Censipam aponta que partículas observadas na capital são resultado de incêndios próximos e do transporte de fumaça proveniente do Amazonas e de Mato Grosso
Porto Velho, RO – A combinação entre a redução das chuvas, a vegetação mais seca e o avanço do período de queimadas começa a alterar as condições atmosféricas em Porto Velho. O monitoramento realizado pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) indica que a fumaça percebida sobre a capital não é provocada apenas por ocorrências registradas nas proximidades do município.
Parte do material presente na atmosfera também está sendo transportada de outras áreas da Amazônia. De acordo com o meteorologista do Censipam Reinaldo Reis, há influência de focos próximos de Porto Velho e contribuição de incêndios localizados no sudeste do Amazonas e no noroeste de Mato Grosso.
“Temos eventos próximos de Porto Velho e também uma contribuição que vem do sudeste do Amazonas e do noroeste de Mato Grosso”, afirmou.
A origem dos incêndios também determina a altitude em que a fumaça se concentra ao chegar à capital. Conforme explicou o meteorologista, ocorrências mais próximas favorecem o acúmulo de poluentes nas camadas inferiores da atmosfera, justamente onde a população respira.
Já a fumaça que percorre distâncias maiores pode alcançar Porto Velho em níveis intermediários da atmosfera, permanecendo em uma camada mais elevada. Dessa forma, nem sempre a presença de um horizonte esbranquiçado significa que o incêndio responsável esteja nas proximidades da cidade.
O período exige maior acompanhamento devido à diminuição da umidade da vegetação. Com menos chuvas, aumentam as condições para o surgimento e a propagação do fogo. O Censipam acompanha a situação utilizando imagens de satélite, registros de focos de calor e outras informações disponibilizadas no Painel do Fogo.

Apesar do avanço da estação mais seca, a avaliação atual não aponta, até o momento, para uma repetição do cenário registrado em 2024, quando Rondônia enfrentou um período considerado severo de queimadas e concentração de fumaça.
“Não estamos esperando um cenário tão grave quanto o de 2024”, declarou Reinaldo Reis.
No âmbito municipal, ações de prevenção, fiscalização, educação ambiental e enfrentamento às queimadas são mantidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema).
O prefeito Léo Moraes afirmou que a prevenção precisa contar também com a participação da população. Segundo ele, além das medidas adotadas pelo município, evitar o uso do fogo e comunicar rapidamente eventuais ocorrências são formas de reduzir riscos e proteger os moradores.
“É um período em que todos precisam estar atentos”, afirmou o prefeito.
A recomendação é que qualquer ocorrência de queimada ou incêndio seja comunicada imediatamente ao Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. A prevenção dos focos, além de reduzir os danos provocados pelo fogo, contribui para impedir que a fumaça seja transportada por longas distâncias e afete a qualidade do ar em diferentes áreas da cidade.
Com informações de: Prefeitura de Porto Velho
AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)
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