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SOCORRO FINANCEIRO
BRB aguarda socorro de R$ 6,6 bilhões após reunião entre Galípolo e presidente do banco

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Encontro reservado no Banco Central ocorreu enquanto contratos, garantias, auditorias e balanço financeiro ainda impedem a liberação dos recursos.

Por Yan Simon - terça-feira, 28/07/2026 - 08h55

Porto Velho, RO – A liberação do pacote de R$ 6,6 bilhões destinado ao Banco de Brasília continua condicionada ao cumprimento de exigências financeiras e administrativas. Enquanto o processo permanece sem conclusão, representantes do BRB se reuniram nesta segunda-feira (27) com a direção do Banco Central, em Brasília.

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, recebeu o presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, em uma reunião fechada realizada entre 15h30 e 16h30. Também participaram o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, e a diretora de Controle e Riscos do BRB, Ana Paula Teixeira de Sousa.

Na agenda oficial de Galípolo, o encontro foi registrado como uma discussão sobre “assuntos institucionais”. Nenhuma nota pública foi divulgada pelo BRB após a reunião.

A participação da responsável pelo setor de Controle e Riscos ocorreu durante o processo de reestruturação do banco, iniciado depois da crise envolvendo operações com o Banco Master. A área dirigida por Ana Paula atua na fiscalização de falhas e fraudes, no acompanhamento de riscos operacionais e na identificação de situações capazes de comprometer o funcionamento da instituição.

O socorro financeiro foi definido em um acordo firmado no fim de junho pelo Governo do Distrito Federal, controlador do BRB. O documento, homologado pelo Supremo Tribunal Federal, prevê R$ 6,6 bilhões para cobrir parte das perdas relacionadas aos negócios realizados com o Banco Master.

Além dos recursos previstos no acordo, outros R$ 2,2 bilhões deverão ser aplicados pelo próprio GDF. Para viabilizar o aporte, o governo distrital terá de ajustar as contas públicas e reduzir investimentos.

Mesmo com a homologação judicial, o dinheiro ainda não foi liberado. A operação depende da assinatura de contratos com o Fundo Garantidor de Crédito, da formalização de contragarantias oferecidas à União e da conclusão das auditorias financeiras do BRB.

As negociações também enfrentam divergências sobre a distribuição dos riscos. Instituições privadas envolvidas no empréstimo defendem que a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil apresentem garantias. Nesse formato, os bancos públicos assumiriam as consequências de uma eventual inadimplência do BRB.

Outro obstáculo é a dificuldade da instituição para ampliar a liquidez, ou seja, transformar ativos em recursos disponíveis sem perdas significativas. No dia 17, foi cancelado um acordo de R$ 15 bilhões negociado com a gestora Quadra Capital.

A proposta previa a transferência de ativos vinculados ao Banco Master, o pagamento de uma parcela à vista e a criação de um fundo de investimento. Embora não representasse aumento direto de capital, o negócio permitiria a substituição de ativos de baixa liquidez, como imóveis, por recursos mais facilmente negociáveis. Parte dos R$ 15 bilhões seria paga imediatamente.

A divulgação das demonstrações financeiras relativas ao exercício de 2025 também continua pendente. A apresentação do balanço foi incluída entre as condições necessárias para a efetivação do pacote, ao lado da finalização das auditorias independentes.

Enquanto os números não são publicados, o BRB permanece sujeito a sanções aplicadas pelo Banco Central, incluindo multas.

A reunião desta segunda-feira não foi o primeiro encontro recente entre integrantes do Governo do Distrito Federal e dirigentes do BC. No dia 14, a governadora Celina Leão esteve com Gabriel Galípolo e Nelson Antônio de Souza.

Na ocasião, a governadora afirmou que a conversa teve caráter técnico, mas não apresentou detalhes sobre os assuntos discutidos.

Também nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou à Rádio Jornal, de Pernambuco, que operações com ativos do Banco Master comprometeram o patrimônio do BRB.

De acordo com o ministro, carteiras consideradas de baixa qualidade teriam sido adquiridas pelo banco, provocando perdas bilionárias. Ao tratar do assunto, Durigan afirmou que a instituição “basicamente passou R$ 12 bilhões para o Master e recebeu guardanapo, papel que não valia nada”, em referência aos ativos recebidos nas transações.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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