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FALANDO SÉRIO
Rodrigo Camargo pode ser vice de Marcos Rogério; Hildon se põe como alternativa; e o rodeio de quase R$ 1 mi

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Fim da partida: final melancólico do governo!

Por Herbert Lins - terça-feira, 09/06/2026 - 14h28

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Prof. Me. Herbert Lins – MTE 1143

CARO LEITOR, Jacques Lacan, psicanalista francês, escreveu que a melancolia nasce da recusa em aceitar a perda daquilo que sustentava a própria imagem. Quando a máscara cai e a realidade se impõe, resta ao indivíduo decidir entre enfrentar os fatos ou refugiar-se na tristeza conveniente, na vergonha silenciosa e nas justificativas elaboradas. Afinal, encarar o espelho costuma ser mais difícil do que discursar diante dele. A imagem arranhada transforma-se em um fantasma incômodo, daqueles que insistem em fazer perguntas que antes eram cuidadosamente evitadas. E é justamente aí que surge a dúvida: o que leva um chefe do Poder Executivo a optar por simplesmente concluir o mandato? Em tese, deveria ser o momento de organizar as gavetas, entregar as obras prometidas, prestar contas à população e preparar um sucessor. Na prática, porém, há quem transforme os últimos meses de governo em uma longa cerimônia de auto-homenagens, lançando pedras fundamentais de obras, inaugurando placas, repetindo discursos e vendendo como epopeia aquilo que, muitas vezes, não passou de obrigação administrativa. Como estamos em ano de copa, o fim da partida: final melancólico do governo!

Melancolia

Existem governantes que passam anos anunciando o futuro e, quando o futuro finalmente chega, descobrem que ele cobra resultados. Nesse instante, a melancolia dá lugar à nostalgia seletiva.

Coragem

Reconhecer falhas exige coragem moral para admitir que era possível ter feito mais e prestar contas com honestidade ao eleitor. Contudo, busca construir narrativas capazes de suavizar erros e preservar a própria imagem, a percepção do eleitor é outra.

Fim

Um fim melancólico de governo ocorre quando a gestão perde força política, capacidade de ação e apoio popular antes do término do mandato. O cenário é marcado por isolamento, apatia e sensação de fracasso, aprofundando a estagnação e a descrença da população.

Cresceu

O PIB de Rondônia cresceu 76,54% desde 2019, saltando de R$ 47,1 bilhões para R$ 83,1 bilhões em 2026. O desempenho consolida o estado entre as economias mais dinâmicas e promissoras do país, refletindo a forte expansão de sua atividade econômica.

Indicadores

O PIB mede a força econômica de um estado ao somar todos os bens e serviços produzidos. Por ser um dos principais indicadores de desenvolvimento, seu crescimento expressivo, como o registrado por Rondônia, reflete avanço econômico e geração de riqueza.

Promessas

Embora o PIB tenha avançado, o mesmo não pode ser dito de todas as áreas do governo do coronel Marcos Rocha (PSB). Diversas promessas apresentadas no Plano de Governo de 2022 seguem sem execução ou ainda distantes de se concretizarem.

Agricultura

Na Agricultura, sob o comando do advogado Luiz Paulo – esposo da ex-deputada federal Jaqueline Cassol, a principal promessa de campanha do governador Coronel Marcos Rocha (PSD) para o setor: a implantação da CEASA de Rondônia, continua sem sair do papel.

Estradas

No DER, conduzido pelo Coronel PMRO Eder Dias, quando você abre o portal da autarquia, aparecem notícias dando conta da recuperação das rodovias estaduais. As imagens, porém, mostram estradas remendadas e com deficiências na sinalização horizontal e vertical.

Educação

Não cabe ao recém-empossado secretário de Educação, Massud Brada, a responsabilidade pelos problemas acumulados da pasta. Ainda assim, a Educação segue sem metas claras e incapaz de concluir obras simbólicas, como a da Escola Castelo Branco, localizada em frente à sede do Poder Legislativo e Judiciário do estado.

Promessas

Os problemas de entrega de resultados a população não se limitam a uma ou outra secretaria do governo do Coronel Marcos Rocha (PSD). A falta de entrega de resultados tende a repercutir politicamente e poderá ser cobrada dos candidatos apoiados pelo governador, especialmente daqueles vinculados ao seu partido.

Plagiador

Mais melancólico ainda é contar com um plagiador na equipe. Afinal, o que esperar de alguém que se apropria do trabalho, das ideias e das palavras alheias para apresentá-las como próprias? Além de uma evidente falta de ética e credibilidade, a prática pode ter implicações legais.

