Coluna relaciona promessas de prosperidade à reta final da eleição presidencial, acompanha o protagonismo de Mosquini e as apostas sobre Rodrigo Camargo no futuro governo, registra mobilizações pró-Flávio em Rondônia e aborda o impacto político das demissões promovidas por Gedeão na Câmara de Porto Velho
Prof. Herbert Lins – MTE 1143
Entre o discurso e a realidade, a política cobra seu preço
CARO LEITOR, hoje é dia de #TBT! A coluna relembra que promessas de prosperidade atravessam gerações e fronteiras. Em 1928, o republicano Herbert Hoover chegou à Presidência dos EUA após prever o “triunfo final sobre a pobreza” e embalado pelo discurso de paz e prosperidade. Na disputa, derrotou o democrata Alfred E. Smith. No México, em 1976, José López Portillo também conquistou a Presidência prometendo prosperidade, sobretudo aos milhões de mexicanos que viviam abaixo da linha da pobreza. A promessa de dias melhores, portanto, não conhece fronteiras nem perde espaço nos palanques. No Brasil, em 2018, Jair Bolsonaro (PL-RJ) incorporou o mesmo apelo ao discurso político e prometeu transformar o país em uma “grande, próspera e livre nação”. A história mostra que a prosperidade é uma palavra poderosa em campanhas eleitorais. O desafio, porém, começa depois da vitória: transformar o discurso em resultados concretos para a população. Afinal, entre a promessa feita no palanque e a realidade vivida pelo cidadão, existe uma distância que só a prática de governo pode encurtar.
Impopularidade
A Presidência de Herbert Hoover foi marcada pela Grande Depressão, iniciada em 1929. Sua resposta à crise foi considerada insuficiente, ampliou a impopularidade do governo e contribuiu para sua derrota para Franklin D. Roosevelt em 1932.
Decisões
A gestão econômica do presidente mexicano José López Portillo foi marcada por endividamento, corrupção e decisões equivocadas. A crise culminou na fuga de capitais, na desvalorização do peso em cerca de 400%, na moratória e na nacionalização dos bancos.
Promessa
No Brasil, a ideia de prosperidade como promessa eleitoral aparece em diferentes campanhas presidenciais, mas é importante distinguir quem usou a palavra “prosperar” como slogan de quem prometeu melhorar a vida econômica da população.
Prosperidade I
O ex-presidente Jair Bolsonaro é um exemplo claro do uso da palavra prosperidade. Em 2018, ele venceu a eleição presidencial com um plano de governo intitulado “O Caminho da Prosperidade”, que prometia estabilidade, riqueza e oportunidades.
Prosperidade II
Já em 2026, a palavra voltou ao centro do debate: o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) propôs criar um Ministério da Prosperidade, enquanto o presidente Lula (PT-SP) que busca a reeleição, passou a divulgar o programa Prospera MEI.
Prosperidade
Quem vencer a disputa presidencial no próximo domingo (25), Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ou Lula (PT-SP), precisará transformar a promessa de prosperidade em realidade. Para isso, o Brasil exige eficiência, responsabilidade fiscal e limites de gastos aos três Poderes.
Participa
Falando em realidade, o ex-candidato ao Governo de Rondônia Samuel Costa (PSB) participa da mobilização conhecida como “vira voto”, voltada a dialogar com eleitores e buscar apoios para o presidente Lula (PT-SP) na reta final da campanha. A iniciativa busca dialogar com eleitores e ampliar o apoio ao petista neste segundo turno eleitoral.
Confidenciou
Hoje é dia de #TBT! Anos atrás, ainda filiado ao MDB, o deputado federal Lúcio Mosquini me confidenciou que colocaria seu nome à disposição para disputar o Governo de Rondônia ou compor uma chapa como vice-governador.
Recalculou
Como o projeto não decolou, Lúcio Mosquini recalculou a rota política, filiou-se ao PL e buscou a reeleição, tornando-se o deputado federal mais votado da história de Rondônia, conforme o resultado eleitoral que marcou sua trajetória política até a presente data.
