Governador eleito promete priorizar filas de exames e cirurgias, cobra providências antes da posse e adverte que a transição não pode se limitar à coleta de informações; “O governador é quem lidera o processo, mas quem faz acontecer é o time”, declarou
Porto Velho, RO – “O Estado está numa situação hoje que exige muita técnica, exige muito conhecimento.” A avaliação foi feita pelo governador eleito de Rondônia, Marcos Rogério (PL), nesta segunda-feira, 19 de outubro, ao apresentar as prioridades da equipe de transição e anunciar que pretende instituir um gabinete de crise para enfrentar os problemas da saúde pública. Em duas gravações divulgadas nas redes sociais, o futuro chefe do Executivo afirmou que a preparação da nova administração precisa começar antes da posse e produzir providências concretas para evitar interrupções nos serviços estaduais.
A declaração sobre a situação do Estado ocorreu durante uma entrevista à imprensa, na qual Marcos Rogério explicou os critérios adotados para escolher seus representantes na transição. Segundo ele, a equipe foi formada com pessoas de perfil técnico, capazes de examinar as condições da administração e propor medidas para os primeiros meses de governo.
“Eu procurei colocar nessa equipe de transição pessoas que têm perfil técnico”, afirmou.
Na sequência, apresentou a avaliação que considera determinante para a preparação de sua gestão: “O Estado está numa situação hoje que exige muita técnica, exige muito conhecimento, pra poder realmente, nesse primeiro momento, fazer o diagnóstico correto e, num segundo momento, fazer o Estado funcionar, fazer o Estado andar.”
A saúde foi apontada como prioridade imediata. Marcos Rogério anunciou que pretende começar o mandato com uma estrutura específica para enfrentar os problemas de atendimento, sob a coordenação direta do governador.
“O primeiro ato vai ser a constituição de um comitê de crise, um comitê que vai ser coordenado, um gabinete de crise coordenado pelo governador, pra gente poder destravar o atendimento na área da saúde”, declarou.
Ao explicar o objetivo da iniciativa, o governador eleito destacou as dificuldades relacionadas à realização de procedimentos e afirmou que deseja concentrar esforços nas demandas consideradas emergenciais.
“O atendimento emergencial mesmo, é fazer a fila da saúde andar pra exames, pra cirurgias, esse será o ponto de maior atenção”, afirmou.
Marcos Rogério fez questão de esclarecer que a prioridade atribuída à saúde não significa deixar outros setores em segundo plano. Entretanto, indicou que a área receberá atenção diferenciada no começo da administração.
“Não significa que seja o único, nós vamos paralelamente trabalhar outros temas, mas esse tema vai ser o tema que vai merecer a nossa atenção maior já no início do governo.”
Outro trecho de destaque surgiu durante a reunião com integrantes da transição. Ao orientar os participantes, Marcos Rogério rejeitou a ideia de que a passagem de governo deva se limitar ao levantamento de documentos e informações administrativas.
“Então, a transição, ela precisa antecipar diagnóstico e respostas”, afirmou.
O governador eleito explicou que determinadas soluções não podem esperar a posse, especialmente quando a demora pode comprometer o funcionamento de serviços essenciais.
“Não, não. Isso não é transição, não. Isso também é transição. Transição é você garantir que medidas sejam adotadas para evitar, evitar descontinuidade, evitar situações que vão, podem ocorrer em razão da inação”, declarou.
A manifestação ocorreu depois de ele reproduzir, como exemplo do que considera insuficiente, uma postura limitada à solicitação de informações e dados da administração estadual.
Para Marcos Rogério, os integrantes da equipe deverão identificar necessidades, preparar diagnósticos e apresentar recomendações que possam resultar em providências ainda durante o governo Marcos Rocha.
“Então, tanto você pede quanto você pode recomendar”, orientou.
A preocupação foi associada ao funcionamento da educação, especialmente à necessidade de organizar antecipadamente o calendário escolar, e à segurança pública, também classificada como uma área sensível.
O governador eleito explicou que parte das medidas poderá depender de decisões tomadas pela atual administração, mediante sugestões apresentadas pelos representantes da próxima gestão.
