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DESABAFO
Acir Gurgacz diz ter sido alvo de “perseguição” e chama adversário de “canalha político” ao relembrar 2018

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Em podcast com Roberto Sobrinho, ex-senador afirma que processo ligado à Eucatur e a empréstimo no BASA foi usado para impedir sua candidatura ao Governo de Rondônia; ele atribui superação ao apoio da família

Por Informa Rondônia - sábado, 10/01/2026 - 11h18

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Porto Velho, RO – O ex-senador Acir Gurgacz, do PDT, afirmou ter sido vítima de perseguição política e atribuiu a um “canalha político de Rondônia” a articulação que, segundo ele, teria buscado impedir sua candidatura ao Governo do Estado em 2018. A declaração foi feita durante entrevista ao ex-prefeito de Porto Velho Roberto Sobrinho, no podcast Põe na Bancada, em um trecho em que Gurgacz foi instigado a citar “uma coisa boa e uma coisa ruim” da política.

Ao iniciar a resposta, o ex-senador disse que a política teria “dois lados” e apontou como aspecto positivo a possibilidade de promover melhorias concretas na vida das pessoas. “A coisa boa da política é você poder fazer melhorar a vida das pessoas”, afirmou, antes de citar como principal realização de sua gestão municipal o investimento no ensino básico.

Segundo Gurgacz, “a coisa mais importante” que teria sido feita na Prefeitura de Paraná foi “melhorar o ensino básico”. Ele declarou que guarda orgulho do período e disse que os resultados do modelo implantado teriam permanecido ao longo dos anos. “Eu me orgulho até hoje do trabalho que nós fizemos no ensino básico na Prefeitura de Paraná”, afirmou. Na sequência, acrescentou que a prefeitura “recebe prêmios” por um trabalho que, de acordo com ele, teria começado em 2001 e sido mantido pelos gestores que o sucederam. “E os prefeitos que me sucederam mantiveram aquele sistema”, declarou.

Ainda ao tratar do que considera conquistas, o ex-senador mencionou que se orgulha de “entregar benefícios para a sociedade” e citou áreas como educação, infraestrutura e setor social. “Eu me realizo quando as pessoas recebem um benefício através do trabalho da gente”, disse, ao caracterizar isso como o “melhor ponto positivo” de estar na política.

Na mesma resposta, Gurgacz afirmou que o “ponto negativo e pior da política é a perseguição”. Ele sustentou que esse tipo de prática “não deveria ter na política”, mas que, conforme relatou, “infelizmente” acontece. “Eu fui vítima de um processo muito triste”, afirmou, classificando o episódio como “terrível”.

Ao detalhar a situação, ele vinculou o caso a um cenário eleitoral em que, segundo sua avaliação, havia expectativa de vitória. “Era para em 2018 ter o governo do estado”, disse, antes de atribuir a um adversário a condução de ações para barrar sua pretensão. “Aí um canalha político de Rondônia resolveu fazer uma peregrinação nacional para não deixar eu ser candidato ao governo do estado em 2018”, declarou.

Gurgacz acrescentou que, na época, integrantes de seu grupo consideravam o pleito “uma eleição tranquila”, e afirmou que, apesar de dizer que “não existe eleição ganha”, avaliava que havia uma disputa “possível” e “muito provável” de vitória. “Aquela era uma eleição muito provável que a gente ganhasse”, afirmou.

O ex-senador disse que, “em função desse canalha”, teria sido “feito um processo” contra ele, e associou o caso a fatos antigos relacionados à Eucatur. De acordo com seu relato, foi resgatado um processo de 2003, quando a empresa teria feito um empréstimo no Banco da Amazônia (BASA), e uma denúncia do Ministério Público de 2004 teria sido utilizada como base para, mais tarde, resultar em condenação.

“Pegaram um processo da Eucatur 2003, onde a Eucatur tinha feito um empréstimo no BASA, uma denúncia do Ministério Público de 2004, transformaram isso numa condenação para mim”, disse. Ele afirmou que, no episódio mencionado, atuava apenas como avalista do empréstimo. “E eu que era apenas avalista do processo, de um empréstimo”, declarou.

Gurgacz também afirmou que, segundo o que diz ter ocorrido, o empréstimo teria sido pago e que haveria declaração do banco apontando ausência de prejuízo. “Um empréstimo, minha gente, que foi feito, foi pago, com declaração do banco que não tinha nenhum prejuízo aos cofres do banco, não tinha nada, nada, absolutamente nada”, afirmou durante a entrevista.

Ao tratar do impacto do episódio, ele voltou a afirmar que isso, para ele, representaria “o ruim da política”, por envolver “inimigos”. Na sequência, relatou o que disse interpretar como uma busca deliberada por um ponto vulnerável. “Olha, o Asir não tem defeito, não tem problema. Bom, vamos então colocar um problema pra ele pra gente arrebentar com ele”, declarou, em referência ao que atribuiu à atuação de adversários.

O ex-senador afirmou que o período foi “muito difícil” e o classificou como “um momento difícil” de sua vida. Ele disse que o suporte familiar foi determinante para atravessar a situação. “Se não é a família, eu não tinha superado aquilo, não. É a família que me deu suporte”, afirmou.

Ao final do trecho, Gurgacz ampliou o sentido do termo “família” para além do núcleo doméstico, dizendo que se referia tanto aos parentes quanto a outras pessoas que, segundo seu relato, o ajudaram naquele momento. “E quando eu falo família, é a minha família e todas as outras famílias que me ajudaram”, declarou.

AUTOR: INFORMA RONDÔNIA





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