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Sargento Machado fala em “levar dois ou três” se tombar, diz que guarnição foi desmontada e cita política no episódio

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Candidato a vice de Samuel Costa pelo PSB afirma que equipe foi desfeita sem ter cometido crime, diz que montaria a cúpula da segurança em eventual governo e rejeita rótulos de esquerda e direita

Por Yan Simon - quinta-feira, 27/08/2026 - 11h27

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Porto Velho, RO – Candidato a vice-governador na chapa de Samuel Costa, do PSB, Anderson Souza Machado, Sargento Machado afirmou, durante entrevista ao podcast Resenha Política, que sua forma de atuar na Polícia Militar combina disposição para o confronto com a obrigação de respeitar a lei. Ao descrever a postura da equipe em ocorrências de risco, usou uma das frases mais duras da conversa: “Só para se a gente tombar. E a gente tem certeza que a gente é preparado pra não tombar. E se tombar, é de levar pelo menos dois ou três conosco. Então é desse jeito.”

A declaração surgiu enquanto Machado explicava por que se identifica com o símbolo do pitbull. Segundo ele, medo existe, mas a missão policial exige atitude. Em seguida, fez questão de estabelecer um limite para essa atuação. Disse que um suspeito que se entrega deve ser algemado, conduzido à Central de Polícia e apresentado à Justiça. Quando questionado sobre execução, respondeu que isso não deve ocorrer. Para ele, reação armada ou com arma branca muda o cenário e autoriza a neutralização da ameaça. Durante a discussão sobre excessos policiais, concordou ainda que a extrapolação das funções pode levar à formação de milícias e definiu essa situação como “um bandido combatendo bandido”.

Resenha Política · Eleições 2026

Machado abre o jogo sobre quem levaria para a Segurança

O candidato a vice de Samuel Costa citou Ada Dantas para a secretaria, revelou os oficiais que deram apoio operacional à sua guarnição e detalhou bastidores da tropa, da campanha e da própria trajetória.
Cúpula da Segurança Polícia Militar Bastidores Mucambo Campanha
O nome revelado: Ada Dantas
Machado disse que pensa em uma advogada para a Secretaria de Segurança Pública e citou Ada Dantas. Ele a descreveu como uma mulher que “bota a cara a tapa” pelas forças de segurança; Robson Oliveira a identificou como esposa de Jesuíno Boabaid.
2
partidos o convidaram para disputar uma vaga de deputado estadual
8 anos
idade em que afirmou ter começado a praticar esporte
35+
faixa a partir da qual disse enxergar hoje os policiais militares da ativa
Nomes citados

Quem apareceu no mapa de Machado

Além de indicar quem imagina na Secretaria de Segurança, o candidato destacou oficiais que, segundo ele, apoiaram a atuação operacional da equipe e citou aliados que pretende ver na estrutura política.
Secretaria de SegurançaAda Dantas
Foi o único nome revelado para a futura cúpula. Machado a apresentou como advogada e defensora das forças de segurança.
Apoio operacionalCoronéis Amorim e Jairo
Machado elogiou o comandante do policiamento da capital e o comandante do 5º Batalhão. Disse que ambos vestem a farda e participam de operações.
Comando anteriorCoronel Braguinho
Também foi lembrado como um comandante-geral de outro período que teria dado apoio à guarnição.
Assembleia LegislativaSargento Pantoja
Machado afirmou que Pantoja é candidato a deputado estadual pelo PSB e poderia ajudar a agenda da segurança dentro da Assembleia.
Desenho de poder

Cinco postos sob a responsabilidade do vice

Ao reproduzir o acordo feito com Samuel Costa, Machado enumerou as áreas nas quais teria participação direta na escolha dos ocupantes.
Comando-geral da PM
Subcomando-geral
Secretaria de Segurança
Direção da Polícia Civil
Direção da Sejus
O que ficou em aberto: Machado disse já ter em mente um comandante-geral e um subcomandante, mas não revelou os nomes durante a entrevista.
Por dentro da tropa

Armas, idade e a metáfora do “vira-lata”

