconhecer onde será que eu errei, como posso melhorar e o que tenho que fazer lá na frente, sem nunca perder a esperança”, declarou.
Segundo Mariana, aceitar o resultado das urnas não significa abandonar o trabalho político. Ela afirmou que permaneceu acompanhando municípios, projetos e recursos mesmo depois de deixar o mandato de deputada federal.
“Você tem que aceitar os resultados das eleições, entender que o eleitor fez a escolha naquele momento e continuar seguindo, sem perder o foco, o objetivo e o propósito. Mesmo sem mandato, eu nunca parei de trabalhar. Continuo trabalhando, fazendo entregas e visitando os municípios”, disse.
Questionada sobre o que faria diante de um novo resultado eleitoral desfavorável, Mariana afirmou que continuará trabalhando independentemente de ocupar ou não um cargo público. Ela mencionou sua atuação como reitora do Centro Universitário Aparício Carvalho e relacionou a educação à transformação da vida das pessoas.
“O trabalho nunca vai parar. Sempre vou continuar trabalhando, independentemente de cargos, de mandato ou de eleição. A eleição faz parte do momento que a gente vive, mas ainda tem muito recurso, muita obra e muita coisa para acontecer”, afirmou.
A relação familiar também foi discutida durante o programa. O pai de Mariana ocupa posição de comando no Republicanos, enquanto o irmão Maurício Carvalho exerce mandato de deputado federal e lidera a bancada de Rondônia. A pré-candidata afirmou que a família mantém diálogo e parceria, embora cada integrante conduza a própria trajetória.
“A gente tem uma relação familiar de muita união, diálogo e parceria. É claro que cada um acaba seguindo. O Maurício está no mandato como deputado federal, fazendo um trabalho por Rondônia, hoje como líder da bancada, e fico muito feliz porque ele trilhou a própria caminhada”, declarou.
Mariana contou que cresceu acompanhando a rotina profissional do pai, que atendia pacientes durante o dia e também era chamado para trabalhar à noite e de madrugada. Segundo ela, a casa da família recebia muitas pessoas, ambiente que contribuiu para sua aproximação com a política.
A trajetória partidária começou aos 16 anos no PSDB. Mariana relatou que assumiu atividades voltadas à juventude, viajou por Rondônia, incentivou jovens a tirar o título de eleitor e participou de ações de capacitação e mobilização.
A saída do PSDB, ocorrida depois de aproximadamente 20 anos, foi descrita como difícil. A entrevistada reconheceu a importância da legenda em sua formação, mas afirmou que o partido deixou de representar os caminhos que pretendia seguir.
“Foi muito difícil, porque foram 20 anos dentro do PSDB, um partido em que aprendi muito, que me deu espaço e oportunidade. Foi extremamente importante para o meu amadurecimento e para a minha aprendizagem, mas aquilo já não era mais o que me motivava, e eu precisava seguir outros caminhos e outros rumos, pelo meu propósito e por aquilo em que acreditava”, declarou.
A primeira eleição ocorreu em 2008, quando Mariana conquistou uma cadeira na Câmara Municipal de Porto Velho. Ela definiu a vereança como uma experiência que permite contato direto com os bairros e com as necessidades cotidianas dos moradores.
“Todo político deveria ter a oportunidade de ser vereador. É ali que você entende os problemas reais, está no dia a dia do município, conhece os bairros, conhece tudo a fundo e tem contato direto com a população”, afirmou.
Durante aquele mandato, sua equipe criou uma ferramenta na internet para receber a localização de buracos e encaminhar pedidos de providência à Prefeitura. Mariana também recordou ações noturnas para identificar e marcar postes sem iluminação.
A experiência municipal, segundo ela, aumentou o desejo de disputar funções com maior capacidade de investimento. Eleita deputada federal em 2014 e reeleita em 2018, Mariana afirmou que passou oito anos buscando recursos para Rondônia.
“Eu nunca fui uma parlamentar, uma política só do discurso. Sou do trabalho, sou da entrega, sou da realidade de correr atrás. Eu não aceito um não”, declarou.
Como exemplo, citou uma articulação para o credenciamento de uma Unidade de Pronto Atendimento em Rolim de Moura. Segundo Mariana, o prefeito Aldo entrou em contato depois de o Ministério informar que a unidade não seria credenciada. A então deputada procurou o ministro e defendeu uma solução para o caso.
