Representação aponta possível favorecimento nas redes sociais e restrições à produção de conteúdos com inteligência artificial; Meta nega irregularidades.
Porto Velho, RO – A distribuição de conteúdos políticos nas plataformas digitais e as condições de acesso a ferramentas de inteligência artificial passaram a ser questionadas judicialmente pela equipe eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo os representantes da campanha, publicações relacionadas a Flávio Bolsonaro (PL) teriam recebido tratamento diferente daquele aplicado às postagens envolvendo o candidato à reeleição.
As suspeitas incluem possíveis restrições à circulação de materiais favoráveis a Lula nas redes sociais administradas pela Meta. Em contrapartida, conteúdos ligados ao adversário teriam sido beneficiados por mecanismos de direcionamento de publicações, conforme sustentam os advogados.
Outro ponto apresentado envolve a geração de imagens por inteligência artificial. A equipe jurídica afirma que, durante o período eleitoral, ferramentas digitais impediam a criação de determinadas imagens relacionadas a Lula, enquanto solicitações envolvendo Flávio Bolsonaro eram permitidas.
Diante dessas alegações, a campanha petista protocolou, na quarta-feira (21 de outubro), uma ação de investigação judicial eleitoral no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O pedido busca a cassação do registro da candidatura da chapa composta por Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República, e Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente.
Na representação, os advogados atribuem à chapa adversária supostas práticas de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Os argumentos apresentados relacionam o funcionamento das plataformas digitais a possíveis vantagens na disputa presidencial.
A Meta, empresa responsável pelas plataformas mencionadas na ação, rejeita a acusação de favorecimento eleitoral e nega conceder benefícios a qualquer candidatura.
O processo foi encaminhado ao ministro Ricardo Villas Bôas Curva, responsável pela relatoria no TSE. Até o momento informado na reportagem original, não havia prazo definido para uma decisão judicial sobre o pedido.
A apresentação da ação não representa uma decisão de cassação. As alegações ainda dependem de análise pela Justiça Eleitoral.
Com informações de: Agência Brasil
AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)
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