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DESASTRE NATURAL
Terremoto de magnitude 4,6 volta a atingir Venezuela e amplia sequência de réplicas após desastre

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Novo tremor foi registrado nesta segunda-feira (29) na região de La Guaira, sem causar novos danos, enquanto número de vítimas do terremoto da semana passada chega a 1,5 mil mortos.

Por Yan Simon - segunda-feira, 29/06/2026 - 12h47

Porto Velho, RO – As operações de resgate continuam mobilizando milhares de profissionais na Venezuela enquanto novos abalos sísmicos seguem sendo registrados no país. Nesta segunda-feira (29), um terremoto de magnitude 4,6 foi detectado na região de Caraballeda, no estado de La Guaira, área que sofreu os maiores impactos após o terremoto duplo ocorrido na última semana. O tremor também foi percebido por moradores de Caracas, mas, segundo as autoridades, não provocou novos prejuízos.

De acordo com a atualização mais recente do governo venezuelano, a tragédia provocada pelos terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 já contabiliza 1.500 mortos e 3.150 feridos. Cerca de 25 mil socorristas permanecem atuando na busca por vítimas sob os escombros, entre eles 2,6 mil profissionais estrangeiros. Até domingo (28), 33 pessoas haviam sido resgatadas com vida. O Brasil participa da operação com equipes especializadas e já enviou quatro aeronaves carregadas com ajuda humanitária.

Segundo o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, o abalo registrado nesta segunda-feira corresponde a uma réplica de intensidade moderada. Conforme informou, não houve registro de novos danos em nenhuma região do território venezuelano.

Dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) indicam que o terremoto ocorreu a aproximadamente 10 quilômetros de profundidade, com epicentro localizado a cerca de 27 quilômetros do centro de Caraballeda. O município, que possui cerca de 50 mil habitantes e está situado a aproximadamente 40 quilômetros de Caracas, figura entre os locais mais atingidos pelo desastre da última quarta-feira (24).

Na sexta-feira (26), outro tremor de magnitude 4,9 também foi registrado no país. Desde o terremoto duplo, a Venezuela enfrenta uma sequência de réplicas — fenômeno caracterizado por abalos secundários decorrentes de um grande terremoto. A agência estatal venezuelana informou que já foram contabilizados pelo menos 430 tremores dessa natureza.

A professora de Direito da Universidade Central da Venezuela (UCV), Tamara Ádrian, relatou à Agência Brasil que a frequência das réplicas tem sido elevada nos últimos dias. Ela explicou que trabalha em um edifício construído com estrutura antissísmica de padrão japonês, o que permite perceber até mesmo tremores de baixa intensidade.

“Trabalho nesse prédio há quase 30 anos e sinto pelo menos um ou dois tremores por semana. São sempre leves, mas sinto o movimento”, afirmou. Ela acrescentou, em relato à Agência Brasil, que terremotos da intensidade registrada na semana passada são incomuns no país.

Ao recordar o terremoto de 1967, de magnitude 6,1, Tamara destacou que, apesar da recorrência de tremores na Venezuela, eventos superiores a magnitude 6 são raros. Segundo ela, medições realizadas por sismólogos apontam que, historicamente, grandes terremotos em Caracas costumam ocorrer em intervalos próximos de 50 anos.

Os terremotos registrados na quarta-feira (24) provocaram desabamentos e destruição em Caracas e em diversas cidades venezuelanas, com os danos mais severos concentrados na província de La Guaira.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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