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COLUNA DO SPERANÇA

Três pesquisas com resultados diferentes e o favoritismo não elege ninguém em Rondônia

Três pesquisas com resultados diferentes e o favoritismo não elege ninguém em Rondônia
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A força do funcionalismo, o desempenho regional de candidatos à Câmara e o avanço do debate sobre a Lei Antifacção também entram no radar da disputa eleitoral em Rondônia.

Por Carlos Sperança - sexta-feira, 28/08/2026 - 15h31

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Palavras ao vento

Como não há mais direita ou esquerda reais, pois não se pode prometer capitalismo quando tudo já é capitalismo, e o comunismo é só uma tese de logo prazo sobre o progresso do próprio capitalismo, os candidatos à presidência exibem um imenso vazio de propostas. Além da cara maquiada pela Inteligência Artificial, apresentam um palavrório genérico que os faz espelhar uns aos outros. Quem tenta sair da mesmice e acrescentar algo inusitado acaba se saindo com disparates que logo viram memes e piadas na internet.

Quem tenta desesperadamente parecer diferente dos outros é Romeu Zema, do Partido Novo, que apesar do nome repete conceitos neoliberais já manjados no século passado. Por isso ele por vezes se sai com alguma proposta que acredita ser “nova” e a mais recente é criar um superpresídio de “referência num lugar remoto no meio da Amazônia, para onde todos esses líderes vão ser encaminhados e vão mofar por pelo menos 25 anos”, disse.

Mas construir presídio não é uma iniciativa só do governo federal, que não possui território no qual possa construir sequer um casebre: a área é sempre de um Estado. O candidato não pode prometer que o Estado concordará com a obra e seu local.

No mais, quem fixa pena e direciona os condenados não é o presidente, mas a Justiça. Noves fora, é uma promessa vazia. É coisa que sai da garganta e se perde no ar.

Três pesquisas

Em agosto foram divulgadas três pesquisas eleitorais em Rondônia e todas com resultados diferentes ao governo estadual. Lembrar que a primeira sondagem a mais de dois meses apontava o senador Marcos Rogério com 40 por cento de intenções de votos, outras com 35 por cento e esta última, mais recente, com 24 por cento. Com certeza não houve uma queda tão acentuada de Rogério em dois meses e muito menos ele é um campeão de votos no segundo turno. Também não se discute a segunda colocação para o chapa branca Adailton Fúria, mas ainda distante do líder. E o que se vê é o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves crescendo nesta reta final de campanha impulsionado por forte apoio na capital rondoniense.

O peso dos indecisos

O que todos os institutos concordam e os candidatos ao Palácio Rio Madeira também, é o exagerado índice de indecisos há pouco mais de um mês das eleições de outubro. O peso deste segmento será mais uma vez decisivo e capaz de gerar um novo efeito manada nas eleições rondonienses. Neste aspecto, temos novamente uma grande possibilidade de reviravoltas no pleito deste ano ao governo do estado e ao Senado. Indicar os possíveis benificiários do efeito manada deste ano é que são elas. As zebras aparecem sorrateiramente de última hora atropelando os adversários. É coisa de louco.

Favoritismo regional

Lembrando que favoritismo não elege ninguém e o costume em Rondônia é contrariar as pesquisas vigentes, algumas candidaturas a Câmara dos Deputados tem despontado como favoritas em algumas regiões do estado. São os casos dos deputados Thiago Flores em Ariquemes, Lucio Mosquini em Ouro Preto do Oeste, Jesualdo Pires em Ji-Paraná, Joliane Fúria em Cacoal, de Luís Claudio em Rolim de Moura e Natan Donadon em Vilhena. Em Porto Velho, onde já tivemos grandes favoritos liderando a corrida a Câmara Federal, tivemos desde Chiquilito Erse, José Guedes, Leo Moraes, mais recentemente Fernando Máximo, todos bem-sucedidos. Na temporada, com a fragmentação dos votos com tantos candidatos fica difícil de identificar algum possível campeão de votos.

Efeito Rocha

Enfatizando que os ex-governadores Ivo Cassol e Confúcio Moura e o próprio atual governador Marcos Rocha se elegeram com a segurança pública em pedaços e a saúde em cacos, chego à conclusão que os rondonienses tem se importado mais com a questão econômica do estado. O segmento decisivo das eleições na capital, por exemplo, o funcionalismo público, tem acompanhado sempre com atenção o pagamento em dia dos servidores, em quase oito anos de mandatos o atual governador quitou religiosamente em dia os salários do funcionalismo. Portanto a questão financeira de Rondônia rebate a impopularidade de Marcos Rocha e garante ao seu candidato chapa branca, Adailton Fúria, pelo menos 20 por cento de votos. Se Hildon Chaves e Netto almejarem o segundo turno vão ter que conseguir mais do que isto. Está difícil.

Lei Antifacção

Durante a semana o Supremo Tribunal Federal-STF, a pedido do ministro Alexandre Moraes realizou seguidos encontros para discutir a Lei Antifacção, cujos eventos foram prestigiados também por representantes do Ministério Público de Rondônia. Um assunto relevante e de extrema importância para nosso estado, tomado por carteis de drogas e de armas da Bolívia, Peru, Colômbia e do México que tem movimentado toneladas de drogas pelo espaço aéreo, pelas rodovias e pelos rios mais caudalosos de Rondônia, como o Mamoré na divisa com a Bolívia e o Rio Madeira já tomado pela pirataria. A expectativa é que com as discussões surjam soluções para esta importante pauta para a região amazônica.

Via Direta

Pequenos e médios municípios rondonienses buscam recuperar a representatividade na Assembleia Legislativa de Rondônia. Ministro Andreazza e Machadinho já tiveram até presidentes daquela casa de leis, casos de Maurão de Carvalho e Neodi Carlos.

A campanha eleitoral vai esquentando com o lançamento das candidaturas, adesivaços e o início do horário gratuito neste final de semana.

Assumindo as unidades do supermercado Araújo em Porto Velho, o grupo Nova Era prepara surpresas para os consumidores a partir dos próximos dias.

As clínicas Pets estão salgando no preço das castrações de gatos. Tem estabelecimento cobrando até R$ 1000,00. É coisa de louco!

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As pesquisas citadas pelo colunista são:

1. Brasil Dados — Registro RO-01895/2026; campo de 31/07 a 02/08/2026; 1.050 entrevistados; margem de erro de 3,03 p.p.; confiança de 95%; Marcos Rogério: 36%.

2. Instituto Phoenix — Registro RO-06747/2026; campo de 15 a 18/08/2026; 961 entrevistados; margem de erro de 3,2 p.p.; confiança de 95%; Marcos Rogério: 28,2%.

3. Quaest — Registros RO-05711/2026 e BR-00490/2026; campo de 21 a 24/08/2026; 804 entrevistados; margem de erro de 3 p.p.; confiança de 95%; Marcos Rogério: 24%.

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AUTOR: CARLOS SPERANÇA





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