Machado apresentou um diagnóstico apoiado na experiência cotidiana da rádio patrulha e distinguiu o equipamento disponível nas unidades comuns daquele concentrado em forças especializadas.
“A rádio patrulha é como um cão vira-lata.”
A comparação foi usada para dizer que equipes comuns muitas vezes avançam e resolvem ocorrências mesmo sem as condições objetivas que considera adequadas.
01
Fuzil Arad chegou, mas não para todos
Ele afirmou que o armamento existe, porém não é suficiente, e que parte dos materiais fica concentrada em unidades especializadas.
02
Quase 12 anos sem concurso
Machado classificou o intervalo como absurdo e disse que a Polícia Militar deveria ter seleções todos os anos.
03
Policiais a partir dos 35 anos
A frase foi apresentada como percepção pessoal sobre o envelhecimento do efetivo e a ausência de soldados mais jovens.
04
Três ou quatro homens dentro de um Onix
O modelo foi citado para ilustrar por que considera inadequadas as viaturas pequenas usadas pelas equipes.
Infância no Mucambo

O barraco, os tiros e a água da cacimba

Ao descrever a infância em Porto Velho, Machado acrescentou episódios sobre as condições da casa, a violência do bairro e as escolhas que atribui à influência da mãe, do esporte e do estudo.
01
Casa de madeira
Ele disse que vivia em um barraco com assoalho de madeira. Quando começavam os tiros, a mãe mandava os filhos se jogarem no chão.
02
Água disponível
Relatou que a família bebia água de cacimbas do bairro e afirmou que o local era “cheio de verme”, mas era o recurso existente.
03
Esporte aos oito anos
Disse ter começado em uma escola de futebol e associou esporte, estudo e orientação materna à decisão de não entrar no crime.
04
O sonho dito à mãe
Mesmo tendo presenciado abordagens violentas da polícia no bairro, contou que anunciou ainda criança: “Mãe, um dia eu vou ser policial militar”.
Relatos operacionais

O que contou sobre ocorrências recentes

Machado relatou episódios vividos pela equipe para sustentar que a atuação policial não termina com a escala e que alguns suspeitos reconhecem o trabalho realizado.
Entrada no Jardim Santana
Disse ter ido a uma residência após denúncia anônima. Segundo ele, a moradora permitiu a entrada; Machado ponderou que a droga poderia ter sido retirada ou jogada fora por alguém que acompanhava as câmeras.
Reconhecimento de presos
Afirmou que pessoas conduzidas pela equipe já disseram admirar os policiais e reconheceram que eles estavam “fazendo o trabalho” dentro do que consideravam correto.
Atuação até na folga
No encerramento, confirmou que a equipe também intervém fora do horário de serviço. Disse ainda que já trocou tiros, mas nunca foi atingido.
Confronto e bravura

A sequência narrada sobre o cabo da guarnição

Machado detalhou um confronto que, segundo ele, impediu um feminicídio e pode resultar em promoção por bravura após a apuração administrativa.
01
Disparos e retorno
Segundo o relato, o homem efetuou disparos na direção do lado do motorista e saiu do local; depois, voltou.
02
Proteção da mulher
Machado disse que o cabo colocou a mulher atrás do veículo e iniciou a troca de tiros.
03
Dez munições e dois carregadores
Após esgotar o primeiro carregador de dez munições, o policial teria voltado à residência, buscado outros dois e retomado o confronto.
04
Promoção aguardada
Machado afirmou que o governador, coronel Marcos Rocha, determinou a apuração necessária e que espera a concessão da promoção por bravura.
Entrada na política

Dois convites, uma definição e um aliado

Dois partidos
Antes de entrar na chapa majoritária, Machado disse ter recebido convites de duas siglas para concorrer a deputado estadual.
“Estou político”
Afirmou que não se considera político profissional: “Eu não sou político, eu tô político agora”.
Pantoja candidato
Apresentou o integrante da equipe como candidato do PSB à Assembleia Legislativa e potencial apoio para pautas da segurança.
Outras declarações

Seis frases que ampliam o retrato

01
“Eu não sou político, eu tô político agora.”
Ao diferenciar a candidatura de uma carreira política permanente.
02
“É dever do Estado, mas é responsabilidade de todos.”
Ao defender participação social no apoio às forças policiais.
03
“A rádio patrulha é como um cão vira-lata.”
Ao descrever equipes que agem mesmo sem as condições que considera ideais.
04
“Mãe, um dia eu vou ser policial militar.”
Frase que afirmou ter dito durante a infância no Mucambo.
05
“Até na folga.”
Resposta ao ser questionado se a equipe atuava fora do serviço.
06
“Sem um cabo, você não consegue carregar o seu celular.”
Brincadeira feita ao destacar a presença do cabo da equipe no estúdio.
Fonte: entrevista do sargento Machado ao podcast Resenha Política, apresentado por Robson Oliveira em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Declarações, avaliações e relatos são atribuídos ao entrevistado.

