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Cram alerta para cinco formas de violência contra a mulher e orienta como buscar ajuda em Porto Velho

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Serviço especializado da Semias oferece acolhimento, orientação e encaminhamento às mulheres em situação de violência, mesmo sem registro prévio de ocorrência policial.

Por Yan Simon - sábado, 15/08/2026 - 08h01

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Porto Velho, RO – Ameaças, controle financeiro, perseguição, humilhações e isolamento também podem caracterizar violência contra a mulher, mesmo quando não há agressão física. Em Porto Velho, o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) atua para ajudar na identificação dessas situações e oferece atendimento especializado às vítimas.

Vinculado à Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias), o serviço integra a rede de enfrentamento à violência contra as mulheres e realiza acolhimento, orientação e acompanhamento individualizado. A mulher pode procurar o Cram mesmo que ainda não tenha registrado ocorrência policial ou decidido quais providências pretende adotar.

Durante o atendimento, é feita uma escuta qualificada para identificar as necessidades de cada caso. A equipe também apresenta informações sobre direitos e serviços disponíveis e, quando necessário, encaminha a mulher para órgãos das áreas de assistência social, saúde, segurança pública e Justiça.

Entre as situações que podem ser enquadradas como violência está a psicológica. Ela pode ocorrer por meio de ameaças, chantagens, insultos, manipulação, humilhações e afastamento de familiares ou amigos. O controle sobre roupas, amizades, deslocamentos e redes sociais, além de condutas que provoquem medo ou sofrimento emocional, também pode fazer parte desse tipo de abuso.

Outra forma prevista é a violência patrimonial, caracterizada pela retenção, retirada, destruição ou controle de bens e recursos econômicos. Impedir o acesso da mulher ao próprio dinheiro, reter documentos ou destruir objetos pessoais estão entre os exemplos.

Já a violência moral envolve atos que atingem a honra ou a reputação da mulher, como calúnia, difamação e injúria. Acusações falsas, ofensas e exposição vexatória também estão incluídas nesse tipo de violência.

A violência sexual ocorre quando a mulher é obrigada ou constrangida a presenciar, manter ou participar de relação ou prática sexual contra a própria vontade, seja por ameaça, intimidação, coação ou uso da força. Também são consideradas situações de violência impedir o uso de métodos contraceptivos ou obrigar a mulher a engravidar, abortar ou utilizar determinado método de contracepção.

A violência física, por sua vez, é aquela que causa dano à integridade ou à saúde corporal. Empurrões, tapas, socos, chutes, queimaduras e estrangulamento estão entre as agressões citadas. A orientação é que a mulher não espere a ocorrência de agressão física para procurar apoio, já que outras formas de abuso também podem indicar risco.

Segundo o secretário municipal de Inclusão e Assistência Social, Paulo Afonso, os primeiros sinais podem aparecer antes de qualquer agressão corporal. Ele destacou que situações de controle, humilhação, ameaça e isolamento precisam ser reconhecidas e afirmou que o Cram está preparado para ouvir, orientar e encaminhar as mulheres à rede de proteção.

A coordenadora do Cram, Sandra Braids, explicou que parte das mulheres atendidas chega ao serviço sem reconhecer como violência determinadas condutas vivenciadas no relacionamento. De acordo com ela, controle de dinheiro, perseguição, isolamento, ameaças, humilhações e medo podem estar presentes mesmo sem agressões físicas.

“Nosso trabalho também passa por ajudá-las a reconhecer essas situações, compreender seus direitos e construir, junto com a equipe, caminhos possíveis para romper esse ciclo com segurança”, afirmou Sandra.

Para o prefeito Léo Moraes, ampliar o acesso às informações e aos serviços de proteção contribui para que as mulheres reconheçam situações de violência e procurem atendimento. Ele ressaltou que nenhuma dessas práticas deve ser naturalizada e defendeu o fortalecimento do acolhimento e da rede responsável pelo atendimento.

“Informação, acolhimento e uma rede preparada para atender são fundamentais para que as mulheres tenham segurança para romper ciclos de violência e reconstruir suas vidas com dignidade e autonomia”, declarou o prefeito.

O Cram funciona na Rua Geraldo Ferreira, nº 2166, bairro Agenor de Carvalho, em Porto Velho. O contato pode ser feito pelo telefone (69) 98473-5966.

Em casos de emergência ou risco imediato, a Polícia Militar pode ser acionada pelo telefone 190. O Ligue 180 também está disponível gratuitamente para orientações sobre direitos e serviços, além do recebimento e encaminhamento de denúncias de violência contra a mulher.

Com informações de: Prefeitura de Porto Velho

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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