Disputas regionais podem fazer água na pretensão da cúpula nacional do União Brasil e o PP de federar
CARO LEITOR, disputas regionais podem fazer água na pretensão da cúpula nacional do União Brasil e do PP de federar por conta dos conflitos entre os caciques das duas siglas partidárias nos estados de Pernambuco, Paraíba, Bahia, Acre, Rio Grande do Sul e Goiás. No mapa da divisão do poder dos diretórios estaduais do União Brasil e do PP, passam por ACM Neto (BA), Ronaldo Caiado (GO), Ciro Nogueira (PI), Davi Alcolumbre (AP) e Arthur Lira (AL). Neste caso, o PP encabeçará a federação no Acre, Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina. Já o União ficará com Ceará, Goiás, Amazonas, Bahia, Amapá, Mato Grosso, Pará, Rio Grande do Norte e Rondônia. As duas legendas compartilharão a gestão estadual no Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Entretanto, mesmo com a definição, os caciques dos estados mencionados acima em disputas do comando da federal no âmbito estadual, travam a negociação e atrasam a federação entre as duas siglas partidárias.
Impasse
A federação entre União Brasil e PP gera impasse em relação à pré-candidatura à presidência da República do governador de Goiás Ronaldo Caiado (União Brasil). Caiado já falou publicamente que a união das siglas em federação diminui suas chances de ser candidato a presidente.
Indicação
Para dirigentes do PP, a exemplo do senador Ciro Nogueira, diz que é legítimo o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), se colocar na disputa da indicação de candidato à presidência da República, mas o PP também pode ter um nome. Segundo ele, a decisão de um eventual candidato da federação ficará para 2026 e não entra nas negociações no momento.
Iludido
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), está iludido na sua pretensão de disputar a presidência da República pela federação União Brasil e o PP. União Brasil conta com três ministérios no Governo Lula III (Turismo, Integração Regional e Comunicações). Já o PP conta com o Ministério dos Esportes. Ele deverá levar uma rasteira engendrada pelo Palácio do Planalto!
Água
O presidente do Senado, senador David Alcolumbre (União Brasil – AP), é aliado do presidente Lula (PT), bem como o deputado federal Arthur Lira (PP – AL). Nessa conjuntura, basta Lula abrir mais um ministério para o PP que entra água nas pretensões do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), ser o indicado da federação para disputar a presidência da República.
Críticas
Ontem, 1º de abril, o “Dia da Mentira”, o senador Marcos Rogério (PL) utilizou as redes sociais para fazer críticas públicas ao governador de Rondônia, Coronel Marcos Rocha (União Brasil), em relação a promessas de campanha que, segundo Rogério, não foram cumpridas pela atual gestão estadual.
Respondeu
O governador Coronel Marcos Rocha (União Brasil) não contou conversa, respondeu na publicação no Instagram do senador Marcos Rogério (PL) o seguinte comentário: “Não ligo para esses bullyings [sic], pois sofri isso a minha vida toda. É só mais um fraco demonstrando sua fraqueza moral e jogando para outros a sua própria característica.”
Resposta
Como você pode ver, as redes sociais são ambientes dinâmicos e imprevisíveis, que exigem atenção e cuidado por parte dos profissionais de comunicação política e do marketing político. A resposta do governador Coronel Marcos Rocha (União Brasil) ao post do senador Marcos Rogério (PL) foi assertiva na resposta a provocação, além de transparente, sincera, respeitosa ao público-alvo e evitou mentiras, omissões e ironias.
Contornos
O que seria esperado para o início de 2026, terminou ganhando temperatura desde a fritura do ex-chefe da Casa Civil Júnior Gonçalves, que culminou com a sua queda. O governador Coronel Marcos Rocha (União Brasil) antecipou os contornos para a construção da sua candidatura ao Senado, assumindo a articulação do seu governo.
Choque
Nas últimas horas, com a nomeação dos ex-prefeitos Esaú Fonseca de Ji-Paraná e Valteir Queiroz, ambos do União Brasil, bem como do secretário da SEOSP, Elias Rezende, para responder interinamente pela Casa Civil e cumulativamente com suas funções que já exerce, o governador Coronel Marcos Rocha (União Brasil) escala quem será sua tropa de choque no pleito eleitoral de 2026.
