Informa Rondônia Desktop Informa Rondônia Mobile

FALANDO SÉRIO
Confúcio e a manobra para concentrar votos da esquerda; Tezzari enfrenta ameaça; e Follador e a retirada de Dr. Gilber da convenção do NOVO

🛠️ Acessibilidade:

Convenções partidárias, disputas internas e articulações de esquerda movimentam os bastidores eleitorais em Rondônia

Por Herbert Lins - sexta-feira, 24/07/2026 - 16h06

CARO LEITOR

No terceiro mandato, o presidente Lula (PT-SP) prometeu aliviar o custo de vida da população e colocar comida mais barata na mesa dos brasileiros. O cenário, no entanto, é marcado por juros elevados, crédito travado, aumento de impostos e novas cobranças que pressionam famílias e empresas.

O IOF passou a ser visto como instrumento de arrecadação, enquanto tarifas públicas e custos cotidianos reduzem a renda disponível do contribuinte. O discurso de justiça social perde força quando a população paga mais e recebe serviços abaixo do esperado.

A economia, em vez de funcionar como motor de prosperidade, passou a ser percebida por críticos como uma engrenagem de arrecadação. No fim, quem paga a conta é sempre o cidadão.

CEGUEIRA

A cegueira de parte da sociedade diante da política econômica do governo Lula impressiona. Mesmo com juros elevados, impostos em alta, IOF e custo de vida pressionando o orçamento, muitos preferem ignorar os sinais de uma economia cada vez mais pesada para o brasileiro.

JUROS

O presidente Lula prometeu reduzir as taxas de juros. Antes, atribuía o problema a Roberto Campos Neto. Agora, com Gabriel Galípolo no comando do Banco Central por indicação do próprio Lula, a prometida queda da Selic continua distante da realidade sentida pela população.

NEGATIVADOS

Milhões de brasileiros seguem convivendo com dívidas e restrições nos cadastros de crédito. Entre juros altos, inflação persistente e impostos crescentes, sobra pouco para quitar contas. O resultado é um país em que se trabalha mais e se consegue pagar menos.

CENÁRIO

É nesse ambiente de juros elevados, carga tributária pesada, inflação, famílias endividadas e preço alto do pedágio da BR-364 que PT, PCdoB, PV, PDT e MDB realizam suas convenções em Rondônia para definir candidaturas majoritárias e proporcionais.

SUSPENSE

Sempre afirmei que o senador Confúcio Moura (MDB) disputaria a reeleição. O suspense nunca passou de uma estratégia política, como já ocorreu em outros momentos de sua trajetória. Os possíveis concorrentes ao Senado foram alertados: tratá-lo como carta fora do baralho seria erro grave.

ARTICULOU

Confúcio Moura articulou junto à cúpula nacional do PT a retirada da pré-candidatura da jornalista Luciana Oliveira ao Senado. O movimento busca concentrar os votos da esquerda em torno de seu nome e preservar sua posição como aliado do presidente Lula no Senado Federal.

INTERESSA

A quem interessa a reeleição de Confúcio Moura? Na minha avaliação, interessa ao Palácio do Planalto, porque fortalece a base de apoio de Lula no Senado e contribui para manter uma composição mais favorável ao governo federal. Também reduz a possibilidade de avanço de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal.

RETIRADA

O cenário mais favorável a Confúcio Moura passa pela retirada da pré-candidatura de Pedro Abib ao Governo de Rondônia. Sem tração política, Abib poderia compor como vice em uma chapa com Expedito Netto ou Samuel Costa, fortalecendo uma aliança de centro-esquerda no Estado.

REDIRECIONÁ-LO

Caso Pedro Abib não aceite disputar a vice-governadoria em uma composição do MDB com PT e PSB, o partido poderá redirecioná-lo para uma disputa proporcional, seja para deputado federal ou estadual. A decisão dependerá das articulações e do espaço político oferecido.

BOBAGEM

Confúcio Moura, associado ao PT e à eventual candidatura de Expedito Netto ao Governo, enfrentaria a resistência do antipetismo em Rondônia, que tem peso eleitoral. Por outro lado, o senador já declarou diversas vezes seu voto e apoio ao presidente Lula. Portanto, tratar isso como novidade é pura bobagem.

FRENTE I

O segundo cenário seria Confúcio Moura retirar a pré-candidatura de Expedito Netto ao Governo e conduzir a federação PT/PCdoB/PV para apoiar Pedro Abib, formando uma ampla frente de centro-esquerda em Rondônia.

FRENTE II

Nessa frente também poderia estar o ex-senador Acir Gurgacz (PDT), que busca disputar o Senado. Caso o TSE confirme sua elegibilidade, Acir será um nome competitivo e estratégico, com potencial de atrair eleitores de Confúcio para o segundo voto ao Senado.

FRENTE III

O terceiro cenário envolve o PSB e a pré-candidatura de Samuel Costa ao Governo. A frente de centro-esquerda poderia ganhar força com Confúcio Moura e Acir Gurgacz. Para isso, Neidinha Suruí teria de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, enquanto a vice do PSB ficaria com o PT.

