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CASSAÇÃO DE CHAPA

Campanha de Lula pede ao TSE cassação da chapa de Flávio Bolsonaro por suposto abuso eleitoral

Campanha de Lula pede ao TSE cassação da chapa de Flávio Bolsonaro por suposto abuso eleitoral
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Representação aponta possível favorecimento nas redes sociais e restrições à produção de conteúdos com inteligência artificial; Meta nega irregularidades.

Por Yan Simon - quinta-feira, 22/10/2026 - 07h24

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Porto Velho, RO – A distribuição de conteúdos políticos nas plataformas digitais e as condições de acesso a ferramentas de inteligência artificial passaram a ser questionadas judicialmente pela equipe eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo os representantes da campanha, publicações relacionadas a Flávio Bolsonaro (PL) teriam recebido tratamento diferente daquele aplicado às postagens envolvendo o candidato à reeleição.

As suspeitas incluem possíveis restrições à circulação de materiais favoráveis a Lula nas redes sociais administradas pela Meta. Em contrapartida, conteúdos ligados ao adversário teriam sido beneficiados por mecanismos de direcionamento de publicações, conforme sustentam os advogados.

Outro ponto apresentado envolve a geração de imagens por inteligência artificial. A equipe jurídica afirma que, durante o período eleitoral, ferramentas digitais impediam a criação de determinadas imagens relacionadas a Lula, enquanto solicitações envolvendo Flávio Bolsonaro eram permitidas.

Diante dessas alegações, a campanha petista protocolou, na quarta-feira (21 de outubro), uma ação de investigação judicial eleitoral no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O pedido busca a cassação do registro da candidatura da chapa composta por Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República, e Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente.

Na representação, os advogados atribuem à chapa adversária supostas práticas de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Os argumentos apresentados relacionam o funcionamento das plataformas digitais a possíveis vantagens na disputa presidencial.

A Meta, empresa responsável pelas plataformas mencionadas na ação, rejeita a acusação de favorecimento eleitoral e nega conceder benefícios a qualquer candidatura.

O processo foi encaminhado ao ministro Ricardo Villas Bôas Curva, responsável pela relatoria no TSE. Até o momento informado na reportagem original, não havia prazo definido para uma decisão judicial sobre o pedido.

A apresentação da ação não representa uma decisão de cassação. As alegações ainda dependem de análise pela Justiça Eleitoral.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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