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GOVERNO NAS REGIÕES
Café das Matas de Rondônia ganha destaque nacional e internacional com produção sustentável e alta produtividade

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Região concentra 75% da produção estadual, lidera produtividade no país e acumula reconhecimento por qualidade, sustentabilidade e exportações recordes

Por Yan Simon - segunda-feira, 13/04/2026 - 08h55

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Porto Velho, RO – O café produzido nas Matas de Rondônia consolidou presença no mercado nacional e internacional ao combinar alta produtividade, qualidade reconhecida e práticas sustentáveis. O avanço das exportações e a valorização do produto transformaram o grão em item de maior valor agregado, ampliando o interesse de compradores estrangeiros e também do mercado interno.

Dados apontam que o estado alcançou, na safra de 2026, a maior produtividade de café do país, com média de 63,6 sacas por hectare. O desempenho supera estados tradicionais como Espírito Santo e Bahia. Quando considerada apenas a produção da espécie canéfora, Rondônia ocupa a segunda posição nacional, ficando atrás apenas da Bahia. A produção estadual é 85,9% superior à média brasileira, estimada em 34,2 sacas por hectare.

A região Matas de Rondônia responde por cerca de 75% da produção de café do estado e reúne 15 municípios, além de áreas indígenas. Mesmo com apenas 0,8% da área ocupada por lavouras, o cultivo apresenta alta eficiência produtiva. A maior parte das propriedades é de agricultura familiar, com produção concentrada em pequenas áreas e cercada por vegetação nativa, que ocupa mais da metade do território.

O cultivo predominante é o café canéfora, conhecido como Robustas Amazônicos, adaptado às condições de calor e baixa altitude. O produto apresenta características sensoriais marcantes, como sabor encorpado, notas doces, achocolatadas e frutadas, além de traços de caramelo e floral, associados ao chamado terroir amazônico.

A sustentabilidade é um dos principais fatores associados à produção regional. Estudos indicam que as lavouras sequestram mais carbono do que emitem, com saldo positivo próximo de quatro toneladas por hectare. O modelo produtivo também contribui para a conservação ambiental, com preservação de áreas nativas e recuperação de espaços degradados.

O desempenho produtivo é favorecido por condições naturais e tecnológicas. O solo possui capacidade de fornecer nutrientes adequados, enquanto a disponibilidade hídrica sustenta as lavouras mesmo em períodos de altas temperaturas. O relevo plano permite mecanização, o que viabiliza maior precisão nas etapas de cultivo, como adubação, irrigação e colheita.

A produção também tem sido impulsionada por investimentos em tecnologia e assistência técnica. A adoção de mudas clonais e a atuação de instituições como a Embrapa e a Emater-RO contribuíram para o aumento da produtividade e para a disseminação de práticas sustentáveis nas propriedades rurais.

O reconhecimento da qualidade foi formalizado em 2021, com a concessão do Selo de Indicação Geográfica, na modalidade Denominação de Origem, pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial. A certificação atesta a relação entre o produto, o território e o modo de produção.

A qualidade dos cafés da região também é evidenciada em premiações nacionais. Produtores conquistaram posições de destaque em concursos como Coffee of the Year, Florada Premiada, Concurso Tribos e Concafé. Em um dos casos, o café produzido em terra indígena atingiu nota máxima em avaliação técnica, resultado considerado inédito para a espécie canéfora.

A cafeicultura também impulsiona o turismo rural. A Rota Turística do Café abrange municípios da região e promove a visitação a propriedades, permitindo que visitantes acompanhem etapas do cultivo e da produção. Em algumas propriedades, o fluxo de visitantes ultrapassa milhares de pessoas por mês.

Eventos como o Concafé e a Feira Robustas Amazônicos contribuem para a promoção da cadeia produtiva. As iniciativas reúnem produtores, investidores e consumidores, ampliando a visibilidade do café rondoniense no cenário nacional e internacional.

No comércio exterior, os resultados mostram crescimento expressivo. Entre 2023 e 2024, as exportações saltaram de cerca de 6,7 milhões para mais de 35 milhões de quilos, conforme dados oficiais, indicando aumento superior a 400%. A estratégia de promoção inclui missões internacionais e ações com compradores estrangeiros.

Além do mercado externo, o consumo interno também avançou. O produto passou a ser mais valorizado em diferentes regiões do país, consolidando sua presença tanto no Brasil quanto no exterior.

A integração entre produtores, instituições de pesquisa e poder público é apontada como um dos fatores que sustentam o crescimento da atividade. A combinação entre inovação tecnológica, preservação ambiental e produção familiar tem sido apresentada como modelo de desenvolvimento compatível com a floresta.

Com informações de: Governo de Rondônia

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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