O sargento também falou sobre o desmonte da guarnição da qual fazia parte. Segundo seu relato, o grupo foi separado sem que tivesse cometido crime: os integrantes foram distribuídos em turnos diferentes e ele próprio ficou impedido de comandar a equipe. Machado disse ter recorrido ao representante associativo Jesuíno e a um advogado para saber a razão da medida. Conforme a versão apresentada na entrevista, comandantes ouvidos teriam informado inicialmente que a ordem vinha “de cima”, até que o comandante-geral, coronel Glauber Souto, teria assumido a autoria da determinação, sem explicar o motivo.

Machado afirmou ter sofrido retaliação profissional, mas evitou acusar diretamente qualquer agente político de ter ordenado a mudança. Disse acreditar que a política poderia estar relacionada ao episódio e citou a exposição pública da equipe e sua candidatura, mas ressalvou que não sabia o que ocorria nos bastidores e que não poderia fazer afirmações sobre conversas entre superiores e políticos.

Na área eleitoral, contou que não planejava disputar cargo público. Segundo Machado, Samuel Costa o convidou pessoalmente para ser vice depois de os dois conversarem sobre a formação da chapa. Ele disse que recusou num primeiro momento e que a própria família, incluindo a esposa, também resistiu à ideia. Depois, aceitou. Conforme seu relato, Samuel teria deixado claro que não queria um vice restrito ao gabinete, mas alguém encarregado da segurança pública.

Machado afirmou que, numa eventual vitória, teria participação direta na escolha do comandante-geral e do subcomandante da PM, do secretário de Segurança, da direção da Polícia Civil e de outros postos do setor. Disse já ter nomes em mente e declarou que não pretende montar apenas um “time”, mas uma “seleção”. Para a Secretaria de Segurança, mencionou uma advogada, mulher, descrita por ele como atuante na defesa das forças de segurança.

A filiação ao PSB também foi questionada por Robson Oliveira, diante do perfil conservador de parte do eleitorado e de muitos candidatos oriundos das forças de segurança. Machado rejeitou a tentativa de enquadrá-lo ideologicamente. “Eu não me rotulo de nada, irmão. De esquerda, de direita, de centro. Eu não gosto de rótulos. Eu detesto rótulos.” Em seguida, definiu-se como nacionalista, criticou interferências estrangeiras no Brasil e disse não concordar com o sequestro de presidente de outro país, sem especificar na entrevista a qual caso se referia.

Apesar de dizer que não é de esquerda, Machado também afirmou que a extrema direita tenta atingir povos originários e reservas e declarou que, em sua avaliação, a direita foi a corrente que mais incomodou o país historicamente. Sobre Samuel Costa, disse que o aliado já foi “radical da esquerda”, mas que amadureceu e mudou.

Outro tema polêmico foi um episódio tratado no programa como possível disparo contra um político. Machado disse considerar quase certa a hipótese de o barulho ter sido provocado pelo escapamento de um veículo. Afirmou que um familiar do proprietário teria explicado que o carro produzia ruído semelhante a tiro e criticou a postura da segurança que aparecia nas imagens, dizendo que, diante de um disparo real, a reação automática de policiais preparados seria levar a mão à arma e tentar localizar o autor.

Na parte final da entrevista, Machado voltou-se à estrutura da Polícia Militar. Disse que a corporação trabalha com efetivo reduzido, criticou o longo período sem concurso e afirmou que a tropa está envelhecida. Também reclamou das viaturas locadas, citando carros pequenos como inadequados para equipes com três ou quatro policiais, e disse que o armamento disponível existe, mas não é suficiente para todas as necessidades. Chegou a afirmar que considera a PM de Rondônia a “segunda ou terceira mais honesta do país”, apresentando a avaliação como opinião pessoal.

Como proposta, afirmou que a chapa pretende realizar um concurso inicial para 1.500 integrantes das forças de segurança e mencionou 300 vagas para delegados e oficiais. Disse ainda que, do segundo ou terceiro ano em diante, a intenção seria abrir mais 1.500 vagas. Defendeu o fim da locação de viaturas, maior uso de recursos federais e diálogo com qualquer governo que esteja no Palácio do Planalto, independentemente do nome do presidente.

Machado também questionou a discussão sobre dificuldades financeiras do Estado em período eleitoral, mas Robson Oliveira registrou durante a conversa que a avaliação citada no programa era de risco de quebra caso não fossem adotados cuidados, e não de que Rondônia já estivesse quebrado.

A trajetória pessoal apareceu no terço final. Machado disse ter nascido em Porto Velho e crescido no bairro Mucambo, em uma época marcada por gangues, tiros e precariedade. Relatou ser filho de mãe solo, ter começado a praticar esporte ainda criança e atribuiu ao esporte, ao estudo e à orientação da mãe parte da razão de não ter sido recrutado pelo crime. Defendeu, a partir dessa experiência, investimentos em esporte, cultura e lazer como complemento à repressão policial.

Ele contou que um irmão traficava drogas, ajudava a sustentar a casa e foi morto em 1998. Machado relacionou esse episódio à própria rejeição ao tráfico e ao desejo de entrar para a Polícia Militar. Disse que passou em concurso em 2005, ficou 12 anos como soldado, depois foi cabo e, ao se tornar sargento, passou a comandar equipes e a imprimir o estilo de atuação que defendia.

No encerramento, relatou ocorrências em que presos teriam reconhecido a atuação de sua equipe e mencionou um confronto envolvendo um cabo de sua guarnição que, segundo ele, impediu um feminicídio e trocou tiros com um homem armado. Machado disse esperar que o policial receba promoção por bravura após a apuração administrativa. A entrevista foi concedida ao podcast Resenha Política, apresentado por Robson Oliveira em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica.

DEZ FRASES DE SARGENTO MACHADO

01. “E se tombar, é de levar pelo menos dois ou três conosco.”

Machado usou a frase ao explicar sua postura em confrontos e a comparação da equipe com um pitbull, dizendo que o policial deve agir diante de risco.

02. “Eu não me rotulo de nada, irmão. De esquerda, de direita, de centro.”

A declaração foi dada ao responder por que aceitou disputar pelo PSB, partido colocado por Robson Oliveira no campo da esquerda.

03. “Determinaram o término da nossa guarnição, sem ter cometido crime algum.”

Machado afirmou que a equipe foi desfeita, seus integrantes foram distribuídos em turnos diferentes e ele deixou de comandar a guarnição.

04. “Eu não sei o que está acontecendo nos bastidores, não posso afirmar nada.”

Depois de levantar a possibilidade de influência política no episódio envolvendo a guarnição, Machado fez a ressalva e evitou atribuir a decisão a políticos específicos.

05. “Não vou formar um time, vou formar uma seleção.”

Machado disse que recebeu de Samuel Costa a missão de cuidar da segurança pública numa eventual vitória e afirmou já pensar em nomes para postos de comando.

06. “A corrupção, como o Samuel Costa sempre costuma falar, ela é… Ela é ambidestra. E ela é daltônica.”

Ele usou a metáfora para sustentar que corrupção não pertence a um único campo ideológico e não distingue as cores associadas à polarização política.

07. “A polícia não existe pra fazer da terra um paraíso, mas ela existe para impedir que o inferno se estalhe nessa terra.”

Machado utilizou a frase ao defender apoio da sociedade às forças policiais e explicar qual considera ser a função da polícia na segurança pública.

08. “A Polícia Militar tá doente, tá velha.”

A afirmação resumiu sua crítica ao déficit de efetivo, ao envelhecimento da tropa e ao período prolongado sem concurso.

09. “Eu sou totalmente contra essa locação de viatura.”

Machado criticou o custo e o porte dos veículos usados pela PM e defendeu a substituição do modelo de locação.

10. “Basta ter vontade de querer e basta ser honesto.”

A frase foi usada na defesa de que é possível melhorar a segurança pública com concursos, viaturas adequadas e busca de recursos federais.

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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