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TERRAS RARAS
Deputados acionam PGR para anular venda de mineradora de terras raras em Goiás a empresa dos EUA

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Parlamentares do PSOL pedem investigação sobre negociação bilionária em Minaçu e apontam possível risco à soberania econômica

Por Yan Simon - sexta-feira, 24/04/2026 - 07h11

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Porto Velho, RO – A Procuradoria-Geral da República (PGR) foi acionada por deputados federais do PSOL para avaliar a anulação da venda da mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu (GO), após a negociação bilionária com a empresa norte-americana USA Rare Earth (USAR). O pedido inclui a adoção de medidas imediatas para suspender todos os atos relacionados ao negócio, abrangendo contratos, pagamentos e acordos firmados.

A transação foi anunciada no dia 20 e envolve um valor estimado em cerca de US$ 2,8 bilhões. A Serra Verde atua na extração de terras raras e opera a mina de Pela Ema, considerada a única de argilas iônicas em atividade no Brasil desde 2024. A empresa também se destaca por produzir fora da Ásia quatro dos elementos mais críticos e valiosos desse mercado: disprósio, térbio e ítrio. Atualmente, mais de 90% da produção global desses materiais está concentrada na China.

Os deputados Sâmia Bomfim (SP), Glauber Braga (RJ) e Fernanda Melchionna (RS), responsáveis pela representação, solicitaram a abertura de investigações nas esferas civil e criminal. Segundo o documento, deve ser apurado se houve ameaça à soberania econômica do país e se procedimentos adotados pelo governo de Goiás favoreceram a exportação de terras raras. Também foi requerida a análise da conduta do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) por possível extrapolação de competências constitucionais.

No mesmo pedido, foi indicado que a PGR avalie a possibilidade de acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para declarar a nulidade dos atos relacionados à operação. Os parlamentares apontam que pode ter ocorrido invasão de competência da União em áreas como mineração e relações internacionais.

Os materiais extraídos pela Serra Verde são considerados estratégicos por sua aplicação em setores industriais e tecnológicos, incluindo a fabricação de ímãs permanentes usados em veículos elétricos, turbinas eólicas, robótica, drones, sistemas de defesa, semicondutores e equipamentos aeroespaciais e nucleares.

De acordo com a mineradora, a negociação abre caminho para a formação de uma das maiores empresas globais do setor. A operação em Goiás encontra-se na fase inicial, com previsão de ampliação da capacidade produtiva até 2030.

A reportagem não obteve retorno da assessoria de imprensa do governo de Goiás sobre o conteúdo da representação. O espaço permanece disponível para manifestação.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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