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COMÉRCIO EXTERIOR
Brasil tenta acordo com EUA para evitar tarifa adicional de 25% sobre exportações

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Governo brasileiro trabalha com prazo até 15 de julho para negociar com Washington e considera difícil, mas possível, uma solução mais vantajosa do que a sobretaxa recomendada pelo órgão comercial norte-americano.

Por Yan Simon - segunda-feira, 08/06/2026 - 07h25

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Porto Velho, RO – O governo brasileiro intensificou as negociações com os Estados Unidos para impedir a adoção de uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos exportados pelo Brasil. A expectativa é aproveitar a ampliação do prazo de negociação até 15 de julho para buscar um entendimento considerado mais favorável aos dois países.

A nova data foi estabelecida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que deverá tomar uma decisão sobre o tema. O prazo anterior, definido após encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, terminaria neste domingo (7), após 30 dias de tratativas.

Entre os obstáculos enfrentados pelos negociadores brasileiros está o envolvimento dos Estados Unidos em diversas negociações tarifárias simultâneas com outros países, além da condução do conflito militar no Oriente Médio contra o Irã. Também é avaliada pelo governo brasileiro a possibilidade de um encontro entre Lula e Trump durante a reunião do G7, na França, entre os dias 15 e 17 de junho, embora uma reunião bilateral ainda não tenha sido confirmada.

Outra dificuldade apontada é o alcance das demandas normalmente apresentadas pelos norte-americanos, que costumam envolver diferentes áreas de interesse. O Brasil, porém, procura restringir as conversas às questões comerciais e tarifárias. O governo também sustenta que o sistema Pix não será incluído em qualquer negociação com Washington.

A recomendação da USTR foi divulgada após investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. O órgão argumenta que o Brasil adotaria práticas consideradas desleais nas relações comerciais, incluindo medidas que, segundo a avaliação norte-americana, afetariam empresas de pagamento dos EUA.

Em resposta, o governo brasileiro contestou os fundamentos da investigação, classificando-os como ilegítimos. A avaliação é de que a medida representa uma tentativa de interferência em assuntos internos do país e reflete uma postura de protecionismo comercial unilateral.

Nas negociações, o Brasil também destaca que a tarifa média aplicada aos produtos importados dos Estados Unidos é de 2,7%, percentual que, segundo o governo, não sustentaria a alegação de prejuízo ao acesso de empresas norte-americanas ao mercado brasileiro. Além disso, Brasília ressalta que os EUA mantêm superávit comercial na relação bilateral.

Paralelamente, outra cobrança tarifária imposta por Washington é vista pelo governo brasileiro como de difícil reversão. Trata-se da taxa adicional entre 10% e 12,5% aplicada a cerca de 60 países sob o argumento de insuficiência no combate ao trabalho análogo à escravidão.

Na avaliação do governo, essa medida possui caráter mais amplo e teria sido estruturada para substituir, sob nova fundamentação jurídica, o pacote tarifário anterior que acabou sendo derrubado pela Suprema Corte dos Estados Unidos. A cobrança atinge não apenas o Brasil, mas também parceiros históricos dos norte-americanos, como Japão, União Europeia, Canadá e Índia, além da Argentina, governada por Javier Milei.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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