FALANDO SÉRIO
Hildon e o convite do Novo para disputar o Governo; reforma na gestão Léo; e Marcos Rogério projeta 2026

🛠️ Acessibilidade:

O golpe de 1964 foi resultado de uma articulação política golpista realizada por civis e militares

Por Herbert Lins - terça-feira, 01/04/2025 - 11h08

Conteúdo compartilhado 342 vezes

CARO LEITOR, o Golpe Civil-Militar de 1964 é o nome que se dá à articulação golpista realizada por civis e militares que, entre 31 de março e 9 de abril de 1964, tomou o poder e destituiu o presidente João Goulart da presidência da República. Esse período deu início à Ditadura Militar, regime ditatorial que se estendeu no Brasil de 1964 até 1985 e foi caracterizado como “milagre brasileiro”, crescimento da dívida externa, inflação galopante, censura, sequestros e execuções cometidas por agentes do governo brasileiro. Sessenta e um anos depois, o país continua mergulhado no saudosismo aos anos de chumbo e não avança na diferenciação entre democracia e golpe de Estado. A grande novidade na semana do Golpe Militar de 1964 é o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da denúncia do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados acusados de tentativa de golpe no 8 de janeiro de 2023. Resumo da vida real: ontem e hoje, golpistas não desistem e não conseguem conviver com a democracia.

Comemoraram

Historicamente, as Forças Armadas sempre comemoraram o Golpe Civil-Militar de 1964 como movimento de salvação nacional e defesa das garantias democráticas. É como dizem patriotas da extrema-direita: “os milicos livraram o Brasil da “ditadura comunista”.

Conhecimento

A mentira segue sendo repetida pela extrema-direita de que o Golpe Civil-Militar de 1964 salvou o Brasil do comunismo, por falta de conhecimento profundo do teor das reformas de base propostas pelo presidente João Goulart.

Estupidez

Causa-me espécie a estupidez dos líderes e da militância da extrema-direita, festejar o Golpe Civil-Militar de 1964, que instalou um governo baseado no exílio de críticos e opositores ao regime autoritário, na violência, na tortura, na censura e no assassinato dos contrários ao regime de exceção.

Transição

Lideranças progressistas fizeram a transição pacificadora com o acordo de anistia geral para militares, civis apoiadores de militares e opositores, colocando fim na última gestão dos militares – com João Figueiredo presidente – período da decadência, por sua vez, eleição indireta para presidente, resultando na vitória de Tancredo Neves que não chegou a assumir e posse do vice-presidente José Sarney.

Anistia

Com anistia geral, voltaram os exilados, incluindo os que foram à luta armada, enquanto os generais, militares torturadores e ex-governistas civis ganham a impunidade. Em face disso, ao longo desses 40 anos de redemocratização, o Exército e demais forças seguiram firmes com a versão heroica do golpe de 64.

Festejam

Todos os anos após a redemocratização, saudosistas da Ditadura Militar festejam o autoritarismo, a censura e a perseguição a opositores do regime. Não conseguem fazer a revisão crítica dos fatos.

Democracia

Grave mesmo é a formação nas escolas civil e militar. Enquanto não houver mudança radical no currículo e nos métodos de ensino, nosso país não estará preparado para conviver democraticamente e defender a permanência absoluta da democracia, viveremos sob ameaça constante de golpes de Estado.

Mentalidades

Não muda uma alma golpista do dia para a noite. Nos bancos da sala de aula, sim, é possível mudar mentalidades, como escreveu o filósofo Michel Foucault. É óbvio que a educação é o caminho perfeito para essa mudança necessária, porque golpe e democracia não combinam.

Falado

Ontem (31), dia do início do movimento golpista de 31 de março que resultou na Ditadura Militar, nada foi falado pelo presidente Lula (PT), outras lideranças políticas do país, e muito menos pelos partidos, a exemplo do próprio PT. Uma estratégia para não jogar gasolina na polarização ideológica que divide o país.

Convocado

O senador Marcos Rogério (PL) declarou ontem (31) em entrevista concedida a uma emissora de televisão local que o ex-presidente Jair Bolsonaro já definiu dois nomes como pré-candidatos do Partido Liberal (PL) ao Senado Federal por Rondônia: ele próprio e o pecuarista Bruno Scheid (PL). Neste caso, o senador Jaime Bagatolli (PL) pode ser convocado para disputar o Palácio Rio Madeira.

Sondou

Ontem (31), o senador Confúcio Moura (MDB) visitou o ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB). Entre um café e outro, discutiram o projeto político pessoal de ambos. Confúcio sondou a possibilidade de Hildon se filiar ao MDB para disputar um cargo majoritário no pleito eleitoral de 2026 pela sigla mdbista.