Sapateou

Falando em vinculados, na reunião de ontem (8), no Palácio Rio Madeira, o pré-candidato ao governo de Rondônia, Adailton Fúria (PSD), até sapateou, mas sem sucesso. Ficou definido que a primeira-dama Luana Rocha será a coordenadora de sua campanha na capital. Em política, algumas decisões são debatidas; outras, apenas comunicadas.

Desenvolvimento

Em entrevista à Band FM 94,1, comandada por Giselle Maiolino Furtado, o ex-prefeito de Porto Velho e pré-candidato ao governo de Rondônia, Hildon Chaves (União), afirmou que o próximo governador terá a missão de conduzir o novo ciclo de desenvolvimento do estado.

Alfinetou

O pré-candidato ao governo de Rondônia, Hildon Chaves, alfinetou durante entrevista à Band FM 94,1 ao afirmar que, diante das novas oportunidades de desenvolvimento do estado, resta uma dúvida: o próximo governador será protagonista desse processo ou apenas um espectador privilegiado? A resposta, como sempre, ficará nas mãos do eleitor.

Enfrentar

O secretário-chefe da Casa Civil, Elias Resende, e os líderes do governo na Assembleia Legislativa (ALERO), Jean de Oliveira e Ribeiro do Sinpol, ambos do PRD, devem enfrentar uma sessão de debates intensos na tarde desta segunda-feira (09). A Casa de Leis se dividiu entre dez parlamentares na oposição e quatorze governistas.

Rodeio I

A deputada estadual Taíssa Sousa (PL) divulgou vídeo ao lado do secretário da SEJUCEL, Paulo Higo, informando que o primeiro rodeio do distrito de Nova Dimensão, em Nova Mamoré, não foi realizado porque as entidades organizadoras não atenderam às exigências técnicas necessárias para receber os R$ 800 mil destinados por emenda parlamentar.

Rodeio II

O prefeito Marcélio Brasileiro não conseguiu viabilizar a realização do rodeio, mas assegurou a Festa do Peão com palco, iluminação, som e atrações artísticas. Para a população de Nova Dimensão, ficou garantido o espetáculo; já a tradição principal do evento acabou substituída por uma versão moderna da velha política do pão e circo.

Especulações I

No último encontro do PL, o deputado estadual Rodrigo Camargo, atualmente filiado ao Podemos, marcou presença e reforçou as especulações de que poderá integrar a chapa majoritária ao Governo de Rondônia, liderada pelo senador Marcos Rogério (PL).

Especulações II

Nas redes sociais, as especulações sobre Rodrigo Camargo (Podemos) ganham força e acabam prestando um serviço gratuito ao núcleo estratégico da pré-campanha de Marcos Rogério (PL): medir a temperatura da possível indicação feita pelo prefeito Léo Moraes para compor a chapa. Afinal, nada melhor do que deixar a internet fazer a pesquisa de opinião sem custo algum.

Vaga

O prefeito Léo Moraes (Podemos) disse a coluna no passado que o deputado estadual Rodrigo Camargo (Podemos) só tinha vaga no Podemos para cargos majoritários, ou seja, não tem vaga na legenda nas nominatas de deputado federal e estadual.

Rejeitado 

Caso o nome do deputado estadual Rodrigo Camargo (Podemos) seja rejeitado no PL para compor a chapa majoritária, ele não disputará eleição, igual aconteceu com Carlos Magno nas eleições de 2022 quando estava filiado no Podemos.

Surge

O ex-conselheiro do Tribunal de Contas de Rondônia, Dr. Benedito Alves, surge como um dos nomes cotados para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) nas eleições de 2026 pelo partido Republicanos.

Atenção

Nas eleições municipais de 2024, quando concorreu à Prefeitura de Porto Velho, Dr. Benedito Alves, filiado ao Republicanos, chamou atenção ao ser o único candidato a abrir mão dos recursos do fundo eleitoral, defendendo uma campanha baseada em propostas e no apoio voluntário de seus apoiadores.

Limpeza

O vereador Gedeão Negreiros (PSDB) conseguiu junto à Prefeitura de Porto Velho a limpeza do canal Barão de Solimões no bairro São Francisco. A manutenção atua de forma preventiva para escoar a água corretamente, evitar alagamentos e possíveis danos à população daquele bairro.

Sério

Na política, o “fim melancólico” ocorre quando um governo se apega a ideias e discursos já esgotados, resultando em desgaste, constrangimento público e paralisia administrativa. Em vez de encerrar o mandato com legado e planejamento, a gestão perde relevância e utilidade para a sociedade.

Rodapé da coluna

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AUTOR: HERBERT LINS





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