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OPERAÇÃO LABIRINTO DE BRONZE

MPRO cumpre prisões e amplia bloqueio de patrimônio na segunda fase da Operação Labirinto de Bronze

MPRO cumpre prisões e amplia bloqueio de patrimônio na segunda fase da Operação Labirinto de Bronze
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Nova etapa da investigação prevê três prisões preventivas, busca em Ariquemes e sequestro de direitos econômicos de empresa; apuração envolve suspeitas de lavagem de dinheiro e milícia privada

Por Yan Simon - terça-feira, 22/09/2026 - 09h09

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Porto Velho, RO – A análise de aparelhos eletrônicos e documentos recolhidos durante a primeira etapa da Operação Labirinto de Bronze levou o Ministério Público de Rondônia (MPRO) a ampliar as diligências da investigação e obter novas medidas judiciais contra suspeitos. A nova fase inclui três mandados de prisão preventiva, uma busca e apreensão em Ariquemes e medidas cautelares diversas da prisão aplicadas a uma investigada.

As ordens foram autorizadas pela 1ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho e estão sendo executadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), responsável pela investigação. A segunda fase da operação foi deflagrada nesta semana como continuidade das apurações iniciadas em maio de 2026.

De acordo com o MPRO, o material examinado após a primeira ofensiva permitiu aprofundar a apuração sobre uma suposta estrutura armada e hierarquizada, organizada com divisão de tarefas e que, conforme os indícios investigados, teria atuação relacionada a conflitos fundiários.

Os investigadores também apuram a existência de um mecanismo destinado à ocultação e à dissimulação de patrimônio. Os novos elementos obtidos durante as diligências teriam permitido delimitar a participação de outros integrantes cuja atuação ainda não estava suficientemente individualizada na primeira fase.

Além das medidas pessoais, a Justiça autorizou uma nova constrição patrimonial após o MPRO identificar indícios de participação econômica de um investigado em uma empresa registrada formalmente em nome de terceiro. A pessoa jurídica está sediada em Aparecida de Goiânia, em Goiás.

Com base em dados telemáticos, societários e financeiros reunidos no decorrer da investigação, foi determinado o sequestro de 50% das quotas, dos direitos societários e dos direitos econômicos relacionados à empresa.

A medida complementar também foi solicitada porque os bens atingidos na primeira fase não teriam sido suficientes para alcançar integralmente o limite de aproximadamente R$ 48 milhões estabelecido judicialmente para as constrições patrimoniais.

Na etapa inicial da Operação Labirinto de Bronze, deflagrada em 26 de maio de 2026, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e executadas medidas destinadas à preservação de patrimônio nas cidades de Ariquemes, Cujubim e Porto Velho.

As determinações judiciais daquela fase atingiram valores superiores a R$ 48 milhões, segundo o Ministério Público. Entre as providências adotadas estiveram bloqueios financeiros, indisponibilidade de imóveis, apreensão de veículos e a constrição de 1.611 cabeças de gado bovino.

A investigação é conduzida dentro de Procedimento Investigatório Criminal instaurado pelo Gaeco e apura, em tese, possíveis crimes de lavagem de dinheiro e constituição e manutenção de milícia privada. As responsabilidades individuais ainda são objeto de apuração.

A fase ostensiva da nova etapa conta com apoio da Polícia Civil de Rondônia, da Polícia Técnico-Científica do Estado de Rondônia (Politec/RO) e da Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado (Fticco).

Segundo o MPRO, a escolha do nome “Labirinto de Bronze” está relacionada ao histórico de fuga e evasão das ações dos órgãos de segurança atribuído ao principal investigado e à estrutura de ocultação patrimonial identificada durante as apurações.

Entre os mecanismos investigados estão a utilização de empresas, movimentações financeiras fracionadas, pessoas interpostas e patrimônio rural. Conforme a linha investigativa, essas práticas teriam sido empregadas para dificultar a identificação da origem, da propriedade e da movimentação de bens e valores considerados suspeitos.

O Ministério Público informou que a continuidade da operação está inserida nas ações de enfrentamento à criminalidade organizada, à lavagem de dinheiro e de recuperação de ativos considerados ilícitos.

Com informações de: Ministério Público de Rondônia

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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