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Fúria e Joliane “abraçam” Mariana, Euma preocupa Podemos e Jaqueline Cassol cresce na disputa

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Coluna relaciona as desigualdades históricas do país ao 7 de Setembro, questiona a dependência de programas sociais e acompanha rearranjos de apoio e disputas por vagas proporcionais em Rondônia

Por Herbert Lins - segunda-feira, 07/09/2026 - 11h42

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Prof. Me. Herbert Lins – MTE 1143

07 de Setembro: a independência que ainda não chegou para todos

CARO LEITOR, hoje o Brasil veste verde e amarelo, desfila e comemora a Independência. Mas, para o brasileiro que pega ônibus lotado, enfrenta fila no posto de saúde e vê o salário acabar antes do mês, fica a pergunta: independência para quem? Em 1822, Dom Pedro I rompeu com Portugal, mas manteve a monarquia, a dinastia dos Bragança e uma elite escravocrata no comando. Desde então, entre Império, República Velha, Era Vargas, Ditadura Militar e redemocratização, o país avançou, mas continua muito aquém do próprio potencial em educação, ciência, tecnologia, indústria e infraestrutura. E uma elite historicamente concentradora segue tratando a pobreza como incômodo, embora dependa do consumo dos pobres para sustentar seus negócios. No Brasil, rompeu-se com Portugal, mas não com o atraso, a desigualdade e os privilégios. A independência virou feriado; a soberania, promessa; e a justiça social, uma eterna dívida.

Atraso

Há poucas décadas, a China era mais atrasada que o Brasil. Hoje, como potência emergente, tornou-se gigante em tecnologia, indústria, infraestrutura e poderio militar, rivalizando com os EUA. Enquanto isso, o Brasil ainda discute como sair do atraso.

Moeda

Com 19,3 milhões de famílias atendidas pelo Bolsa Família em 2026, o Brasil revive um velho retrato: a dependência do Estado que marcou a política da enxada e do voto de cabresto no coronelismo. Mudam os nomes, as urnas e os tempos; permanece a pobreza como moeda política.

Bolsa

O Bolsa Família deveria funcionar como complemento de renda para quem recebe até um salário mínimo, com comprovação por carteira assinada ou extrato bancário. O modelo atual pode prolongar a dependência de famílias vulneráveis do Estado.

Hipótese

O Bolsa Família atende 19,3 milhões de famílias. Numa hipótese de três eleitores por família e adesão de dois terços, seriam 38,6 milhões de votos, cerca de 24,3% dos 158,7 milhões de eleitores aptos em 2026.

Assumir

A mudança que o Brasil precisa também passa pelo Legislativo municipal, estadual e federal. Cabe ao eleitor analisar propostas e trajetórias dos candidatos, assumir sua responsabilidade e escolher representantes preparados para enfrentar os desafios e tirar o país do atraso.

Ensaiava

Falando em assumir, a coluna antecipou: o Palácio Rio Madeira ensaiava apoiar Sílvia Cristina (PP) ao Senado, mas recuou diante da aproximação da candidata com Fernando Máximo (PL). A articulação mudou o tabuleiro eleitoral rondoniense no final de semana.

Peito

O Palácio Rio Madeira tem Luis Fernando (PSD) como seu candidato ao Senado. Enquanto isso, Adailton Fúria (PSD), candidato governista ao governo, passou a carregar a candidata ao Senado Mariana Carvalho (Republicanos) no peito.

Presença I

Na pré-campanha, Adailton Fúria (PSD) apareceu no lançamento da pré-candidatura de Sílvia Cristina (PP) ao Senado, no Clube Vera Cruz, em Ji-Paraná. A presença “calorosa” chamou atenção nos bastidores e levantou sobrancelhas no meio político.

Presença II

A presença de Fúria (PSD) no lançamento de Sílvia Cristina (PP), em Ji-Paraná, provocou desconforto entre aliados de Hildon Chaves (UP) e Mariana Carvalho (Republicanos). Na política, um afago fora de hora pode virar provocação.