A rodoviária de Porto Velho foi outro investimento destacado na entrevista. Mariana disse ter crescido nas proximidades do antigo terminal e descreveu a estrutura como inadequada para receber passageiros e funcionar como entrada da capital.
“A gente tinha a rodoviária mais feia de todo o Brasil, podre, caindo aos pedaços. Era um lugar que não tinha condições de receber as pessoas e de ser a porta de entrada da nossa capital”, afirmou.
Mariana explicou que evita anunciar obras antes da conclusão de todos os procedimentos porque os recursos federais podem levar anos para se transformar em entregas. Ela mencionou R$ 2,2 milhões destinados ao estádio João Saldanha, em Guajará-Mirim, cuja construção ainda não havia sido concluída no momento da entrevista.
“Tem praticamente quatro anos que estou fora do mandato e ainda estou fazendo entrega de emendas. Ainda existem obras minhas saindo do papel e outras para serem entregues. Existe um processo burocrático muito grande para o recurso federal chegar à ponta”, declarou.
Entre os investimentos associados aos mandatos na Câmara, Mariana citou passarelas, estruturas da Polícia Rodoviária Federal, praças, iluminação pública, asfalto, unidades de assistência social, escolas e creches. Também mencionou a Estrada dos Periquitos, a Maternidade Municipal Mãe Esperança e o Instituto de Longa Permanência.
Ao falar da Praça Flamboyant, contou ter encontrado aproximadamente 150 mulheres participando de atividades físicas. Segundo Mariana, o espaço reúne moradores de diferentes faixas etárias e contribuiu para aumentar a movimentação no bairro.
A presença das mulheres na política foi abordada em diferentes momentos da entrevista. Mariana afirmou que a participação feminina ainda é pequena e mencionou a dificuldade enfrentada pelos partidos para preencher a cota de candidaturas.
“A participação das mulheres na política ainda é pequena e a gente precisa mudar. Quero inspirar mulheres jovens a participarem cada vez mais da vida política, não apenas nos bastidores, mas também colocando seus nomes à disposição de um processo eleitoral”, declarou.
Questionada sobre a maneira como Rondônia trata suas mulheres, a pré-candidata defendeu a ampliação da representação feminina em todas as áreas.
“Ainda precisamos dar mais espaço às mulheres e ter uma participação maior em todos os cenários. Eu torço para que a mulher entenda que o lugar dela é onde ela quiser estar. Ela pode ocupar todos os campos, todos os segmentos e todas as áreas”, afirmou.
Mariana também declarou não considerar a política uma atividade negativa em si. Segundo ela, os problemas atribuídos ao meio político resultam do comportamento anterior das pessoas que passam a ocupar cargos públicos.
“A política precisa de pessoas boas. Quando a gente vê uma coisa ruim ligada à política, não é a política que é ruim. São pessoas que já tinham um comportamento diferente na vida privada e aproveitam a política para continuar fazendo aquilo que já faziam. A política não muda o caráter de ninguém”, declarou.
Ao ser perguntada sobre a existência de inimigos acumulados durante a trajetória, afirmou não guardar ressentimentos e classificou os confrontos como situações temporárias da atividade política.
“Meu coração não tem espaço para inimigo, nem cabe. Aqui é muito amor. Até as pessoas que, no meio do caminho, passam pela nossa vida só fazem a gente aprender mais. O que eu desejo a essas pessoas é que elas sejam felizes na caminhada delas”, disse.
Mariana afirmou que adversários podem aderir posteriormente a um mesmo projeto, enquanto aliados podem decidir seguir outro caminho. Para ela, a alternância de posições faz parte do processo eleitoral e deve ser tratada com maturidade.
“Você tem que aprender a fazer política com muita maturidade e respeito. Às vezes, a pessoa que está hoje criticando você na internet é quem, daqui a uma semana ou duas semanas, estará com você no seu projeto. Ou quem está com você hoje amanhã não está. É um ciclo muito rotativo”, declarou.
A entrevistada também desafiou os integrantes da bancada federal a apresentar volume de investimentos em Porto Velho superior ao destinado por ela durante os dois mandatos.
“Eu estou esperando algum parlamentar no estado que tenha investido mais em Porto Velho do que eu. Ainda não chegou, ainda não apareceu. Fico na expectativa porque quero o melhor para Rondônia”, afirmou.
No encerramento, Mariana apresentou a fé, a coragem, a experiência e as entregas realizadas como credenciais para disputar o Senado. Ela convidou os espectadores para a convenção marcada para 30 de julho, às 18 horas, na Unopar.
