Crise institucional no STF, avanço de Hildon pelo interior, repercussão nacional do RD Entrevistas e desigualdade na distribuição de recursos entre MDB e PDT completam o tabuleiro político
República apodrecida: o alerta do passado que voltou a bater à porta do STF e das instituições brasileiras
CARO LEITOR, No #TBT de hoje, relembro o que já escrevi nesta coluna: uma República começa a apodrecer quando suas instituições deixam de transmitir segurança, previsibilidade e confiança. O escândalo do Banco Master, as suspeitas envolvendo ministros do STF e a crise na Polícia Federal mostram que o alerta estava longe de ser exagero. Agora, o próprio presidente do STF, ministro Edson Fachin, reconhece o tamanho do problema ao apontar que decisões dos ministros André Mendonça, Alexandre de Moraes e Flávio Dino, criaram conflitos e sobreposições processuais com grave lesão à ordem pública e à integridade da Corte. Quando ministros brigam, decisões se sobrepõem e a PF vira peça do conflito, quem perde é a República.
Pontual
Citada por Edson Fachin do STF, a cronologia da crise começou quando o ministro André Mendonça expôs mensagens que Daniel Vorcaro teria enviado ao ministro Alexandre de Moraes. O ministro reagiu e pediu investigação do colega por abuso de autoridade. O embate deixou de ser pontual.
Atinge
Quando ministros do STF passam a trocar acusações, provocar investigações e questionar decisões dentro da própria Corte, a crise deixa de ser apenas interna. O conflito expõe fissuras institucionais e atinge a credibilidade do Supremo.
Intensifica
O candidato a governador Hildon Chaves (União) intensifica a campanha no Cone Sul e na Zona da Mata numa estratégia de ocupação territorial. Buscando ampliar capilaridade, transformar reconhecimento em voto e avançar sobre regiões onde precisa crescer eleitoralmente.
Encontrou
A interiorização da campanha de Hildon Chaves (União) combina corpo a corpo no comércio, rádio, TV e reuniões com lideranças. Em Rolim de Moura, Hildon encontrou o ex-governador Ivo Cassol (sem partido), concedeu entrevistas, reuniu-se com pastores e empresários e visitou a famosa feira de quarta-feira.
Calderita
A cena de Marcos Rogério (PL) ao lado de Léo Moraes (Podemos) no festival da Vila Calderita tem significado eleitoral: selfies, popularidade e a euforia dos banhistas revelam uma conexão com o eleitor. Quando Léo entrou na água, a reação popular virou ativo político.
Ganhou
O RD Entrevistas, comandado pelo jornalista Vinicius Canova, ganhou projeção nacional ao ter trecho da entrevista com o candidato a senador Bruno Bolsonaro Scheid (PL) repercutido pelo Metrópoles por chamar Marina Silva de Jabuti fazer “hora extra na terra”.
Dimensão
A entrevista, publicada pelo Jornal Rondônia Dinâmica, alcançou dimensão nacional após o Metrópoles destacar a declaração polêmica de Bruno Bolsonaro Scheid (PL) sobre Marina Silva (Rede). O reconhecimento amplia o alcance do RD Entrevistas e de Canova.
Romper
Mais que repercussão, o episódio mostra que Rondônia também produz conteúdo político capaz de romper fronteiras. O RD Entrevistas chega ao debate nacional e coloca o Jornal Rondônia Dinâmica no radar dos grandes veículos.
Exoneração
Falando em romper, o Diário Oficial de ontem (09) trouxe a exoneração de Rodolfo de Lima Gonçalves Ferreira, sobrinho do ex-senador Expedito Júnior, do cargo de assessor do governador. Expedito é secretário-geral do PSD, comandado por Rocha.
Tentativa
Diários Oficiais anteriores também registraram exonerações de aliados indicados por Adailton Fúria (PSD), numa tentativa de alimentar a opinião pública com a narrativa de um suposto afastamento entre Fúria e o governador Coronel Marcos Rocha (PSD).
Cortina
Sinceramente, caríssimos leitores, só acredito em rompimento entre Rocha, Expedito Júnior e Fúria quando o governador determinar a suspensão do leilão da CAERD, marcado para o dia 19. Até lá, para mim, tudo não passa de cortina de fumaça.
Conquistou
O deputado federal Maurício Carvalho (União), candidato à reeleição, conquistou dois apoios de peso em Porto Velho. Os vereadores Dr. Breno Mendes e Zé Paroca, ambos do Avante, fecharam parceria política, reforçando sua estrutura e capacidade de mobilização na capital.
Receitas
Continuamos a revelar as receitas eleitorais oriundas do FEFC e do Fundo Partidário. Hoje, o alvo é a aliança MDB-PDT. No palanque, todos são aliados; no caixa, porém, a conversa parece ser bem diferente. Há milionários e candidatos à míngua.
FEFC
Pedro Abib (MDB), candidato ao governo, recebeu R$ 1 milhão do FEFC e R$ 47.500,00 do Fundo Partidário estadual do MDB. Seu vice, Mauro Santos (MDB), segue zerado. Na política, a chapa é uma só; no dinheiro, a distância já aparece.
Teto
Acir Gurgacz recebeu R$ 3 milhões do FEFC do Diretório Nacional do PDT, valor próximo ao teto legal. Enquanto isso, seus suplentes, Paulo Andrade (MDB) e Professor Mário Jorge, seguem zerados. No Senado, a matemática eleitoral também tem seus escolhidos.
Federais
Entre os federais do MDB, Dr. Caio Machado recebeu R$ 12.350,00 do Fundo Partidário estadual. Dr. Pedraça, Fabricio Donizetti e Isac Wayuru receberam R$ 300 mil do FEFC e R$ 12.350,00 do Fundo Partidário do Diretório Estadual do MDB. O caixa, definitivamente, não é igual para todos.