Durante a entrevista, ele afirmou que o planejamento precisa considerar atividades que não podem sofrer interrupções com a mudança de comando do Executivo.
“Você tem uma saúde que tem situações sensíveis, você tem uma área, a educação, por exemplo, você tem um calendário escolar e você precisa, na data certa, estar com tudo funcionando.”
Em outro momento, reconheceu que nem todas as medidas pretendidas poderão ser concretizadas imediatamente. O objetivo, segundo ele, é identificar aquilo que precisa ser resolvido com antecedência para garantir a continuidade administrativa.
“Tem coisa que você não vai conseguir fazer na transição ou no primeiro momento, mas aquilo que é necessário para você garantir a continuidade, a gente precisa ter essa atenção, esse cuidado na transição.”
Além das orientações administrativas, Marcos Rogério apresentou uma definição sobre a responsabilidade dos futuros integrantes de seu governo. Ao dirigir-se à equipe, afirmou que a atuação coletiva será decisiva para a obtenção de resultados.
“O sucesso do governo, ele não depende de uma única pessoa. O governador é quem lidera o processo, mas quem faz acontecer é o time”, declarou.
A afirmação foi acompanhada de uma sinalização sobre os critérios para participação na futura administração. O governador eleito defendeu a colaboração de profissionais preparados, sem estabelecer restrições relacionadas a preconceitos ou vieses.
“E a gente quer construir um governo com a colaboração de todos, sem preconceito, sem qualquer tipo de viés”, afirmou.
Em seguida, acrescentou: “Tá preparado, tem condições de oferecer um trabalho de excelência, entrega para os rondonienses, tem espaço para compor conosco e trabalhar para entregar ao Estado um governo de excelência.”
Na abertura dos trabalhos, Marcos Rogério também agradeceu ao governador Marcos Rocha pela rapidez na formalização da equipe de transição. Segundo ele, a relação de representantes foi encaminhada ao atual chefe do Executivo, que providenciou a publicação do decreto.
“Eu quero agradecer ao governador, coronel Marcos Rocha, que eu apresentei a relação de nomes e ele imediatamente já fez a publicação do ato, o decreto constituindo a comissão de transição.”
A estrutura foi oficializada pelo Decreto nº 32.136, de 16 de outubro de 2026, que nomeou 35 integrantes. Desse total, 13 representam o governo Marcos Rocha e 22 foram indicados para atuar pela futura administração.
A coordenação-geral ficou sob responsabilidade de Rute Carvalho Silva Pedrosa, secretária-executiva do Gabinete do Governador. O grupo do governador eleito será coordenado pelo deputado federal Lúcio Mosquini (PL). A equipe foi constituída com fundamento no Decreto nº 32.125, de 14 de outubro, que regulamentou a transição com base na Lei Estadual nº 3.139/2013.
Nas legendas das publicações, Marcos Rogério reforçou a necessidade de antecipar os trabalhos para que a população não seja prejudicada com a mudança de governo.
“Não basta levantar informações, precisamos antecipar problemas, planejar soluções e preparar as medidas necessárias para o início do novo governo”, escreveu.
Ele também relacionou a qualidade da preparação administrativa à capacidade de entregar resultados depois da posse, especialmente nos setores de saúde e educação.
As declarações foram registradas em duas situações diferentes: uma entrevista concedida à imprensa e uma reunião interna com os integrantes da equipe de transição, posteriormente divulgada nas redes sociais do governador eleito.
Nos dois momentos, Marcos Rogério insistiu na necessidade de iniciar imediatamente o planejamento e atribuiu à transição a responsabilidade de preparar respostas para problemas que poderão exigir medidas antes de janeiro de 2027.
Ao encerrar uma das manifestações, voltou a destacar o papel coletivo da equipe e a importância do trabalho realizado durante essa etapa.
“Sejam bem-vindos à transição, façam um excelente trabalho e quanto melhor for o trabalho de cada um de nós nessa fase de transição, melhor vai ser o início e a continuidade do governo que nós vamos fazer.”
AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)
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