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DEFESA AGROPECUÁRIA

Idaron intensifica vigilância sanitária em Rondônia para proteger rebanho de 197 mil suínos

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Fiscalizações e exames realizados entre 2021 e 2025 não identificaram doenças monitoradas; ações buscam preservar a condição sanitária do estado e favorecer a expansão comercial da suinocultura.

Por Yan Simon - quarta-feira, 21/10/2026 - 12h20

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Porto Velho, RO – A ausência de resultados positivos para doenças monitoradas em 2.479 suínos examinados entre 2021 e 2025 integra o balanço das ações de defesa sanitária realizadas pela Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). No período, foram coletadas amostras em 286 propriedades rurais, enquanto outros 13.459 animais, distribuídos em 266 estabelecimentos, passaram por inspeções clínicas sem apresentar sinais suspeitos das enfermidades acompanhadas.

Os resultados fazem parte do Plano Integrado de Vigilância de Doenças dos Suínos (PIVDS), desenvolvido para identificar possíveis ameaças à produção e preservar as condições necessárias à comercialização de animais, derivados e subprodutos. O programa contempla o monitoramento da Peste Suína Clássica (PSC), da Peste Suína Africana (PSA) e da Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos (PRRS).

Atualmente, Rondônia possui aproximadamente 197,4 mil suínos, distribuídos em mais de 26,7 mil propriedades cadastradas na Idaron. Desse total de estabelecimentos, 98% correspondem a criações de subsistência. A disponibilidade de milho e soja para alimentação dos animais e a proximidade com frigoríficos habilitados pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF), localizados no Acre, estão entre os fatores que favorecem a atividade e a articulação comercial entre os estados.

A manutenção das condições sanitárias é considerada necessária para ampliar a participação da produção rondoniense nos mercados nacional e internacional. Uma das principais preocupações é a Peste Suína Clássica, enfermidade viral de elevada capacidade de transmissão que pode provocar mortes entre os animais, principalmente leitões, além de gerar restrições comerciais.

Desde 2016, Rondônia integra a zona brasileira livre de PSC, reconhecida internacionalmente e formada também por outras 15 unidades da Federação. O estado nunca registrou ocorrência da doença. Para conservar essa classificação, são exigidas atividades permanentes de fiscalização e vigilância epidemiológica.

O PIVDS foi instituído pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em agosto de 2021. Além da PSC, o planejamento abrange enfermidades que representam riscos à produção suinícola. No Brasil, o último foco de Peste Suína Africana foi registrado em 1981, enquanto a PRRS não possui registros de ocorrência no território nacional.

Em Rondônia, as atividades são executadas por profissionais da Idaron distribuídos em 84 unidades. O acompanhamento ocorre por meio de duas modalidades: a vigilância sorológica, destinada à coleta de sangue para análises laboratoriais, e a vigilância clínica ativa, realizada diretamente nas propriedades rurais.

Conforme explicou o presidente da agência, Julio Cesar Rocha Peres, os exames de sangue são utilizados para investigar a presença de PSC e PRRS. Já as inspeções presenciais permitem observar possíveis manifestações clínicas relacionadas às três doenças monitoradas. Durante os atendimentos, também são repassadas orientações aos criadores sobre prevenção e manejo sanitário.

O coordenador estadual do programa, Ney Carlos Dias de Azevedo, informou que nenhuma das inspeções clínicas realizadas entre 2021 e 2025 identificou animais com sintomas sugestivos das enfermidades investigadas. Segundo ele, o acompanhamento contínuo permite reconhecer precocemente possíveis ameaças e reduzir riscos para a produção.

O ciclo atualmente em execução começou em setembro de 2025 e tem encerramento previsto para novembro de 2026. Nesta etapa, o planejamento estabelece a realização de vigilância sorológica em 86 propriedades e inspeções clínicas ativas em outras 74, localizadas em diferentes municípios de Rondônia.

A estrutura regional da Idaron é utilizada para a coleta de amostras, avaliação das condições sanitárias e orientação aos produtores. As propriedades são selecionadas conforme os critérios e o planejamento definidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

O governador Marcos Rocha destacou que a continuidade das ações sanitárias contribui para conservar o reconhecimento de Rondônia como área livre de Peste Suína Clássica. Conforme o governador, o monitoramento também protege a saúde dos animais, fortalece a confiança nos sistemas de produção e inspeção e favorece a circulação de produtos de origem suína.

A manutenção desse trabalho é apontada pelo governo estadual como uma das condições para o desenvolvimento da cadeia produtiva e a ampliação das oportunidades comerciais da suinocultura rondoniense.

Com informações de: Governo de Rondônia

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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