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Fernando Máximo reforça tradição de políticos goianos; e aliança de Rogério reúne futuros rivais de 2030

Fernando Máximo reforça tradição de políticos goianos; e aliança de Rogério reúne futuros rivais de 2030
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Coluna aborda a influência de políticos goianos em Rondônia, a divisão do MDB no segundo turno presidencial, o avanço da direita, as futuras disputas dentro da aliança de Marcos Rogério e os desafios provocados pela estiagem do Rio Madeira

Por Carlos Sperança - quinta-feira, 15/10/2026 - 16h12

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O irreal prevalece

Na propaganda, o governo é perfeito e têm o nome de um gestor provisório anunciado como dono do país. Esquema que apoiado pela fanática multiplicação de áulicos forja uma aparência irreal. Na realidade, o governo é um emaranhado burocrático sujeito às chuvas do Parlamento, às trovoadas do Judiciário e aos raios de impaciência dos cidadãos. Quando o El Niño vem mais forte do que nunca se pode acrescentar à realidade governamental consequências previsíveis na Amazônia, mas nem sempre previstas adequadamente, como a queda no nível dos rios que impede o transporte do óleo diesel para abastecer os sistemas isolados de geração de energia elétrica.

As termelétricas a diesel com essa função pediram recentemente mais de R$ 100 milhões ao governo para antecipar a compra de 18 milhões de litros de combustível. Na verdade, esse pedido, em tom de SOS, sequer precisaria ser feito se as comunidades já tivessem usinas renováveis e sistemas de armazenamento de energia.

Quando um pedido de providência urgente se encaminha para uma solução provisória e o provisório se torna permanente, o permanente vira uma promessa recorrente a ser esquecida logo após as eleições. E assim, no frigir dos ovos, como tudo é para ontem, os recursos suplementares e emergenciais são requeridos para um amanhã tão imediato que parece hoje.

Políticos goianos

A eleição 2026 ratificou o prestigio dos políticos goianos em Rondônia. Já tivemos o ex-prefeito de Porto Velho e ex-governador Jeronimo Santana, o Bengala, o senador Olavo Pires, o prefeito e deputado federal José Vieira Guedes, o deputado federal e vice-governador Assis Canuto, além do ex-prefeito, ex-deputado federal, ex-governador e senador Confúcio Moura, eleito e reeleito. E agora no pleito de 4 de outubro, colocando em evidencia o touquinha, o deputado federal Fernando Máximo eleito senador da república. A colônia goiana é expressiva em Porto Velho e em alguns municípios rondonienses e desde o primeiro pleito geral no estado em 1982 emplaca seus representantes nos cargos eletivos.

MDB rachado

O MDB vem rachado para o segundo turno das eleições presidenciais com 17 diretórios estaduais fechados com o candidato Flavio Bolsonaro e 10 diretórios com o atual presidente Luís Inácio Lula da Silva. Em Rondônia, provavelmente o partido estará com o representante petista já que o presidente estadual, senador Confúcio Moura foi uma das lideranças mais identificadas com a legenda governista no Congresso Nacional. Aliás, dos oito deputados federais e três senadores, a representação rondoniense no Congresso Nacional, só contava com Confúcio alinhado ao governo federal.

A extrema direita

Os brasileiros que nas últimas décadas vivenciaram governos de esquerda, centro esquerda e centro direita, tem grandes possiblidades com a eleição do senador Flávio Bolsonaro, de obter um ciclo de extrema direita, quase aquele nos moldes americanos de supremacia branca comandada pelo presidente Donald Trump. Sincronizados com os ditames americanos, tanto o favorito na eleição presidencial Flávio Bolsonaro com o já eleito governador de Rondônia, senador Marcos Rogério, evocam as pautas de direita com forte apoio do segmento evangélico que foi uma mola propulsora da vitória bolsonarista no estado.

Mesmo capão

A aliança que levou a grande vitória, com efeito manada ocasionada pela onda conservadora no País, do governador Marcos Rogério e dos senadores Fernando Máximo (Porto Velho) e Bruno Scheidt (Ji-Paraná) juntou muitos tigres no mesmo capão. A consequência é que logo logo teremos troca de patadas entre as lideranças, já que muitas tem interesses dispares com as eleições de 2030. No meio desta coligação temos vários prováveis candidatos ao governo de Rondônia, como os senadores Fernando Máximo (PL), Bruno Scheidt (PL), do vice-governador Delegado Camargo (PL), do prefeito de Porto Velho Leo Moraes. Já nas eleições municipais de 2028 esta tendência divisionista deverá se manifestar.

Debates finais

Os presidenciáveis Luís Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) confirmaram suas respectivas presenças nos debates promovidos pelas Rede Bandeirantes de Televisão –que será neste domingo – e na Globo na semana que vem. A expectativa é grande em torno destes confrontos já que no primeiro turno ambos evitaram exposições com os demais candidatos e tinham sido tachados de fujões. Lula fez uma ofensiva com mobilização nacional da militância da esquerda e apoio dos governadores eleitos no Nordeste acreditando numa reviravolta. Flávio Bolsonaro liderando as pesquisas e apostando em aumentar a boa diferença obtida no primeiro turno.

Via Direta

* Reprisando uma das maiores estiagens a década, o Rio Madeira volta a causar transtornos para o abastecimento de produtos alimentícios e fornecimento de água tratada para as comunidades ribeirinhas * Passadas as eleições do primeiro turno as atenções se voltam as alianças para o segundo turno do pleito presidencial. Mas a mobilização já não é tão intensa como no primeiro turno onde se votou também para deputados estaduais, senadores e governadores *** Por isto reduzir a baita abstenção ocorrida no primeiro turno é um desafio para os comandos e campanha do presidente Lula e do seu oponente, o senador Flavio Bolsonaro no próximo dia 25 de outubro.

Com informações de: Carlos Sperança

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AUTOR: CARLOS SPERANÇA





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