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Hildon Chaves critica “ambulancioterapia” e propõe ampliar telemedicina em Rondônia

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Pré-candidato ao Governo afirma que reorganização da rede estadual deve reduzir deslocamentos de pacientes; experiência em Porto Velho realizou cerca de 5 mil atendimentos

Por Vinicius Canova - terça-feira, 28/07/2026 - 16h18

Porto Velho, RO – A ampliação da telemedicina para diferentes regiões de Rondônia foi apresentada pelo ex-prefeito de Porto Velho e pré-candidato ao Governo do Estado, Hildon Chaves, como uma das alternativas para diminuir o deslocamento de pacientes até a capital. Integrante da Federação União Progressistas, ele defendeu a reorganização da rede pública e maior apoio aos municípios.

Durante sua gestão na Prefeitura de Porto Velho, Hildon implantou um programa de teleatendimento em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo. Segundo o pré-candidato, foram realizados aproximadamente 5 mil atendimentos em 12 especialidades médicas.

O serviço alcançou moradores dos bairros e distritos de Maurício Bustani, Areal da Floresta, José Adelino, Nazaré, Extrema e União Bandeirantes. Entre as especialidades oferecidas estavam cardiologia, pneumologia, pediatria e psiquiatria.

“Levamos a telemedicina para dentro dos postos de saúde”, afirmou Hildon ao recordar o programa. Ele declarou que pretende expandir a experiência para todo o estado.

Ao abordar a atual organização da saúde pública, o pré-candidato criticou o transporte frequente de pacientes entre municípios e Porto Velho. Hildon classificou o modelo como “ambulancioterapia” e afirmou que a avaliação da gestão não deve se limitar à quantidade de consultas realizadas.

Na análise apresentada por ele, é necessário identificar por que moradores do interior ainda percorrem centenas de quilômetros em busca de atendimento na capital. O ex-prefeito também afirmou que o poder público deve apurar os interesses econômicos eventualmente relacionados ao transporte constante de pacientes.

“Chega de tanto sofrimento, nosso povo está cansado”, declarou.

Hildon defendeu que prefeitos e governadores acompanhem pessoalmente o funcionamento dos serviços, conheçam os indicadores e cobrem resultados das equipes. Para o pré-candidato, os gestores precisam participar das principais decisões e orientar diretamente os secretários responsáveis pelas políticas públicas.

Segundo ele, a rede estadual deve ser reorganizada para oferecer melhores condições de atendimento nos municípios. A medida, conforme sustentou, depende de planejamento, liderança e capacidade de execução.

Hildon afirmou ter adotado esse modelo de acompanhamento quando comandou Porto Velho. Ele declarou que mantinha contato com as equipes e acompanhava o andamento das ações desenvolvidas pela administração municipal.

“A boa gestão não é sorte. É competência, preparo e muito trabalho”, disse.

Para o pré-candidato, os problemas enfrentados pela saúde pública exigem presença direta dos gestores e soluções que reduzam o deslocamento de pacientes. Ele afirmou que uma administração eficiente deve ir além do controle de números e concentrar esforços no atendimento às necessidades da população.

AUTOR: VINICIUS CANOVA (DRT 1066/RO) – LinkedIn





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