“Eu sou uma mulher de fé, determinada, corajosa, cheia de sonhos para Rondônia e com muita esperança por dias melhores para a nossa gente, para os nossos 52 municípios e para o Brasil. Sou a mulher do trabalho, uma política da entrega, uma política que ama o que faz e, principalmente, que ama a nossa gente”, declarou.
DEZ FRASES DE MARIANA CARVALHO AO RD ENTREVISTA:
01) “Eu espero que seja o Flávio Bolsonaro.”
Mariana deu a resposta na parte final da entrevista, após defender uma articulação entre o futuro presidente da República, os senadores, a bancada federal e os governos estadual e federal para tentar reverter o modelo do pedágio na BR-364. Questionada diretamente por Vinícius Canova sobre quem seria esse presidente, ela apontou Flávio Bolsonaro.
02) “Foi uma decisão já da Presidência, veio lá de cima do Executivo, uma canetada que decidiu.”
A declaração foi feita quando Mariana negou que a bancada federal de Rondônia tivesse autorizado o pedágio. Ao defender a atuação do irmão, Maurício Carvalho, líder da bancada, ela afirmou que o processo não passou pelos deputados federais e atribuiu a decisão ao Poder Executivo.
03) “Esse roubo que está acontecendo com o pedágio. Ninguém aguenta mais. Estamos sendo roubados por um serviço que não é entregue.”
Mariana usou a expressão ao falar sobre industrialização, infraestrutura e a necessidade de melhorar as estradas de Rondônia. Ela reconheceu a importância da duplicação e da segurança na BR-364, mas contestou a cobrança antes da entrega do serviço prometido aos usuários.
04) “Hoje eu faço as críticas não à pessoa do coronel Marcos Rocha, mas sim à gestão, que acho que falta um pouco mais de pulso, de presença.”
A avaliação surgiu quando Mariana foi questionada sobre as críticas feitas ao governador e sobre sua permanência no grupo político de Hildon Chaves. Ela separou a figura pessoal de Marcos Rocha da administração estadual e afirmou que a política exige presença nos municípios, distritos e comunidades.
05) “Posso dizer que quase 90% ou mais das obras de Porto Velho e do que foi feito na capital tiveram um dedo, um trabalho, uma emenda, uma articulação do nosso mandato como deputada federal.”
Mariana apresentou essa afirmação ao justificar a aliança com Hildon Chaves. Ela recordou que exerceu mandato na Câmara dos Deputados durante os oito anos em que Hildon administrou Porto Velho e atribuiu à própria atuação participação decisiva na maioria das obras executadas naquele período.
06) “Eu tô esperando algum parlamentar no estado que tenha investido mais em Porto Velho do que eu, e ainda não chegou, ainda não apareceu.”
A pré-candidata lançou o desafio ao defender o legado dos dois mandatos de deputada federal. Mariana comparou seu volume de investimentos com a atuação dos demais parlamentares de Rondônia e afirmou ainda não ter identificado alguém que tenha destinado mais recursos à capital.
07) “Para mim, foi um motivo de prestígio ele poder vir aqui e participar naquela eleição do processo eleitoral.”
A fala foi apresentada quando Mariana avaliou a participação de Jair Bolsonaro em seu palanque na eleição municipal de 2024. Ela disse que a visita era esperada porque o PL integrava a coligação e havia indicado o candidato a vice, além de mencionar a relação construída durante o período em que exerceu mandato de deputada federal no governo Bolsonaro.
08) “A política não muda o caráter de ninguém.”
Mariana pronunciou a frase ao explicar por que continua na vida pública e defender a participação de pessoas que considera bem-intencionadas. Segundo ela, comportamentos negativos associados à política seriam praticados por indivíduos que já agiam daquela maneira na vida privada.
09) “Meu coração não tem espaço para inimigo, nem cabe.”
A declaração foi dada após Vinícius Canova perguntar se Mariana havia criado inimigos ao longo da trajetória política. Ela afirmou não guardar ressentimentos e disse que até as pessoas que passam por sua vida em posições adversárias contribuem para o aprendizado.
10) “Eu torço para que a mulher entenda que o lugar dela é onde ela quiser estar.”
Mariana fez a afirmação ao responder como avaliava o tratamento dado às mulheres em Rondônia. Ela defendeu maior participação feminina em todos os setores e disse querer ver mais mulheres ocupando espaços de decisão e disputando cargos políticos.
COMENTÁRIOS:



