Rede municipal orienta sobre aleitamento exclusivo até os seis meses e aponta redução de infecções, proteção materna e benefícios de longo prazo
Porto Velho, RO – Mães que encontram dificuldades para amamentar podem buscar atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Porto Velho, onde equipes de enfermagem e profissionais de diferentes áreas oferecem orientação e acompanhamento. O suporte começa ainda durante o pré-natal e inclui informações sobre pega correta, manejo de intercorrências e avaliação do crescimento do bebê.
A estrutura de atendimento integra as ações da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) voltadas ao incentivo do aleitamento materno. A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, afirmou que a proposta é evitar que as mulheres enfrentem sozinhas os obstáculos que podem surgir durante a amamentação. Segundo ela, as unidades estão preparadas para prestar atendimento humanizado e seguro às famílias.
O prefeito Léo Moraes também relacionou o incentivo ao aleitamento às políticas de prevenção desenvolvidas no município. “Apoiar a amamentação é investir na saúde das nossas crianças e das mães”, afirmou. De acordo com o prefeito, o município busca assegurar informação, acolhimento e acesso aos profissionais da rede para que as famílias tenham maior segurança durante esse período.
Além do acompanhamento oferecido às mães, profissionais da rede municipal ressaltam os efeitos do leite materno na proteção da criança. O pediatra César Oliveira explica que a amamentação não deve ser considerada apenas uma forma de alimentação, uma vez que fornece nutrientes essenciais e componentes capazes de auxiliar o sistema imunológico.
“O leite materno é o alimento mais completo para o recém-nascido e para o lactente”, destacou o médico. Conforme explicou, anticorpos e outros componentes imunológicos presentes no leite ajudam na defesa contra infecções, proporcionando uma proteção renovada durante as mamadas.
Entre crianças amamentadas, segundo o pediatra, é observado menor risco de infecções respiratórias e gastrointestinais. Algumas dessas doenças podem evoluir para quadros graves, com desidratação e necessidade de internação. A proteção proporcionada pelo aleitamento também pode diminuir episódios de adoecimento e, consequentemente, a procura por serviços de urgência e emergência.
Os efeitos positivos também alcançam a saúde materna. A sucção do bebê estimula a liberação de ocitocina, hormônio relacionado à contração do útero e à recuperação do organismo depois do parto. Esse processo ainda auxilia na redução do sangramento durante o período pós-parto.
A produção do leite aumenta o gasto energético da mulher e pode colaborar para a recuperação do peso adquirido durante a gestação, principalmente quando acompanhada por hábitos saudáveis. César Oliveira acrescenta que a amamentação está associada, no longo prazo, à redução do risco de câncer de mama e de ovário.
Outro aspecto apontado pelos profissionais é o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho. O contato durante as mamadas proporciona conforto e segurança ao bebê e amplia a interação afetiva nos primeiros meses de vida.
Os benefícios podem continuar mesmo depois do período de aleitamento. Conforme o pediatra, estudos associam a amamentação a menor risco de obesidade e diabetes tipo 2 ao longo da vida, além de resultados positivos relacionados ao desenvolvimento cognitivo.
A recomendação é de que, sempre que possível, o bebê receba exclusivamente leite materno durante os primeiros seis meses, sem oferta de água, chás ou outros alimentos. Após esse período, deve ser iniciada a alimentação complementar adequada, mantendo-se a amamentação até os dois anos ou mais.
“Amamentar é alimentar, proteger e fortalecer o vínculo entre mãe e bebê”, resumiu César Oliveira.
As orientações ganham destaque durante o Agosto Dourado, período dedicado à conscientização e ao incentivo ao aleitamento materno. Para a Semusa, a prática representa uma estratégia de promoção da saúde e prevenção de doenças tanto para crianças quanto para mulheres, com impactos que podem alcançar também a demanda pelos serviços da rede municipal.
Com informações de: Prefeitura de Porto Velho
AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)
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