Coordenadoria da Mulher apresenta resultados da Semana pela Paz em Casa e reforça integração com mobilização nacional pelo fim da violência contra a mulher
Porto Velho, RO – As atividades realizadas ao longo da Semana pela Paz em Casa alcançaram mais de 700 pessoas diretamente, segundo a Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Rondônia. O material informativo distribuído durante os encontros abordou o ciclo da violência contra a mulher, o violentômetro, orientações para solicitar medida protetiva on-line e conteúdos de saúde da mulher. A iniciativa integrou-se aos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, promovidos nacionalmente pelo Conselho Nacional de Justiça e instituições parceiras.
Os registros divulgados mostram que 199 audiências de instrução e julgamento foram realizadas, com 195 medidas protetivas concedidas nas 24 comarcas do estado. As ações foram executadas de forma simultânea às mobilizações de ativismo, tendo como foco o enfrentamento à violência doméstica e o fortalecimento da rede de apoio.
Cinco comarcas receberam atividades presenciais conduzidas pela equipe da coordenadoria: São Miguel do Guaporé, Costa Marques, São Francisco do Guaporé, Rolim de Moura e Machadinho do Oeste. Outras localidades, entre elas Ji-Paraná, Ariquemes, Colorado do Oeste, Santa Luzia e Porto Velho, organizaram programações próprias envolvendo escolas e representantes da sociedade civil. As agendas incluíram palestras, rodas de conversa, diálogos sobre masculinidade, entrevistas em rádios e TVs, ações de cuidado com servidores e interlocução com a rede de enfrentamento.
AS ÚLTIMAS OPINIÕES
Ao comentar o resultado, o coordenador da Coordenadoria da Mulher, desembargador Álvaro Kalix Ferro, expressou agradecimento a magistrados, servidores, instituições do Sistema de Justiça e colaboradores. Em discurso indireto, ele destacou que, apesar dos avanços, os números seguem preocupantes e exigem intensificação das iniciativas. O desembargador afirmou, em trecho mantido entre aspas: “Ainda que tenhamos progressos significativos, os números permanecem alarmantes.” Também ressaltou a necessidade de aproximação das realidades vivenciadas por mulheres ribeirinhas, indígenas, quilombolas e da floresta, indicando que o reflexo desse esforço pôde ser observado ao longo do trabalho executado.

A mobilização ganhou reforço no domingo, 7, durante o Ato Nacional pelo Fim da Violência contra as Mulheres, realizado no Espaço Alternativo, em Porto Velho. Representantes de instituições da rede de apoio utilizaram faixas, cartazes, estandartes, bandeiras e carro de som para chamar atenção ao aumento dos índices de violência doméstica e à importância do compromisso social com a proteção das mulheres. O desembargador Álvaro Kalix participou do ato e afirmou que a sociedade deve se posicionar, declarando: “Nós precisamos meter a colher, sim.” A manifestação ocorreu em alusão ao Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim do Feminicídio, celebrado em 6 de dezembro.
Em outra frente de mobilização, a Coordenadoria da Mulher promoveu no final de outubro um evento na Comarca de Ouro Preto do Oeste para discutir a aplicação da Lei Maria da Penha e estimular o diálogo intersetorial. A atividade contou com palestra do desembargador Álvaro Kalix Ferro e participação do juiz Glauco Antônio Alves. A organização foi conduzida pelo Núcleo Psicossocial da comarca, com foco na escuta qualificada, acolhimento e fortalecimento da cultura de paz. Em Rolim de Moura, o desembargador e a equipe técnica da coordenadoria participaram do encerramento da XVII Semana Jurídica da Faculdade Farol, com a palestra “Violência contra a Mulher: E eu com isso?”. As ações anteriores demonstram que a mobilização permanece ativa e ocorre sempre que a sociedade demanda.




