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O Natal que nos chama por dentro

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Entre luzes, consumo e silêncio, uma reflexão sobre o verdadeiro sentido do Natal

Por Cícero Moura - terça-feira, 23/12/2025 - 11h28

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Na coluna desta terça-feira, 23, Cícero Moura reflete sobre o significado profundo do Natal, contrapondo o espírito de fé, empatia e partilha ensinado por Jesus ao excesso de consumo e à pressa que marcam a data. O autor propõe uma pausa para a escuta, o cuidado e o olhar atento aos invisíveis, defendendo que o verdadeiro sentido do Natal está menos nos rituais externos e mais nos gestos concretos de amor praticado.

MOVIMENTO

O Natal chega como um sopro suave, quase imperceptível, mas capaz de mexer com tudo ao redor.

COLORIDO

As luzes se acendem, as casas se enfeitam, as ruas ganham brilho, e, de alguma forma, o nascimento do Menino Jesus parece se espalhar pelo ar.

CLIMA

Há algo nesse tempo que amolece o coração das pessoas. Abraços ficam mais longos, sorrisos ganham brilho no olhar e palavras gentis aparecem com mais facilidade.

VANTAGEM

Mas, junto desse encanto, existe um contraste difícil de ignorar. O Natal, que nasceu simples — numa manjedoura, longe do conforto, distante do luxo — acabou envolto por um desejo comercial quase sufocante.

COMERCIAL

Compra-se muito, corre-se muito, planeja-se tudo. E, ainda assim, pratica-se pouco daquilo que realmente deu sentido a essa data.

CORAÇÃO

A bondade concreta, o cuidado genuíno, o amor que não espera nada em troca.

EXEMPLOS

Jesus não pregou abundância material. Pregou partilha. Não ensinou indiferença. Ensinou olhar para o lado.

EXEMPLOS 2

Falou de amor sem interesse, de acolhimento, de estender a mão, de cuidar de quem precisa — não só com palavras, mas com presença.

NADA E MUITO

É impossível não perceber que, enquanto alguns têm muito mais do que precisam, outros seguem invisíveis.

ACALENTO

Pessoas que não querem presentes, nem festas grandiosas. Querem apenas ser ouvidas.

ACALENTO 2

Querem alguém que pare por alguns minutos, que escute sem pressa, que reconheça sua dor, sua solidão, sua existência.

ABSTRATO

Não adianta vestir fé apenas como enfeite. Fé que não se transforma em gesto é só discurso.

ABSTRATO 2

Natal sem empatia vira cenário vazio. Porque o verdadeiro sentido desse dia não está no que se coloca debaixo da árvore, mas no que se oferece de dentro do coração.

TRANSFORMAÇÃO

Que o Natal nos ajude a enxergar melhor onde estamos falhando. Que nos ensine a desacelerar, a olhar com mais atenção, a repartir não só o que sobra, mas também tempo, escuta e cuidado.

IGUALDADE

Que nos lembre que ninguém deveria passar despercebido num mundo que celebra o nascimento daquele que veio justamente para ensinar que todos são iguais.

MELHOR PRESENTE

Talvez o maior presente deste Natal seja simples: parar, ouvir, acolher.

FILHO DE DEUS

Porque, no fundo, não há fé verdadeira sem amor praticado — e não há Natal completo se a gente não fizer, ao menos um pouco, daquilo que Jesus realmente pregou.

AUTOR: CÍCERO MOURA





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