Convite

O ex-candidato a prefeito de Porto Velho, advogado Ricardo Frota, e a cúpula do partido Novo em Rondônia visitaram o ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB) e o convidaram para ingressar na legenda nanica e disputar o Governo de Rondônia.

Sobrevoou

O governador Coronel Marcos Rocha (União Brasil) sobrevoou a região de Guajará-Mirim e Nova Mamoré, para observar os estragos causados pela cheia do rio Madeira e o transbordo de suas águas sobre a BR. 425, que impede o trânsito de veículos leves.

Assistência

 O governador Coronel Marcos Rocha (União Brasil), em ação conjunta com a primeira-dama Luana Rocha, que responde pela SEAS, anunciou assistência humanitária aos atingidos pela cheia do rio Madeira com entrega de cestas básicas e água mineral, bem como a presença da Defesa Civil para prestar socorro imediato aos atingidos pela cheia.

Conceda

Os deputados estaduais Alan Queiroz (Podemos) e Marcelo Cruz (PRTB) pediram ao Governo de Rondônia que a SEAS conceda Auxílio Financeiro Emergencial e Temporário aos atingidos pela cheia do rio Madeira.

Substituído

Corre na boca miúda que o prefeito Léo Moraes (Podemos), depois dos cem dias de administração (10 de abril), fará mudanças no primeiro escalão. O jovem secretário Carlos Adriano da SEMAGRIC deverá ser substituído por Alexandre Silva, esse último ocupou a Diretoria Geral da Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa de Rondônia.

Chamar

Na boca miúda, dizem que o prefeito Léo Moraes (Podemos) poderá chamar o ex-secretário Márcio Félix e o ex-gerente de Tecnologia da Informação Giordani Lima do Grupo Sapiens para compor a equipe técnica da SEMED. Essa pasta continua com dificuldades para realizar licitações, em especial, da merenda escolar.

Lixo

Sessão plenária com muito discurso, pedidos de aparte e galeria agitada, vereadores da Câmara Municipal de Porto Velho na tarde de ontem (31), analisaram e votaram o Projeto de Lei Nº 02/2025, de autoria do Poder Executivo municipal, referente à concessão da coleta e disposição final do lixo.

Fim

O Projeto de Lei Nº 02/2025 tinha como objetivo o fim da Parceria-Público-Privada (PPP) com a Eco Rondônia/Marquise e a contratação emergencial de uma nova empresa por até 180 dias – 6 meses – para realizar a coleta e disposição final do lixo, até que se fizesse uma nova licitação.

Bilhões

Como todos os leitores sabem, a Eco Rondônia/Marquise, no apagar das luzes da gestão do ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB), assinou contrato de 30 anos com a Prefeitura de Porto Velho, no valor de R$ 2 bilhões, para realizar a coleta e a disposição final do lixo da capital.

Apontou

Contudo, a nulidade da Parceria-Público-Privada (PPP) com a Eco Rondônia/Marquise seria para cumprir determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RO), que apontou erros no contrato firmado entre a Prefeitura de Porto Velho e a concessionária do serviço de coleta de lixo.

Votaram

Durante a votação, os vereadores votaram contra o Projeto de Lei Nº 02/2025 – exceto o vereador Everaldo Fogaça (PSD), que disse sim ao projeto, e foi registrada a ausência de plenário do vereador Márcio Pacele (Republicanos). Neste caso, 21 votos contra o projeto, 1 voto a favor e uma ausência de plenário.

Alegaram

Os vereadores de Porto Velho que derrubaram o Projeto de Lei Nº 02/2025 no plenário, alegaram que a cidade não pode ficar sem coleta de lixo e acreditam que não existe nenhuma outra empresa com capacidade técnica para atender uma demanda emergencial de coleta e disposição final do lixo.

Líder

Por incrível que pareça, o vereador Breno Mendes (Avante), que é o líder do prefeito na Câmara Municipal, também votou contra o Projeto de Lei Nº 02/2025 de autoria do Poder Executivo municipal. Não será a primeira e nem a segunda vez que Breno, mesmo sendo líder do prefeito na Casa de Leis, votará com consciência e independência.

Razão

Os vereadores de Porto Velho declaram guerra à recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RO), endossada também pelo Ministério Público de Contas do Estado. Resta saber agora por quanto tempo e por qual razão os atuais vereadores se declararam contrários a uma recomendação dos órgãos de fiscalização e controle.

Sério

Falando sério, lembro do ódio que filmes recentes despertaram na alma da militância da extrema-direita, a exemplo do filme “Ainda Estou Aqui”, e a história de um guerrilheiro, Marighella, que causou tanta indignação entre os cidadãos de bem que defendem os anos de chumbo no país.

AUTOR: HERBERT LINS





COMENTÁRIOS: