Visita a São Carlos reuniu representantes da Assistência Social e da Defesa Civil para ouvir moradores, identificar demandas e planejar melhorias no atendimento às comunidades
Porto Velho, RO – As dificuldades de acesso e as necessidades específicas das famílias que vivem às margens do rio Madeira entraram novamente no planejamento das equipes municipais de Porto Velho. Representantes da assistência social e da Defesa Civil estiveram no distrito de São Carlos para ouvir moradores, verificar como os serviços estão sendo prestados e levantar informações que poderão orientar novas ações na região.
A agenda ocorreu na segunda-feira (14) e contou com a participação do secretário municipal de Inclusão e Assistência Social, Paulo Afonso, e do superintendente Municipal de Proteção e Defesa Civil, Marcos Berti Cavalcanti. A presença dos gestores teve como foco a avaliação dos atendimentos oferecidos às comunidades ribeirinhas e o fortalecimento da atuação conjunta entre as duas áreas.
Durante a visita, usuários dos serviços municipais e moradores de São Carlos foram ouvidos pelas equipes. Entre os objetivos estavam identificar obstáculos enfrentados pela população, receber sugestões e compreender de que maneira os atendimentos públicos chegam às famílias que vivem em localidades com deslocamento mais complexo.
As informações levantadas diretamente na comunidade deverão servir de base para ajustes no planejamento municipal. A proposta é adequar os serviços às características dos distritos do Baixo Madeira, onde a distância e as condições geográficas exigem uma logística diferente da adotada na área urbana.
A atuação conjunta reúne atribuições distintas. A assistência social é responsável pelo atendimento às famílias, garantia de direitos e acompanhamento de situações de vulnerabilidade social. Já a Defesa Civil trabalha com prevenção, monitoramento, preparação e resposta diante de situações que possam representar risco para a população.
A integração das equipes é considerada especialmente necessária nas localidades ribeirinhas. O deslocamento até essas regiões depende de planejamento específico para que profissionais, equipamentos e serviços consigam alcançar os moradores.
Outras ações já foram realizadas pela Prefeitura nos distritos do Baixo Madeira. Entre os serviços levados anteriormente às comunidades estão atendimento relacionado ao Cadastro Único, acompanhamento psicossocial, emissão de documentos e orientações sobre programas sociais.
Em agosto, a estrutura utilizada no atendimento a São Carlos, Calama, Nazaré e Demarcação também recebeu novos equipamentos. Segundo a administração municipal, os recursos foram destinados a facilitar o deslocamento das equipes e ampliar o alcance das ações nas localidades ribeirinhas.
Para a Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social, a presença das equipes nas comunidades permite avaliar os serviços a partir da experiência dos próprios moradores. A escuta também possibilita identificar novas demandas e verificar pontos que podem ser modificados nas ações já executadas.
Na Defesa Civil, o contato direto com as comunidades é utilizado para reforçar ações preventivas e melhorar a capacidade de resposta em situações de risco. O órgão desenvolve atividades de monitoramento, preparação e atendimento também em áreas rurais e ribeirinhas.
O prefeito Léo Moraes afirmou que a atuação presencial das equipes busca aproximar os serviços municipais da população. Segundo ele, as comunidades do Baixo Madeira enfrentam condições específicas de acesso e deslocamento e, por isso, necessitam de ações articuladas.
“Precisamos estar onde a população está”, declarou o prefeito. Ele acrescentou que a gestão pretende fortalecer a integração dos serviços para ampliar o acesso das famílias ribeirinhas ao atendimento público e às ações de proteção.
A visita a São Carlos faz parte da estratégia da administração municipal de manter equipes nos distritos e utilizar as demandas apresentadas pelos moradores como referência para o planejamento das políticas de assistência e proteção destinadas às comunidades do Baixo Madeira.
Com informações de: Prefeitura de Porto Velho
AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)
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