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CONFLITO NO ORIENTE MÉDIO
Itamaraty orienta brasileiros a evitar viagens a países do Oriente Médio

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Alerta consular inclui Irã, Israel, Faixa de Gaza, Iêmen e sul do Líbano, além de recomendar cautela em outros países da região

Por Yan Simon - quarta-feira, 22/07/2026 - 10h21

Porto Velho, RO – Brasileiros que estejam em países do Oriente Médio devem reforçar os cuidados com a segurança, evitar manifestações e acompanhar permanentemente os canais oficiais das representações diplomáticas do Brasil. As orientações foram divulgadas pelo Ministério das Relações Exteriores nesta terça-feira (21), em meio ao agravamento do conflito na região.

O Itamaraty recomendou que os cidadãos não deixem suas residências antes de verificar se existem condições seguras para o deslocamento. Também foi solicitado que sejam seguidas rigorosamente as determinações das autoridades locais e as informações publicadas pelas embaixadas brasileiras em sites e redes sociais.

Entre as medidas de precaução, a chancelaria orientou que brasileiros não se aproximem de multidões, protestos ou instalações militares. Fotografar ou filmar militares, veículos, prédios de defesa, ataques ou outros episódios ligados ao conflito também deve ser evitado. Segundo o ministério, esse tipo de conduta pode resultar em detenção, conforme a legislação de cada país.

O governo brasileiro ainda recomendou que imagens, vídeos ou textos relacionados aos confrontos não sejam publicados nas redes sociais quando houver risco de o conteúdo ser interpretado pelas autoridades locais como ofensivo à segurança nacional.

Em caso de cancelamento de voos, os passageiros deverão procurar diretamente as companhias aéreas para solicitar a remarcação dos bilhetes. Os viajantes também foram orientados a conferir a situação dos documentos e garantir que os passaportes tenham pelo menos seis meses de validade.

O alerta consular recomenda que brasileiros não viajem para o Irã, Israel, sul do Líbano, Palestina, incluindo a Faixa de Gaza, e Iêmen. Viagens que não sejam consideradas essenciais também devem ser evitadas para a Cisjordânia, Síria, Iraque, Líbano, Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita.

Apesar das recomendações, o Ministério das Relações Exteriores informou que, até o momento da divulgação do comunicado, não havia restrições para conexões aéreas realizadas nesses países.

A orientação foi publicada no mesmo dia em que novas ações militares foram anunciadas na região. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou ter atacado uma central de dados da empresa norte-americana Amazon localizada no Bahrein.

O Exército do Bahrein confirmou a ocorrência de ataques iranianos, classificados pelas autoridades locais como ilegais e direcionados contra civis. Os locais atingidos não foram detalhados. Os militares do país também afirmaram que diferentes ofensivas aéreas do Irã foram interceptadas com sucesso.

As forças iranianas anunciaram ainda ataques contra radares de alerta e sistemas de defesa antimíssil dos Estados Unidos instalados na Base Aérea de Jaber, no Kuwait. Bases norte-americanas localizadas na Jordânia também foram apontadas como alvos.

Em resposta, o Comando Central dos Estados Unidos declarou ter atingido bases militares, instalações marítimas, áreas de lançamento de drones e mísseis, além de sistemas de defesa aérea no território iraniano.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também ameaçou atacar o complexo nuclear iraniano conhecido como Montanha Pickaxe, localizado nas proximidades das instalações nucleares de Natanz.

A intensificação dos confrontos representou um novo obstáculo ao acordo negociado anteriormente entre Irã e Estados Unidos. Os efeitos também foram observados no mercado internacional de energia. O petróleo Brent registrou valorização aproximada de 2% durante a semana, alcançando a faixa de US$ 90 por barril.

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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