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SAÚDE DA MULHER

Teste de HPV chega à zona rural e amplia prevenção do câncer do colo do útero em Porto Velho

Teste de HPV chega à zona rural e amplia prevenção do câncer do colo do útero em Porto Velho
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Capacitação de profissionais e organização do transporte de amostras permitem levar diagnóstico molecular às comunidades rurais do município.

Por Yan Simon - terça-feira, 25/08/2026 - 08h27

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Porto Velho, RO – Mulheres entre 25 e 64 anos que vivem em comunidades rurais de Porto Velho passarão a ter acesso ao teste molecular de DNA para detecção do HPV, exame utilizado na prevenção do câncer do colo do útero. A oferta será implantada gradualmente após a capacitação das equipes responsáveis pela coleta e pelo encaminhamento das amostras para análise.

O exame permite identificar a presença do vírus antes mesmo do surgimento de lesões. Um resultado positivo para HPV, porém, não representa diagnóstico de câncer. Nesses casos, a paciente passa a ser acompanhada conforme o tipo viral detectado. Quando o teste apresenta resultado negativo, uma nova coleta é recomendada somente após cinco anos.

A metodologia substitui, para a faixa etária indicada, a rotina do exame preventivo tradicional, conhecido como Papanicolau. Se forem identificados tipos de HPV considerados de maior risco para o desenvolvimento da doença, como os tipos 16 e 18, a mulher é encaminhada para realização de colposcopia. Nos demais casos, o acompanhamento preventivo ocorre em intervalos menores.

Na área urbana de Porto Velho, o teste já pode ser realizado em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS). Para ter acesso ao atendimento, as mulheres dentro da faixa etária recomendada podem procurar a unidade mais próxima com documento oficial com foto, cartão do SUS ou CPF. Não é necessário encaminhamento médico.

A chegada do serviço às localidades rurais dependeu da reorganização do transporte e do armazenamento das amostras. Como se trata de uma análise genética, o material coletado precisa seguir condições específicas de conservação e respeitar prazos para que seja processado em laboratório.

Para padronizar esse procedimento, enfermeiros que atuam em unidades e comunidades da zona rural participaram, na sexta-feira (21), de treinamento promovido pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) e do Departamento de Atenção Básica (DAB). A capacitação abordou a coleta, o manuseio e o fluxo de encaminhamento do material.

Segundo a secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, a implantação do exame nas comunidades rurais exigiu organização logística, definição do transporte e cumprimento de um cronograma de capacitação dos profissionais. A preparação, conforme explicou, busca garantir que o serviço seja oferecido com segurança e dentro dos padrões técnicos necessários.

“O objetivo da Semusa sempre foi alcançar todas as mulheres do município”, afirmou a secretária ao destacar a expansão do atendimento.

O prefeito Léo Moraes afirmou que a extensão do teste à zona rural amplia o acesso das mulheres às ações preventivas. Segundo ele, a proposta é fazer com que os serviços de saúde também alcancem as comunidades mais afastadas do perímetro urbano.

“Prevenir é cuidar”, declarou o prefeito ao comentar a implantação do serviço.

A subgerente do Núcleo de Saúde da Criança, Adolescente e Bolsa Família da Semusa, Kelly Przybsz, explicou que o teste molecular é direcionado às mulheres de 25 a 64 anos e consegue detectar o HPV antes do aparecimento de alterações que possam evoluir para problemas mais graves.

Com a conclusão do treinamento das equipes e a definição do fluxo das amostras, o exame molecular será disponibilizado progressivamente nos postos e nas comunidades da zona rural de Porto Velho.

Com informações de: Prefeitura de Porto Velho

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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