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PREOCUPANTECEDECA Maria dos Anjos alerta para liderança de Rondônia em casos de estupro no Brasil, segundo Mapa da Segurança Pública

CEDECA Maria dos Anjos alerta para liderança de Rondônia em casos de estupro no Brasil, segundo Mapa da Segurança Pública
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Entidade aponta falência estrutural do Estado na proteção a crianças, adolescentes e mulheres e cobra resposta imediata

Por Informa Rondônia - sexta-feira, 13/06/2025 - 21h41

Porto Velho, RO – O Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Maria dos Anjos (CEDECA/RO) manifestou preocupação diante dos dados divulgados pelo Mapa da Segurança Pública 2025, elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo o relatório, Rondônia registrou em 2024 a maior taxa de estupros do país, com 87,73 ocorrências por 100 mil habitantes.

Para o CEDECA, os números confirmam a ausência de políticas públicas robustas e integradas que garantam a proteção efetiva de crianças, adolescentes e mulheres no estado. A entidade avalia que o sistema de proteção tem falhado tanto na prevenção quanto no atendimento às vítimas de violência sexual.

A organização destaca a inexistência de articulação entre setores como segurança pública, educação, assistência social, saúde e justiça. Essa desarticulação, segundo o CEDECA, contribui para a exposição cotidiana de populações vulneráveis a situações de risco extremo e recorrente.

Além da violência sexual, a nota também chama atenção para o aumento dos feminicídios em todo o país. Em 2024, 1.459 mulheres foram assassinadas no Brasil. Rondônia figura entre os estados com maiores índices de violência de gênero e mortes violentas de adolescentes, inclusive dentro do sistema socioeducativo.

Outro ponto crítico levantado é o fortalecimento de organizações criminosas. O avanço do tráfico de drogas e o crescimento de 43% nas apreensões de fuzis no país no último ano impactam diretamente a região amazônica. De acordo com o CEDECA, essa realidade agrava a vulnerabilidade de comunidades nas periferias urbanas, áreas rurais e fronteiras de Rondônia.

Diante desse cenário, o Centro Maria dos Anjos apresentou uma série de propostas consideradas urgentes. Entre elas estão a implementação de protocolos intersetoriais para respostas rápidas e articuladas, o fortalecimento dos Conselhos Tutelares e dos Conselhos de Direitos com orçamento próprio e formação continuada, além da ampliação do Fundo Municipal da Infância e Adolescência.

A entidade também cobra a capacitação de profissionais do sistema de justiça, incluindo juízes, promotores, defensores, policiais e servidores, com enfoque em práticas humanizadas e escuta especializada. Por fim, defende a criação de um observatório estadual permanente para monitoramento da violência contra crianças e adolescentes, com divulgação periódica dos dados, participação da sociedade civil e mecanismos de responsabilização dos gestores públicos.

AUTOR: INFORMA RONDÔNIA





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