Enfrenta
Ronilson Pelegrine recebeu R$ 300 mil do FEFC. Já Ayel Muniz é, até agora, o único federal do MDB sem receita declarada no DivulgaCand2026. Cristão novo na legenda e próximo do eleitorado evangélico, enfrenta uma realidade financeira bem diferente no MDB.
Zerada
Entre as federais do MDB, Mirla Reis segue zerada. Luciana Bezerra recebeu R$ 300 mil do FEFC, enquanto Galdiana Silva recebeu R$ 400 mil e mais R$ 12.350,00 do Fundo Partidário estadual. A nominata é coletiva, mas o dinheiro parece ter dono.
Torneira
No PDT, aliado do MDB, Ayrton Gurgacz recebeu R$ 1 milhão do FEFC; Dra. Cordélia Santana, R$ 500 mil; Josemar da 34 e Nilton Maranhão, R$ 250 mil cada. Nilton ainda recebeu R$ 6.635,92 do Fundo Partidário. A torneira não pinga igual.
Recebeu
Professora Alessandra Reis recebeu R$ 400 mil do FEFC e R$ 6.045,00 do Fundo Partidário estadual do PDT. Ricardo Frota recebeu R$ 250 mil e R$ 10.695,00, respectivamente. Tito Paz recebeu R$ 250 mil e R$ 6.045,00 também do Fundo Partidário estadual do PDT.
Janela
Ricardo Frota teria ficado decepcionado com o valor recebido, mas convém lembrar: chegou ontem ao PDT e já quer sentar na janela. Na política, tempo de casa também pesa, sobretudo quando a fila do dinheiro partidário é disputada.
Generosidade
Vera Márcia recebeu R$ 700 mil do FEFC e R$ 3.985,00 do Fundo Partidário estadual. Enquanto alguns recebem centenas de milhares ou milhões, outros continuam esperando. A pergunta inevitável é: qual é o critério dessa generosidade seletiva?
Contraste
Entre os estaduais do MDB, André Henrique recebeu R$ 7.225,00 do Fundo Partidário estadual. Prof. Olakson e Robson Rosa receberam o mesmo valor. Até aqui, nada de extraordinário. O contraste começa quando a lista dos zerados entra em cena.
Zerados
Cilso Mendes, Rafael Claros, Fagner Peixoto, Farofino, Sorriso, Felipe Oliveira, Mestre Dragão e Nélio Alencar seguem zerados. Rafael Lopes, Ricardo Schwantes, Roberval Roberto, Rodrigo da Feira e Danillo Sales também. Nominata de estadual cheia do MDB, mas carteira partidária nem tanto.
Diferença
Entre as estaduais do MDB, Bruna Azevedo recebeu R$ 46 mil do FEFC e R$ 11.225,00 do Fundo Partidário. Dra. Telma Cruz recebeu R$ 26 mil e R$ 11.225,00. Eliane Macena recebeu R$ 44 mil e R$ 11.225,00. A diferença está nos detalhes e nos depósitos.
Força
Geovana Muniz recebeu R$ 14 mil do FEFC e R$ 11.225,00 do Fundo Partidário estadual. Laura Marcela recebeu R$ 56 mil e R$ 11.225,00. Luciana Colares recebeu R$ 56 mil e R$ 9.225,00. O dinheiro chega, mas não chega com a mesma força para todas candidatas do MDB.
Igualdade
Maria Rita recebeu R$ 56 mil do FEFC e R$ 11.225,00 do Fundo Partidário estadual. Suéllen Ribeiro recebeu R$ 56 mil e R$ 4 mil. Wanda dos Cachorros recebeu R$ 30 mil e R$ 4 mil. No papel, são todos candidatos; no caixa, a igualdade parece ter limites.
Pergunta
Falando em carteira, enquanto alguns candidatos recebem recursos expressivos, outros parecem disputar eleição no modo “cada um por si”. A pergunta que fica é simples: são todos candidatos da mesma legenda ou existem campanhas de primeira e de segunda classe?
Emprestou
No fim das contas, o FEFC é público, mas a distribuição política dos recursos revela escolhas partidárias. Uns recebem milhões para correr atrás do voto; outros recebem migalhas ou nada. A urna dirá quem teve campanha e quem apenas emprestou o nome à nominata.
Adesões
O candidato a deputado estadual Dr. Benedito Alves (Republicanos) demonstra força eleitoral ao ampliar adesões espontâneas no interior de Rondônia. O apoio de comerciantes, produtores rurais, garimpeiros, esportistas e evangélicos revela capilaridade e potencial competitivo.
Concentrou
Ontem (09), o deputado estadual Alan Queiroz (PL) concentrou agenda nos distritos da Ponta do Abunã e seguiu para Nova Mamoré. Hoje, visita lideranças e participa, às 20h, de reunião na casa do Professor João Clímaco, pai do vereador Jeferson Clímaco.
Sério
Falando sério, a coluna de amanhã mergulhará nos bastidores da Operação Dreno, deflagrada pela Polícia Federal, que chegou à casa do prefeito Marcélio Brasileiro. Também analisaremos a tentativa de resgatar fatos das eleições de 2024 e conectá-los à disputa eleitoral atual. Quando o passado é desenterrado às vésperas de uma eleição, vale perguntar: quem ganha politicamente com isso?

[Saiba como o Informa Rondônia seleciona seus colunistas e especialistas convidados]
AUTOR: HERBERT LINS





COMENTÁRIOS:





