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Pesquisas confundem, Marcos Rogério lidera a corrida eleitoral e Expedito Netto entrou na briga

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Coluna avalia as forças regionais de quatro nomes na disputa pelo segundo turno, aborda o alerta sobre o tambaqui e registra demandas do setor chacareiro e de União Bandeirantes

Por Carlos Sperança - sexta-feira, 11/09/2026 - 15h51

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Professor tambaqui

Ter o carimbo de “espécie ameaçada de extinção” transforma seu alvo em um painel didático de atenções necessárias, exigindo o foco dado ao professor que ensina, explica e tira dúvidas. É o que começa a acontecer com o tambaqui, peixe de largo consumo na Amazônia, ao ser classificado na condição de “vulnerável”.

A expressão, em termos humanos, significa a criança que não pode se cuidar ou o idoso sem memória, sob risco por necessitar de proteção externa. Na floresta, ser vulnerável é a soma de muitos fatores. Em seres humanos a vulnerabilidade aparece ou acaba de repente, mas no caso do tambaqui se trata de uma vulnerabilidade atestada por um exame contínuo ao longo do tempo.

A classificação do tambaqui para a condição de espécie vulnerável decorre de projeções sobre a redução dos estoques naturais da espécie a partir de dados coletados desde 1978. Não significa que seja pecado comer esse delicioso peixe – a classificação é só um apelo à atenção. Aliás, é preciso ter em conta o aviso de um especialista em Ecologia Aquática, Edinbergh Caldas de Oliveira, de que não existem levantamentos abrangentes sobre as populações de peixes em toda a bacia.

Nesse caso, a vulnerabilidade do tambaqui é mais um estado de espírito – a sensação de que ele começou a faltar por aparecer menos aos olhos. Mas como a fumaça indica fogo, certamente o chamado à atenção é a necessidade do momento.

Pesquisas confundem

Com pesquisas contraditórias e resultados tão díspares, tudo está sinalizando para farsas terríveis nesta corrida eleitoral de 2026 e as apelações se multiplicam para todos os lados. Mas colocando tudo no liquidificador, somando e dividindo, estou efetuando um balanço mais próximo da realidade, na peleja pelo governo de Rondônia, com quatro candidatos disputando duas vagas a um já previsível segundo turno. O balanço da situação dos candidatos abaixo é fruto de consultas e sondagens nos principais colégios eleitorais do estado e em médios municípios onde a presença do governo do estado é mais expressiva. Veja a performance dos favoritos abaixo.

Marcos Rogério (PL)

O candidato bolsonarista está na berlinda. O senador lidera a corrida eleitoral ao Palácio Rio Madeira quase de ponta a ponta, exceto em Porto Velho que tem o seu candidato local, que é Hildon Chaves, e em Cacoal, que também tem seu candidato próprio Adailton Fúria e este com força ainda em alguns municípios pequenos onde a presença do governo de Rondônia influencia o eleitorado em favor do seu representante chapa branca. Rogério impõe boas diferenças em colégios eleitorais importantes – além da sua base Ji-Paraná – como Ariquemes e Vale do Jamari, além de Vilhena com o Cone Sul rondoniense. Rondônia é um estado conservador e Marcos Rogério deve seguir ao segundo turno na liderança.

Adailton Fúria (PSD)

O ex-prefeito de Cacoal, eleito e reeleito com a maior taxa de aprovação no estado, tem assegurado desde o início da corrida sucessória a segunda posição na disputa pelo Palácio Rio Madeira, sede do governo estadual. Com este resultado assegura passagem para o segundo turno – todos os candidatos admitem uma eleição em dois turnos – e sua campanha acredita que passando à próxima etapa ele une a oposição ao candidato Marcos Rogério e ganha a eleição. Tem a seu favor a máquina do governo estadual, mas rejeita a pecha de candidato chapa branca. Além dos seus próprios méritos no interior, Fúria deve mesmo sua ascensão à articulação do governador Marcos Rocha e do ex-senador Expedito Junior, alinhavando acordos com outros partidos.

Hildon Chaves (União Progressista)

O ex-prefeito de Porto Velho, que tem a reconhecida capacidade de bom administrador, está bem na foto na capital, onde tem grandes obras para mostrar, mas ainda não colou no interior. Deve derrotar com folga Rogério e Fúria na capital, mas para angariar a vaga de Fúria, melhor colocado no momento, para o segundo turno, Chaves precisa melhorar sua posição em colégios eleitorais importantes como a região de Ariquemes, de Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena. Passando dos 20 por cento nas pesquisas terá condição para esta ultrapassagem. Tem poucas semanas para isto, mas ele foi consagrado com vitórias de viradas e sua expectativa é de vira-vira já nos próximos dias.

Expedito Netto (PT)

Surpreendendo na corrida eleitoral 2026, o candidato petista entrou na briga por uma vaga no segundo turno, o que estava fora de cogitação nas primeiras semanas de campanha. Ocorre que o presidente Lula, em algumas pesquisas eleitorais, conta com um percentual provável de 30 por cento do eleitorado rondoniense e, se Netto colar no presidente e alcançar pelo menos 20 por cento dos votos, pode derrubar Adailton Fúria e Hildon Chaves na busca de um segundo turno com o senador bolsonarista Marcos Rogério. E esta é a estratégia petista, colar Netto em Lula e unir os adversários do conservadorismo na segunda etapa.

Promessas futuras

Nesta reta final de campanha eleitoral em Rondônia dois governadoráveis aparecem ainda como figurantes e, salvo alguma surpresa inesperada, tanto o candidato do MDB Pedro Abib como do PSB Samuel Costa vão conseguir prosperar. É preciso reconhecer que ambos têm sido eficientes nos debates. Samuel Costa é prejudicado pela conspiração armada pelo diretório nacional do seu partido contra sua candidatura e só há pouco conseguiu se firmar como candidato. Pedro Abib é um professor universitário, com bom preparo, e sem dúvidas é uma boa promessa futura no MDB. Mas seria uma zebra alcançar neste momento o sonhado segundo turno, o que não se descarta nunca em nosso estado.

Via Direta

Densamente povoado, o setor chacareiro de Porto Velho, que produz hortigranjeiros, clama por mais apoio da Prefeitura de Porto Velho e do Governo do Estado.

Com a expansão da Zona Leste, as antigas chácaras estão se transformando em loteamentos urbanos no setor chacareiro.

União Bandeirantes e cercanias comemoram a proposta do governadorável Marcos Rogério dando conta da pavimentação da estrada que liga a localidade à BR-364. É uma reivindicação da classe produtora do maior distrito de Porto Velho.

Hoje um poderoso fazendeiro, o ex-senador Ernandes Amorim continua produzindo melancias, um hábito que vem de longe, desde a migração da Bahia nos anos 80.

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AUTOR: CARLOS SPERANÇA





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