Escolhido
Naquela conversa, Mosquini revelou que gostaria de ser vice-governador para permanecer mais tempo em Rondônia. Agora, para surpresa de muitos, foi escolhido para coordenar a equipe de transição do governador eleito Marcos Rogério (PL).
Protagonismo
Diante desse novo protagonismo, não me causará estranheza se, em breve, Lúcio Mosquini for convidado a assumir a Casa Civil do futuro governo de Marcos Rogério (PL). Na política, certos voos não decolam na primeira tentativa, mas podem encontrar uma nova pista nos bastidores do poder.
Encontro
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorização para receber o senador eleito por Rondônia Bruno Scheid (PL). Segundo a defesa, o encontro terá caráter pessoal e data a combinar.
Cárcere
Pecuarista e ex-vice-presidente estadual do PL em Rondônia, Bruno Scheid foi um dos primeiros a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) no cárcere político, em Brasília. Agora, uma nova visita depende da autorização judicial, pois o ex-presidente cumpre cárcere político domiciliar.
Futuro
Ontem (21), nos corredores da Assembleia Legislativa (ALERO), a pergunta era se o deputado estadual delegado Rodrigo Camargo (Podemos), eleito vice-governador, cumprirá o papel institucional ou assumirá uma secretaria no futuro governo Marcos Rogério (PL).
Sugeri
Entre as apostas, estavam as pastas da Segurança Pública (SESDEC) e do Desenvolvimento Econômico (SEDEC). Sugeri a Saúde, mas os presentes reagiram com ceticismo, lembrando o caso de um delegado que assumiu a SESAU no governo Confúcio Moura (MDB) e não permaneceu muito tempo no cargo.
Pediu
O delegado citado é Ricardo Souza Rodrigues, que assumiu a Secretaria de Estado da Saúde (SESAU) em 2012, durante o governo Confúcio Moura (MDB), mas pediu exoneração poucos meses depois. A história voltou à roda de conversa.
Convocando I
O deputado federal reeleito Coronel Chrisóstomo (PL) e a deputada federal eleita Sofia Andrade (PL) publicaram vídeo convocando apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para o Bloco 22, às 19h de sexta-feira (23), na Avenida Carlos Gomes com Júlio de Castilho, em Porto Velho.
Convocando II
O prefeito de Vilhena, Delegado Flori Cordeiro (Podemos), publicou vídeo convocando apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para uma carreata na sexta-feira (23). Disse que não há campanha ganha e convidou moradores de Vilhena e do Cone Sul. A concentração será às 14h, em frente ao Estádio Municipal.
Fortalecido
O prefeito de Vilhena, Delegado Flori (Podemos), saiu fortalecido das urnas. Ajudou a eleger Fernando Máximo (PL) senador, Marcos Rogério (PL) governador, Jaime Gazola (PL) deputado federal e Laércio Torres (Avante) deputado estadual. Só não acertou com Silvia Cristina (PP) ao Senado.
Marcado
Na política, decisões constroem reputações e deixam marcas de popularidade ou rejeição. Em Rondônia, o ex-governador José de Abreu Bianco (PFL) ficou marcado pela demissão de cerca de dez mil servidores públicos.
Decisões
Na esfera municipal, o vereador Gedeão Negreiros (PSDB), de Porto Velho, corre o risco de ser lembrado pelas exonerações de 700 servidores da Câmara às vésperas do Natal e do Ano-Novo. Na política, decisões também entram para a história.
Sério
Falando sério, na política, os fatos de hoje são os bastidores de amanhã. Entre promessas de prosperidade, disputas por poder e decisões impopulares, o eleitor observa, compara e julga. No fim, o discurso passa, mas as consequências ficam. Afinal, política é feita de escolhas, e toda escolha cobra seu preço.

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AUTOR: HERBERT LINS





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