COSTURAS
O cenário político em Rondônia para as eleições de 2026 começa a ganhar contornos cada vez mais definidos — e também mais complexos.
COSTURAS 2
O União Brasil, partido do atual governador Marcos Rocha, sinalizou que está trabalhando para definir eventuais candidaturas.
COSTURAS 3
Uma possibilidade seria indicar o chefe da Casa Civil, Elias Resende, como candidato a vice-governador.
COSTURAS 4
Onde? Bom, o natural seria junto com Sérgio Gonçalves, mas também existe a possibilidade de alinhamento com o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD).
COSTURAS 5
Não há nada de “estranho” nisso — até porque essa costura vem sendo trabalhada nos bastidores políticos.
ESTRATÉGIA
A proposta de Elias Resende no papel de vice é vista como reforço de articulação política para a coligação.
ESTRATÉGIA 2
Ele tem bom trânsito na Assembleia Legislativa e é considerado um articulador capaz de dialogar com o parlamento estadual e fortalecer a governabilidade.
ÁGUA E VINHO
Mas a discussão que tomou os corredores do poder é: será possível conciliar esse nome com a presença de Júnior Gonçalves no mesmo palanque?
UNIÃO BRASIL
A lógica tradicional de uma chapa é simples: o partido e seus aliados precisam mostrar unidade, coesão e um projeto claro ao eleitorado.
UB 2
No entanto, o cenário interno do União Brasil tem mostrado algumas tensões, especialmente envolvendo Júnior Gonçalves e setores ligados à direção estadual.
PASSADO
Júnior Gonçalves, atual presidente regional da legenda, foi uma peça importante na organização da campanha de 2022, contribuindo para a reeleição de Marcos Rocha.
PREÇO
No entanto, a possibilidade do movimento em torno de Elias Resende destaca que a indicação do novo nome para vice teria um custo político interno.
RETIRADA
A possível desistência de Sérgio Gonçalves (o atual vice-governador e irmão de Júnior) de disputar a reeleição, sepultando planos de continuidade dentro do partido.
COOPERAÇÃO OU CONTRADIÇÃO ?
AS ÚLTIMAS OPINIÕES
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Colocar Elias Resende como vice numa chapa liderada por Adailton Fúria não significa automaticamente excluir Júnior Gonçalves da estratégia eleitoral.
DÚVIDA
Mas também coloca uma pergunta importante sobre compatibilidade política: há espaço para que Júnior Gonçalves e Elias Resende dividam palanque sem que isso gere contradições?
RUMORES
Existem fatores a considerar: conflitos internos já documentados onde Júnior Gonçalves viveu atritos com aliados próximos ao governador, em particular com relação à chefia da Casa Civil, atualmente ocupada por Elias Resende.
RUMORES 2
As tensões ocorridas e ainda por vir poderiam extrapolar a disputa formal de 2026. Algo que poderia “afundar” todos os envolvidos.
RISCO
A presença de dois nomes que, nos bastidores, são percebidos por alguns como concorrentes ou rivais internos pode dificultar a mensagem de unidade e coesão que alianças eleitorais geralmente tentam transmitir.
POSSÍVEL COEXISTÊNCIA ?
Sim — é possível que Elias e Júnior estejam no mesmo palanque, especialmente em um sistema de aliança mais amplo envolvendo União Brasil e PSD, por exemplo.
ACORDOS
A política é feita de negociações e acordos, e em muitos estados ou contextos nacionais, candidatos internos de um mesmo partido ou aliança aparecem juntos mesmo depois de disputas internas.
OBSERVAÇÃO
Mas a convivência? Não é natural nem automática: depende de ajustes, cedências e gestão de egos, além de um projeto estratégico que justifique a composição perante o eleitorado.
OBSERVAÇÃO 2
Se o apoio for amplo e houver um entendimento claro entre as lideranças, a chapa pode, sim, ser estruturada com a presença política de ambos.
INTERNO
Agora — e essa é a questão mais premente — isso exigirá capacidade de conciliação política interna, para que eventuais atritos não se transformem em pontos de fragilização no plano eleitoral.
MATURIDADE
A movimentação do União Brasil sugerindo Elias Resende como possível candidato a vice-governador sinaliza um processo de reestruturação de forças e alianças para 2026.
TABLADO
Mas a pergunta: é possível Elias e Júnior Gonçalves juntos no mesmo palanque? não tem resposta simples.
TABLADO 2
A resposta é um sim condicionado: sim, é possível — desde que haja acordo e alinhamento político que transcenda rivalidades internas, oferecendo ao eleitorado uma narrativa de unidade, não de conflito.
NAUFRÁGIO
Sem essa conciliação, o risco é que a chapa pareça dividida antes mesmo de começar oficialmente sua campanha.
FRASE
Os palanques se atacam, os bastidores se abraçam.









