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Samuel Costa propõe novo João Paulo II e descentralização da saúde durante entrevista em Cacoal

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Candidato ao Governo de Rondônia participou do Cidade Alerta, da SIC TV, e defendeu uso de estrutura existente em Porto Velho, fortalecimento do atendimento no interior e gestão baseada em metas

Por Yan Simon - sexta-feira, 21/08/2026 - 11h48

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Porto Velho, RO – A reorganização da rede estadual de saúde e o aproveitamento de uma estrutura já existente em Porto Velho para implantação de um novo Hospital João Paulo II foram algumas das propostas apresentadas pelo candidato ao Governo de Rondônia Samuel Costa (PSB) durante entrevista ao programa Cidade Alerta, da SIC TV, afiliada à Record, em Cacoal.

Entrevistado pelo jornalista Diego Maia, Samuel defendeu uma divisão mais clara das responsabilidades dentro da rede pública. Pela proposta apresentada, atendimentos de baixa e média complexidade seriam fortalecidos nas estruturas municipais e regionais, enquanto os serviços de alta complexidade teriam maior concentração e capacidade de atendimento na capital.

O candidato também defendeu a presença de médicos especialistas no interior e nas regiões mais distantes de Porto Velho. Ao tratar das dificuldades de deslocamento enfrentadas por pacientes, afirmou que “a BR-364 tem que ser um corredor da vida, e não da morte”.

Para a implantação do novo João Paulo II, Samuel propôs utilizar um imóvel situado às margens da BR-364, a pouco mais de 500 metros da atual unidade hospitalar.

Segundo o candidato, a estrutura havia sido destinada inicialmente à instalação de uma unidade da Polícia Rodoviária Federal e posteriormente foi cedida à Prefeitura de Porto Velho para implantação do Centro Político-Administrativo. Samuel afirmou que aproximadamente R$ 35 milhões foram investidos no local à época e que, em valores atualizados, o montante ultrapassaria R$ 100 milhões.

A proposta apresentada por ele prevê reunir aproximadamente R$ 170 milhões para viabilizar o hospital. Conforme Samuel Costa, seriam R$ 70 milhões destinados pelo Tribunal de Contas, R$ 50 milhões da Fonte 500 e aproximadamente R$ 50 milhões oriundos de emendas parlamentares.

“Governar é gerir prioridades”, afirmou.

Samuel defendeu que a estrutura seja convertida em uma unidade hospitalar ampla e moderna, com expansão da oferta de leitos clínicos e cirúrgicos, unidades de terapia intensiva e enfermarias.

Durante a entrevista, o candidato afirmou ainda que pretende realizar em quatro anos aquilo que, em sua avaliação, não foi feito ao longo de quatro décadas da história de Rondônia.

A gestão pública também esteve entre os temas abordados. Samuel Costa disse que pretende trabalhar com metas e prazos definidos, além de disponibilizar informações para que a população acompanhe a execução das ações governamentais.

Segundo ele, a transparência deverá permitir que os cidadãos saibam quais compromissos foram estabelecidos, em que estágio estão e quais resultados foram alcançados.

Ao falar sobre a relação de Rondônia com a União, Samuel afirmou que sua eventual administração deverá manter posição institucional independentemente de quem esteja à frente do Governo Federal.

“Não quero saber quem será o próximo governo federal. Vamos respeitar a vontade soberana do povo brasileiro e exigir o respeito que Rondônia merece”, declarou.

O candidato também afirmou que pretende direcionar a administração às parcelas da população que mais dependem dos serviços públicos, com cobrança por efetividade e resultados na execução das políticas estaduais.

A entrevista ocorreu durante passagem de Samuel Costa pela Região do Café. O candidato cumpriu agendas em Cacoal e deu sequência às atividades de campanha pela região central de Rondônia.

Nas semanas anteriores, Samuel também havia participado do primeiro debate entre candidatos ao Governo de Rondônia promovido pelo grupo Rondovisão, afiliado à Band, em Porto Velho.

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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