FINAL

Outro cenário possível envolve uma articulação conjunta de Confúcio Moura e Acir Gurgacz para retirar as pré-candidaturas de Expedito Netto e Samuel Costa, lançando Vinicius Miguel ao Governo na reta final, em uma ampla frente de esquerda.

FÚNEBRE

A convenção do MDB será marcada pelo luto após a morte repentina do histórico emedebista Carlos Henrique Papillon, neto de Paulo Araújo, fundador do partido em Rondônia. Papillon morreu após sofrer um infarto fulminante, em meio a divergências internas sobre sua participação na nominata de deputado federal.

ÁUDIO

Antes da morte súbita, Carlos Henrique Papillon gravou um áudio criticando a condução do MDB em Rondônia na montagem da nominata à Câmara dos Deputados. Na gravação, afirmou que Confúcio Moura estaria agindo como um “rei”, cercado por bajuladores que concordariam com suas decisões.

LISTADOS

Os pré-candidatos a deputado federal relacionados pela Executiva do MDB em Rondônia são, em sua maioria, aliados de Confúcio Moura. Lideranças do interior, como Valsirio Pedro de Lima, de Guajará-Mirim, ficaram fora da nominata. A chapa enfrenta dificuldades para eleger deputado federal e alcançar a cláusula de desempenho.

COLARES

A pré-candidatura de Luciana Colares a deputada estadual pelo MDB fortalece a presença feminina na política. Com disposição para o diálogo e participação pública, representa renovação e amplia a voz das mulheres nos espaços de decisão em Rondônia.

IEDA

A deputada estadual Ieda Chaves (União) consolidou trajetória política voltada à defesa dos direitos das mulheres e da causa animal. Seu mandato é marcado por propostas, incentivo a políticas públicas para mulheres e diálogo permanente em favor da proteção social e do bem-estar animal.

NÚMERO I

O número 22 carrega forte identificação com o ex-presidente Jair Bolsonaro, o que provocou disputa interna no PL pelos números iniciados pelo dígito 2. A definição mobilizou pré-candidatos que buscavam associar suas campanhas à identidade eleitoral do bolsonarismo.

NÚMERO II

A ata da Convenção Eleitoral do PL, registrada no TRE, confirmou os números dos pré-candidatos majoritários e proporcionais. Na disputa ao Senado, Bruno Bolsonaro Scheid usará o número 222, enquanto Fernando Máximo concorrerá com o 221.

NÚMERO III

Na chapa proporcional, Coronel Chrisóstomo manteve o número 2210, utilizado em 2022. A vereadora Sofia Andrade ficou com o 2233. Já Lúcio Mosquini, recém-filiado ao PL, garantiu o cobiçado 2222. O deputado estadual Jean Mendonça disputará a reeleição com o número 22222.

MUDANÇA

Thiago Tezzari elegeu-se vereador de Porto Velho pelo PSDB, mas, mirando uma vaga na Câmara dos Deputados, filiou-se ao PSD. A mudança fortalece seu projeto eleitoral, já que o PSD montou uma nominata mais competitiva, enquanto o PSDB não conseguiu estruturar chapa para a disputa federal.

ACIONOU

O Diretório Municipal do PSDB, presidido por Lindomar do Sandubas, acionou a Justiça Eleitoral para pedir a perda do mandato de Thiago Tezzari. A alegação é de infidelidade partidária após a filiação do vereador ao PSD sem aval da executiva municipal.

RECONHEÇA

A audiência sobre o pedido de perda do mandato de Thiago Tezzari já ocorreu. Diante da desestruturação do PSDB em Rondônia, a troca para o PSD parece justificável. Resta esperar que a Justiça Eleitoral preserve o mandato e reconheça a realidade política dos fatos.

PROVOCADO

Nos bastidores da política, comenta-se que o ditado “tal pai, tal filho” não se aplicaria ao vereador de Ariquemes Lucas Follador (Novo), filho do ex-deputado estadual Adelino Follador. Críticos apontam que sua atuação tem provocado desgastes e questionamentos dentro da legenda.

RETIRADA

Segundo fontes do partido Novo ouvidas pela coluna, a retirada do nome do vereador Dr. Gilber Mercês da ata da Convenção Eleitoral da legenda teria ocorrido por decisão interna atribuída a Lucas Follador. Se confirmada, a medida reforça críticas sobre a condução interna do partido e a concentração de decisões em poucas mãos ligadas ao edil.

SÉRIO

Falando sério, a escolha política resulta de valores, percepções e experiências diferentes. Para críticos do PT e do presidente Lula, há resistência em reconhecer problemas econômicos e de gestão do governo. Já seus apoiadores destacam avanços sociais e defendem a continuidade do projeto político.

Rodapé da coluna

[Saiba como o Informa Rondônia seleciona seus colunistas e especialistas convidados]

AUTOR: HERBERT LINS





COMENTÁRIOS: