Número de trabalhadores ocupados chegou a 103,3 milhões, enquanto o contingente de desempregados caiu para 5,8 milhões, segundo o IBGE
Porto Velho, RO – O mercado de trabalho brasileiro alcançou um novo recorde de ocupação no trimestre encerrado em julho de 2026. O país contabilizou 103,3 milhões de pessoas trabalhando, o maior número registrado desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012.
Também foi atingida uma máxima entre os trabalhadores com vínculo formal. Desconsiderando os empregados domésticos, 39,4 milhões de pessoas estavam trabalhando com carteira assinada, quantidade inédita na série acompanhada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os números foram divulgados nesta quinta-feira (27) e mostram ainda uma redução do desemprego. A taxa ficou em 5,3% no trimestre terminado em julho, abaixo dos 5,8% observados no período encerrado em abril. Um ano antes, no mesmo intervalo de três meses, o indicador estava em 5,6%.
O percentual de 5,3% representa o menor nível de desemprego já verificado para um trimestre móvel encerrado em julho desde que a Pnad Contínua começou a ser realizada.
A redução também aparece no número absoluto de pessoas em busca de trabalho. O contingente de desocupados foi estimado em 5,8 milhões. Na comparação com o trimestre compreendido entre fevereiro e abril, houve queda de 8%, equivalente a 503 mil pessoas a menos nessa condição.
Em sentido contrário ao avanço do emprego com carteira assinada, o grupo de trabalhadores sem registro formal também cresceu. O país tinha 13,8 milhões de empregados sem carteira, aumento de 3,6% frente ao trimestre terminado em abril. O acréscimo corresponde a aproximadamente 477 mil trabalhadores.
A informalidade alcançou 37,5% da população ocupada. No período encerrado em abril, a proporção era de 37,2%.
Pelos critérios adotados pelo IBGE, são considerados informais, entre outros grupos, empregados sem carteira assinada, trabalhadores por conta própria sem CNPJ e empregadores sem registro empresarial. Nessas situações, não há garantia de direitos trabalhistas como férias, 13º salário e seguro-desemprego.
Outro indicador que apresentou redução foi o número de desalentados. Esse grupo reúne pessoas que gostariam de trabalhar, mas deixaram de procurar uma oportunidade por acreditarem que não conseguiriam uma vaga. O contingente chegou a 2,3 milhões, queda de 9,7% no trimestre.
O rendimento médio real recebido pelos trabalhadores foi estimado em R$ 3.762. O valor apresentou variação negativa de 0,7% em relação ao trimestre encerrado em abril, diferença considerada estatisticamente estável pelo IBGE.
A Pnad Contínua acompanha a situação do mercado de trabalho entre pessoas com 14 anos ou mais e considera diferentes formas de ocupação, incluindo emprego formal, trabalho sem carteira assinada, atividades temporárias e atuação por conta própria.
Para que uma pessoa seja classificada como desocupada pela metodologia da pesquisa, é necessário que tenha efetivamente procurado trabalho nos 30 dias anteriores ao levantamento. A coleta de dados abrange cerca de 211 mil domicílios distribuídos pelos 26 estados e pelo Distrito Federal.
Apesar do resultado registrado até julho, a menor taxa de desemprego de toda a série histórica permanece em 5,1%, verificada no último trimestre de 2025. No outro extremo, o maior índice foi de 14,9%, alcançado nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e março de 2021, durante a pandemia de covid-19.
Com informações de: Agência Brasil
AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)
COMENTÁRIOS:





