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MONITORAMENTO HIDROLÓGICO
Prefeitura de Porto Velho intensifica monitoramento do rio Madeira após nível superar 15 metros

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Defesa Civil amplia acompanhamento hidrológico com uso de estações telemétricas, imagens de satélite e vistorias em comunidades do Baixo Madeira para prevenir impactos da cheia

Por Yan Simon - quinta-feira, 07/05/2026 - 09h02

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Porto Velho, RO – O monitoramento das comunidades localizadas no Baixo Madeira foi ampliado pela Prefeitura de Porto Velho diante da elevação do nível do rio e da possibilidade de novos repiquetes nos próximos dias. A atuação envolve acompanhamento constante das localidades ribeirinhas, avaliação de riscos de isolamento, prejuízos na produção agrícola e eventual necessidade de assistência humanitária às famílias atingidas.

Como parte das medidas preventivas, foi decretada situação de emergência preventiva no município. A medida busca manter mobilizada toda a estrutura de resposta da administração municipal para garantir rapidez em ações de socorro, logística e apoio social caso o cenário hidrológico se agrave.

O nível do rio Madeira ultrapassou a marca de 15 metros no fim de abril. Desde então, uma operação permanente de acompanhamento hidrológico vem sendo mantida pela Defesa Civil Municipal, responsável pela coordenação das ações de prevenção e monitoramento das águas.

Para acompanhar o comportamento do rio, o município utiliza informações da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico e do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia. As plataformas reúnem dados hidrológicos, previsões meteorológicas e imagens de satélite capazes de estimar impactos no Madeira com antecedência de até cinco dias.

Os dados técnicos são comparados diariamente com as medições realizadas em réguas e estações telemétricas instaladas em pontos estratégicos da bacia hidrográfica. O procedimento permite que a Defesa Civil acompanhe a movimentação das águas desde regiões localizadas rio acima até a chegada em Porto Velho.

Fortaleza do Abunã, Abunã, Porto Velho, São Carlos e Papagaio estão entre os pontos utilizados como referência para a coleta de informações e análise da evolução da cheia ao longo do curso do rio.

De acordo com o superintendente municipal da Defesa Civil, Marcos Berti, o sistema de monitoramento permite antecipar cenários e organizar as equipes de atendimento. Segundo ele, o acompanhamento é realizado diariamente por meio dos sistemas da ANA e do Censipam, responsáveis pelo fornecimento de previsões hidrológicas e informações técnicas sobre o comportamento das chuvas e da elevação do rio.

Ele afirmou ainda que os dados coletados nos pontos de medição auxiliam na preparação das equipes para possíveis ocorrências. Uma das metas da operação é garantir resposta rápida diante de qualquer alteração significativa no nível das águas.

Além do acompanhamento técnico, equipes da Defesa Civil realizam vistorias permanentes em áreas consideradas mais sensíveis do município. As inspeções observam possíveis pontos de transbordamento, erosões, danos em vias de acesso e impactos diretos em residências e propriedades rurais.

O prefeito Léo Moraes declarou que o acompanhamento diário do rio é fundamental para orientar as decisões da administração municipal. “Estamos acompanhando diariamente cada variação do rio e utilizando todas as informações técnicas disponíveis para agir no momento certo”, afirmou.

Segundo o prefeito, a prioridade da gestão é reduzir impactos nas regiões historicamente atingidas pelo período de cheia e garantir proteção às famílias afetadas.

A Defesa Civil orienta que moradores de áreas vulneráveis acompanhem os boletins oficiais divulgados pelo município e comuniquem imediatamente situações de alagamento, erosão ou risco estrutural pelos canais de atendimento 199 e WhatsApp (69) 98473-2112.

Com informações de: Prefeitura de Porto Velho

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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