Aproximação

No fim de semana, Adailton Fúria (PSD) e sua esposa, Joliane Fúria, candidata à Câmara Federal, abraçaram a candidatura de Mariana Carvalho (Republicanos) ao Senado. O gesto selou uma aproximação que já vinha causando especulações nos bastidores.

Bombou

Antes, o casal ensaiou a adesão nas redes: Joliane Fúria (PSD) pilotou uma moto com Mariana Carvalho (Republicanos) na garupa. A postagem bombou e, logo depois, Fúria apareceu desfilando com o adesivo de Mariana no peito.

Jogo

A adesão do Palácio Rio Madeira e do casal Fúria pode mexer com as pesquisas e dar a Mariana Carvalho (Republicanos) o impulso que faltava. Na corrida ao Senado, um apoio de peso pode virar voto e mudar o jogo.

Vontade

Está estampada no rosto de Mariana Carvalho (Republicanos) a vontade de voltar a servir Rondônia. Em dois mandatos na Câmara, foi eleita muito jovem, mostrou capacidade de articulação e chegou à Mesa Diretora. Agora, tenta transformar trajetória em voto.

Mexe

O apoio político do Palácio Rio Madeira e do casal Fúria à candidatura de Mariana Carvalho (Republicanos) ao Senado mexe no tabuleiro eleitoral e acende o alerta nas coordenações de Bruno Bolsonaro Scheid (PL), Fernando Máximo (PL) e Sílvia Cristina (PP).

Traição

Há quem diga que traição se paga com traição. Na política, a vingança costuma andar de mãos dadas com a burrice eleitoral: na ânsia de vencer, aliados trocam de lado, queimam pontes e fazem contas que não fecham. Depois, descobrem nas urnas que traição também cobra juros.

Cresceu

Falando em vencer, a primeira-dama e o staff político ligado ao governador Coronel Marcos Rocha (PSD) fecharam fileiras com Jaqueline Cassol (PSD). Nos últimos dias, o volume da campanha cresceu visivelmente, sinal de que o grupo governista decidiu colocar sua estrutura na rua e transformar apoio político em voto.

Acontece

Acontece hoje (07), às 18h, na Casa de Eventos Monarka, o lançamento oficial da campanha de Célio Lopes (União) a deputado federal. Célio disputou a Prefeitura de Porto Velho e conquistou quase 30 mil votos, mostrando força eleitoral na capital.

Convertidos

Resta saber se os quase 30 mil votos obtidos por Célio Lopes (União) na disputa pela Prefeitura de Porto Velho serão convertidos em votos para a Câmara Federal. A capital já produziu esse caminho com Dr. Mauro Nazif, Mariana Carvalho, Léo Moraes e Cristiane Lopes, todos ex-candidatos à prefeitura que depois conquistaram uma cadeira de deputado federal.

Sumiu

Falando em conquistaram, Euma Tourinho (Podemos) praticamente sumiu da campanha a deputada federal. Em 2024, foi quarta colocada na eleição para prefeita de Porto Velho, com quase 25 mil votos. Agora, a invisibilidade preocupa e pode afetar a nominata do Podemos.

Briga

A briga está feia pela preferência do eleitorado para a Assembleia Legislativa. Paulo Moraes Júnior (Podemos), Ieda Chaves (União), Alan Queiroz (PL), Marcelo Cruz (Avante), Dr. Breno Mendes (Avante), Marcos Combate (Avante), Zé Paroca (Avante), Ribeiro do Sinpol (PRD), Edvaldo Neves (PRD) e Dr. Gilber (Novo) estão no páreo.

Garantir

Com nomes competitivos e bases eleitorais distintas, a disputa promete ser voto a voto. A pergunta que ronda os bastidores é quem conseguirá transformar exposição, estrutura política e presença nas ruas em votos suficientes para garantir uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Sério

Falando sério, a nossa elite, tão patriótica no discurso, muitas vezes despreza o pobre que sustenta seu comércio com o pouco que ganha. A verdade é dura: o Brasil se libertou de Portugal, mas ainda não se libertou de seus velhos privilégios. E sem justiça social, independência é apenas festa no calendário.

Rodapé da coluna

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AUTOR: HERBERT LINS





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