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As disparidades das pesquisas eleitorais e a tradição em eleger governadores que foram prefeitos

As disparidades das pesquisas eleitorais e a tradição em eleger governadores que foram prefeitos
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Coluna aborda decisão internacional sobre a Amazônia, os 112 anos de Porto Velho, diferenças entre pesquisas eleitorais, o histórico de ex-prefeitos eleitos ao Governo e a disputa por vagas na Câmara Federal

Por Carlos Sperança - terça-feira, 29/09/2026 - 10h59

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Haverá consequências

Talvez a mais importante consequência do XII Fórum Social Pan-Amazônico (Fospa), realizado em meados de agosto no Equador, a floresta foi declarada Sujeito Integral de Direitos e Zona de Exclusão Total de Combustíveis Fósseis pelo Tribunal Internacional pelos Direitos da Natureza.

Igualmente importantes são as histórias do Fórum e do Tribunal. A do Fórum começa em 2002, em Belém (PA), como espaço de articulação, ação e reflexão relacionado à bacia amazônica comum ao Brasil, Peru, Bolívia, Equador, Colômbia, Venezuela, República Cooperativa da Guiana, Suriname e Guiana (francesa). Seu foco central é se opor aos modelos de “desenvolvimento” predatórios aplicados na Pan Amazônia buscando justiça social e igualdade pela democracia participativa.

Por sua vez, o Tribunal foi criado em 2014, em Quito, mais ou menos com as mesmas intenções e uma adicional: denunciar as ameaças e violações das leis ambientais, dos direitos humanos e dos direitos da natureza na Amazônia nos níveis local, regional e internacional. São histórias paralelas desde 2014 e a partir de agora serão reforçadas por essa declaração que na parte relativa ao Brasil é motivada pelo projeto de exploração petrolífera na foz do Rio Amazonas. Afirmar que a região possui “todos os direitos” e faz parte de uma “zona de exclusão total” é uma espécie de declaração de guerra. A coisa, portanto, não vai parar aí.

Os 112 anos

Em meio da campanha eleitoral 2026, Porto Velho abriu as comemorações alusivas aos seus 112 anos de criação do município. Nascido com influência americana, nos primeiros anos, Porto Velho comemorava o dia da independência dos Estados Unidos e mantinha jornais em inglês nos idos da construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré ligando a capital rondoniense a Guajará Mirim na fronteira com a Bolívia, onde atualmente está em construção a ponte binacional, que é uma dívida brasileira com o governo boliviano que data mais de um século. Na era do prefeito Leo Moraes, a cidade padece coma falta de recursos e o estado fraqueja no equilíbrio das suas contas.

As disparidades

Confusos com as disparidades apresentadas pelas pesquisas eleitorais em Rondônia os quase 1.200.000 eleitores do estado vão às urnas neste domingo escolher seu governador, vice, dois senadores, oito deputados federais e 24 deputados estaduais. Nunca as sondagens eleitorais apresentaram tantas diferenças numa reta final e por isto os resultados estão criando verdadeiras incógnitas. Alguns donos de institutos deveriam ser punidos por resultados tão diferentes, já que muitos estão mentindo descaradamente para a opinião pública, mas nada diferente do que ocorreu em pleitos anteriores em nossa aldeia.

Uma tradição

O estado de Rondônia tem tradição em eleger governadores que foram prefeitos eficientes em suas municipalidades. Foram os casos de Valdir Raupp e Ivo Cassol, com grandes gestões no município de Rolim de Moura, José Bianco com uma administração de excelência em Ji-Paraná e Confúcio Moura com dois mandatos de grande aprovação em Ariquemes. Lembrando que tanto Cassol e Confúcio foram também releitos. Outros prefeitos com grande apelo popular não conseguiram chegar ao antigo Palácio Presidente Vargas, casos de Chiquilito Erse (Porto Velho), Melki Donadon (Vilhena) que chegaram a liderar as pesquisas na época. Também não criou asas o então prefeito de Ariquemes, Ernandes Amorim que também foi senador.

Em Porto Velho

Se a tradição no estado é eleger prefeitos que foram bons de serviços, em Porto Velho se vê a hegemonia de ex-deputados federais no Palácio Tancredo Neves e no atual Prédio do Relógio. O primeiro prefeito eleito pelo voto direto na era estado foi o deputado federal Jeronimo Santana. Também foram eleitos prefeitos os deputados federais Francisco Chiquilito Erse, José Guedes, Carlinhos Camurça e Mauro Nazif e mais recentemente Leo Moraes. Apenas Roberto Sobrinho e Hildon Chaves não foram deputados federais antes de se elegerem prefeitos da capital rondoniense.

Boas expectativas

Existem boas expectativas em torno da eleição daqueles que foram candidatos à prefeitura de Porto Velho em 2024 que não lograram a eleição, mas fizeram seus nomes para pleitos futuros. São os casos de Célio Lopes que disputou aquele pleito pelo PDT e a juíza Euma Tourinho que trocou o MDB pelo Podemos. Mas vão enfrentar paradas duríssimas, já que além dos atuais deputados federais da capital que buscam a reeleição, casos de Mauricio Carvalho, do coronel Chrisostomo e Cristiane Lopes. E ainda temos os novos predadores pela frente com boa cotação, e cito os exemplos do pastor Valadares, Ricardo Frota, e Sofia Andrade, e ainda do ex-deputado federal Mauro Nazif.

Via Direta

* Como combater o êxodo populacional rondoniense é mais um dos desafios dos candidatos ao governo do estado. Algumas regiões estão sendo muito afetadas com perdas no rateio do Fundo de Participação dos Municípios-FPM * Antigas lideranças do MDB estão entrando na campanha do seu candidato a governador Pedro Abib. O ex-senador Amir Lando e o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Porto Velho Tomás Correia já se pronunciaram *** Em alguns órgãos públicos estaduais existem comissionados divididos entre pedir apoio ao candidato Adailton Fúria e Hildon Chaves. Vamos ver no frigir dos ovos quem é o candidato verdadeiramente chapa banca nesta temporada.

Com informações de: Carlos Sperança

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AUTOR: CARLOS SPERANÇA





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