Estrutura instalada há quase um mês reteve garrafas PET e outros resíduos; parte do material foi encaminhada à cooperativa Catanorte para reciclagem
Porto Velho, RO – A possibilidade de ampliar o uso de ecobarreiras em canais de Porto Velho está sendo avaliada pela Prefeitura após os primeiros resultados do equipamento instalado no igarapé Belmont. A estrutura, que funciona há quase um mês, passou por sua primeira limpeza e permitiu a retirada de aproximadamente 50 quilos de resíduos. A experiência servirá de referência para a implantação de novos dispositivos em outros pontos da capital.
O equipamento foi desenvolvido por servidores da Secretaria Executiva de Serviços Básicos (Sesb), vinculada à Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), em parceria com a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados e de Desenvolvimento do Município de Porto Velho (ARDPV). Na construção, foram utilizados materiais acessíveis, incluindo componentes recicláveis.
Para manter a estrutura flutuando, foram empregados galões plásticos com tampas vedadas. Uma rede de nylon, com cerca de 1,5 metro de largura, funciona como barreira para impedir a passagem de garrafas, sacolas, embalagens e outros materiais. A fixação nas margens do igarapé é feita por cordas de poliamida e peças de sustentação.
Instalada na rua Silas Shockness, nas proximidades do Pocket Park Paneiro, a ecobarreira foi projetada para interceptar resíduos descartados irregularmente antes que avancem pelo curso d’água. A medida também facilita a remoção dos materiais acumulados pelas equipes municipais.
Na semana passada, garis da Sesb realizaram a primeira retirada de resíduos retidos pelo equipamento. O serviço foi executado manualmente, com auxílio de redes. Entre os materiais encontrados estavam diversas garrafas PET, posteriormente encaminhadas à Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis Catanorte, responsável pelo reaproveitamento dos recicláveis.
Segundo o secretário executivo de Serviços Básicos, Giovanni Marini, a operação inicial possibilitou observar o desempenho da estrutura e identificar a necessidade de manutenção periódica. Ele ressaltou que a separação dos materiais recicláveis também permite destinar adequadamente parte dos resíduos recolhidos.
“A retirada de quase 50 quilos de resíduos mostra como esse tipo de estrutura pode auxiliar as equipes de limpeza no dia a dia”, afirmou o secretário.
O prefeito Léo Moraes informou que a experiência integra as ações municipais destinadas a reduzir os impactos provocados pelo descarte irregular de lixo nos canais e igarapés. De acordo com ele, os resultados obtidos serão considerados no planejamento de novas instalações.
“Queremos avançar com soluções que ajudem a prevenir o acúmulo de lixo nos canais e contribuam para uma cidade mais limpa”, declarou.
Porto Velho possui mais de 100 quilômetros de canais e igarapés. Durante o período de chuvas, resíduos abandonados em vias públicas e bueiros podem ser transportados pela água até esses locais, contribuindo para o acúmulo de materiais nos cursos d’água.
Embora ajude a reter parte do lixo, a ecobarreira não substitui os serviços regulares de limpeza urbana nem a destinação adequada dos resíduos pela população. O funcionamento do equipamento continuará sendo acompanhado para avaliar sua eficiência, as condições de manutenção e a frequência necessária para a remoção dos materiais.
A administração municipal prevê a instalação de outras ecobarreiras em canais da cidade. Paralelamente, a Prefeitura orienta os moradores a evitar o descarte de lixo em ruas, bueiros e igarapés, como forma de reduzir a quantidade de resíduos transportados para os cursos d’água.
Com informações de: Prefeitura de Porto Velho
AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)
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