Modelo de limpeza urbana alia estabilidade do serviço à geração de renda com mão de obra local em bairros e distritos da capital
Porto Velho, RO – A consolidação da limpeza urbana em Porto Velho passou a ser acompanhada por impactos que vão além da regularidade da coleta de resíduos. Em pouco mais de um mês de operação, a EcoPVH atingiu a marca de mais de 300 empregos diretos, todos destinados à contratação de trabalhadores residentes na própria capital e em seus distritos, ampliando o acesso ao emprego formal e à renda em diferentes regiões do município.
O início das atividades foi estruturado com foco na formação de equipes locais, estratégia que resultou na incorporação de homens e mulheres ao mercado de trabalho, muitos deles após longos períodos de desemprego. A ampliação do quadro funcional ocorreu de forma associada a investimentos em capacitação, organização operacional e oferta de condições adequadas para o exercício da função, refletindo na retomada financeira de centenas de famílias.
Entre os trabalhadores, a percepção de estabilidade aparece como um dos principais efeitos da contratação. O coletor Alan Lopes da Silva relatou que o vínculo empregatício alterou significativamente sua rotina após meses sem ocupação. Segundo ele, o emprego possibilitou atravessar o período de fim de ano com maior tranquilidade, além de permitir o reconhecimento cotidiano do trabalho realizado nas ruas da cidade, o que foi descrito como algo de valor pessoal elevado.
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Nos distritos, o impacto também se fez presente. Morador de Calama, Domingos Sávio Carvalho Cavalcante afirmou que a oportunidade surgiu em um momento decisivo, diante da escassez de vagas na localidade. Ele destacou que a contratação permitiu trabalhar próximo de casa, com registro formal, garantindo sustento familiar e reforçando o vínculo com a própria comunidade atendida pela coleta.
A direção da empresa aponta que a execução do serviço está associada a uma função social contínua. De acordo com o diretor de operações da EcoPVH, Felipe Ferraz, a orientação interna desde o início priorizou a formação de equipes locais e a valorização dos profissionais que atuam diretamente na operação. Segundo ele, o serviço envolve pais e mães de família que passaram a contar com renda, trabalho e condições estruturadas para exercer a atividade.
Paralelamente à geração de empregos, a operação vem sendo acompanhada por investimentos em tecnologia e gestão. As rotas são monitoradas de forma permanente, com caminhões equipados com sistemas de GPS e acompanhamento operacional durante 24 horas. A empresa atribui à organização das equipes e ao engajamento dos trabalhadores a melhoria observada na regularidade da coleta em diferentes pontos da cidade.
Com a aproximação do dia 1º de janeiro de 2026, quando serão completados 60 dias de operação contínua, a EcoPVH registra redução significativa no volume de reclamações e estabilidade percebida pela população atendida. O consórcio mantém a incorporação de novos equipamentos e a capacitação permanente da mão de obra como eixos centrais, sustentando uma evolução gradual na qualidade do serviço prestado em Porto Velho.
