Espaço implantado na Avenida Calama terá espécies produzidas pelo Viveiro Municipal, bancos, iluminação, áreas permeáveis e cobertura inspirada nos paneiros de palha
Porto Velho, RO – Com a maior parte da estrutura concluída, o primeiro Pocket Park de Porto Velho se aproxima da entrega à população. No espaço localizado na Avenida Calama, ao lado do Instituto Federal de Rondônia (IFRO), ainda serão executados os serviços de instalação da cobertura, pintura e iluminação.
O projeto também prevê bancos, vasos, áreas permeáveis e estruturas destinadas à proteção contra o sol. A cobertura foi projetada com inspiração nos paneiros de palha, utensílios utilizados por comunidades indígenas, ribeirinhas e camponesas para armazenar e transportar farinha, frutas, grãos e outros produtos da roça.
De acordo com o arquiteto e urbanista Alecsander de Souza, assessor executivo da Secretaria Executiva de Serviços Básicos (Sesb), uma referência regional foi adotada no desenho, enquanto os materiais foram escolhidos para garantir maior durabilidade. O trabalho é realizado por servidores da secretaria, com recursos próprios. As peças aplicadas na estrutura também deverão ampliar as áreas de sombra.
A intervenção foi elaborada pela equipe técnica de arquitetura e paisagismo da Sesb. Segundo Alecsander, uma área que permaneceu sem utilização adequada durante décadas está sendo recuperada para funcionar como ponto de convivência, descanso e circulação de pedestres.
Durante o anúncio da implantação, o prefeito Léo Moraes afirmou que o terreno, antes marcado por um buraco existente havia décadas, passou a receber um projeto-piloto. “É mais um espaço que se soma às praças e aos espaços que já requalificamos ou reformamos em Porto Velho”, declarou.
A iniciativa poderá ser utilizada como referência em futuras intervenções realizadas em terrenos de pequenas dimensões na capital.
Nesta etapa, o paisagismo começou a ser implantado com mudas produzidas pelo Viveiro Municipal. As espécies foram disponibilizadas por meio de parceria entre a Sesb e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema).
Entre as plantas escolhidas estão a Cordyline fruticosa, a moreia e a dracena chocolate. Foram consideradas características como adaptação ao clima de Porto Velho, resistência ao período de estiagem e variedade de cores e formatos das folhagens.
Também conhecida como dracena-vermelha, cordiline ou ti plant, a Cordyline fruticosa possui folhas em tonalidades de vermelho, vinho, rosa e verde. A moreia apresenta folhas longas, organizadas em formato de leque, além de flores brancas e amarelas. A dracena chocolate, por sua vez, tem folhagem escura e produz contraste com as demais plantas.
Após serem colocadas no solo, as mudas passam por aproximadamente dez dias de irrigação para favorecer o enraizamento. Conforme o secretário executivo de Serviços Básicos, Giovanni Marini, depois desse período a manutenção será realizada de acordo com as necessidades de cada espécie.
Marini ressaltou ainda que a preservação da grama e das plantas também dependerá da colaboração dos frequentadores e moradores da região.
A participação da comunidade já ocorre nas proximidades. Morador do local há 19 anos, o autônomo José Santana Carvalho acompanhou o plantio e relatou que os residentes também auxiliam na conservação da Praça do Conjunto 22 de Dezembro, situada ao lado do Pocket Park.
Segundo ele, os moradores já contribuíram com plantio e irrigação sempre que possível. José Santana afirmou que a área tinha aparência diferente antes da intervenção e assumiu o compromisso de colaborar com os novos cuidados. “Essas plantas são muito bonitas e eu me comprometo a ajudar a cuidar”, disse.
Com informações de: Prefeitura de Porto Velho
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