AS ÚLTIMAS DO INFORMA RONDÔNIA
Silêncio
O ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB) quebrou o silêncio no podcast Resenha Política com Robson Oliveira em relação às críticas do prefeito Léo Moraes (Podemos) desde o início da sua gestão frente ao Prédio do Relógio. Hildon abordou temas polêmicos envolvendo sua gestão, como alagações na capital, a inauguração da nova rodoviária, a situação do Instituto de Previdência do Município (IPAM), questões relacionadas ao transporte coletivo e a possível candidatura ao governo ou Senado em 2026. Esse último quesito segue indefinido.
Reagiu
O prefeito Hildon Chaves (PSDB) reagiu às críticas do atual prefeito, Léo Moraes (Podemos), que realizou obras de drenagem superficial e profunda, pavimentação asfáltica, entregou casas, implantou o transporte coletivo, a coleta de lixo, iluminou a cidade e os distritos, inaugurou praças e, o ponto alto da sua gestão, a entrega da nova rodoviária de Porto Velho. Daí ele desafiou o prefeito Léo Moraes (Podemos) a arregaçar as mangas e entregar mais do que ele próprio à população de Porto Velho.
Professores
O ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB), ao ser questionado pelo jornalista Robson Oliveira sobre uma suposta promessa de pagar o piso salarial aos professores no fim do mandato, argumentou que houve limitações legais por se tratar de ano eleitoral e destacou que “houve interferência de órgãos de controle e judicialização”. Neste caso, foi um anúncio eleitoreiro para beneficiar a ex-candidata a prefeita Mariana Carvalho (União Brasil) no segundo turno do último pleito eleitoral municipal.
IPAM
Sobre o rombo bilionário no IPAM, segundo o ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB), quando assumiu em 2017 a Prefeitura de Porto Velho, havia em caixa cerca de R$ 300 milhões no instituto e, ao deixar o cargo, o valor era superior a R$ 1 bilhão. Ele novamente desafiou o prefeito Léo Moraes (Podemos) a triplicar o caixa do instituto previdenciário municipal.
AROM
Um grupo de 12 prefeitos convocou uma Assembleia Geral para discutir a destituição da atual diretoria da Associação Rondoniense dos Municípios – AROM, que atualmente é comandada pelo ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB). A reunião acontece amanhã (3) no escritório do advogado Nelson Canedo. Daí a pergunta: quais interesses estão por trás dessa articulação para atingir Hildon?
Relação
Outra pergunta: será que a escuta ambiental encontrada na sala da presidência da Associação Rondoniense dos Municípios – AROM, tem relação com a Assembleia Geral convocada pelos 12 prefeitos para destituir o ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB) da presidência da entidade? Mistério que só saberemos amanhã com o desfecho da reunião.
Estreou
Falando em ex-prefeito, Roberto Sobrinho (sem partido) estreou o podcast “Põe na Bancada”, comandado pelo ex-candidato a prefeito de Porto Velho, o advogado previdenciarista Célio Lopes (PDT). O podcast estreou com a participação do senador e ex-governador de Rondônia, Confúcio Moura (MDB), que confirmou a sua disposição de disputar novamente o governo de Rondônia. Vale a pena assistir.
Absolvidos
Falando em Roberto Sobrinho, tanto ele, como o ex-vereador Edwilson Negreiros (PSDB) e mais 11 réus, foram absolvidos pela 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Porto Velho em relação à Operação Vórtice. Neste caso, o julgamento aconteceu quase 13 anos depois da referida operação, causando enormes prejuízos à reputação dos acusados.
Falso
A Polícia Federal (PF) concluiu que é falso o diploma de ensino médio do atual prefeito de Rolim de Moura (RO), Aldair Júlio (União Brasil), apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para poder concorrer às eleições de 2024. Neste caso, a chapa pode ser cassada e Rolim ter novas eleições para prefeito.
Sério
Falando sério, uma crise nas redes sociais pode ser uma oportunidade de aprendizado e de melhoria dos profissionais do Marketing Político e Eleitoral, bem como para mandatários e candidatos a cargos eletivos. Por sua vez, depois que superar a crise, é importante avaliar o que aconteceu e tirar lições para o futuro.