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SAÚDE

Anvisa aprova o primeiro remédio de GLP-1 em comprimido para obesidade, com perda média de 13% do peso

Cartela de comprimidos brancos sobre bancada clara, ao lado de um copo de agua, com uma mao alcancando a cartela
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A semaglutida oral entra em 1,5 mg e chega a 25 mg por dia; tem de ser tomada em jejum e exige esperar 30 minutos antes de comer, beber ou usar outro medicamento

Por Yan Simon - quarta-feira, 04/11/2026 - 11h28

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Porto Velho, RO – A Anvisa aprovou o primeiro medicamento da classe GLP-1 em formato oral no país. Até agora, esse tipo de remédio para obesidade só existia em apresentação injetável, a caneta subcutânea.

O produto é indicado para o tratamento da obesidade e do sobrepeso associado a comorbidades em adultos, como complemento a uma dieta saudável e à prática de atividade física.

A dosagem sobe por etapas: começa em 1,5 miligrama, passa por 4 mg e 9 mg e chega à dose diária de manutenção recomendada, de 25 mg. É um comprimido por dia.

O modo de tomar tem exigência própria, e ela não é trivial para a rotina de quem usa: o remédio deve ser ingerido em jejum, com pequena quantidade de água, e é preciso esperar pelo menos 30 minutos antes de comer, beber ou tomar qualquer outro medicamento.

“A semaglutida atua na regulação do apetite e da ingestão alimentar, promovendo redução do peso corporal e melhora de parâmetros metabólicos associados à obesidade”, informou a Anvisa.

A aprovação se sustentou principalmente no estudo clínico de fase 3 chamado OASIS 4, que avaliou a semaglutida oral de 25 mg em adultos com obesidade ou sobrepeso com comorbidades. Ao longo de 64 semanas, o grupo tratado registrou perda média de peso corporal superior a 13%, desempenho significativamente acima do grupo que recebeu placebo, além de melhora em marcadores metabólicos.

Para a agência, a nova apresentação amplia a flexibilidade terapêutica, inclusive com a possibilidade de transição entre as formulações oral e subcutânea quando clinicamente apropriado, conforme as orientações aprovadas na bula.

A obesidade é uma doença crônica, progressiva e multifatorial, ligada ao aumento do risco de diabetes tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemia, doença cardiovascular e apneia obstrutiva do sono.

Foto: Imagem ilustrativa

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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