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A três dias da eleição, a mentira quer votar por você

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Coluna alerta para deepfakes, acusações de última hora e compartilhamentos sem checagem, cobrando responsabilidade de campanhas, imprensa e eleitores na reta final

Por Cícero Moura - sexta-feira, 02/10/2026 - 10h48

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QUASE LÁ

A três dias da eleição, o eleitor precisa redobrar a atenção com aquilo que recebe no celular.

ALERTA

Uma denúncia explosiva, um áudio comprometedor ou um vídeo aparentemente incontestável podem chegar acompanhados de uma ordem: “Compartilhe antes que apaguem”.

ALERTA 2

É justamente nessa pressa que a mentira procura se transformar em verdade. O perigo da reta final está no tempo curto para esclarecer uma falsidade.

VIRAL

Uma acusação pode circular por centenas de grupos enquanto a pessoa atingida ainda tenta descobrir de onde partiu o ataque.

ESTRAGO FEITO

Quando a explicação chega, parte do público já julgou, condenou e encaminhou a mensagem.

CLONES

Com os deepfakes, essa ameaça ganha outra dimensão. A inteligência artificial permite fabricar imagens e vozes para fazer alguém parecer dizer ou fazer aquilo que jamais disse ou fez.

CLONES 2

A falsificação busca usar o rosto e a voz da própria vítima como instrumentos para enganar o eleitor.

DETERMINAÇÃO

Diante disso, a Justiça Eleitoral estabeleceu restrições específicas. Para 2026, o TSE determinou a proibição, nas 72 horas anteriores e nas 24 horas posteriores ao pleito, da circulação de novos conteúdos sintéticos que alterem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou pessoas públicas, mesmo quando identificados como produzidos por inteligência artificial.

OBJETIVO

A regra procura impedir surpresas fabricadas justamente no período mais sensível da decisão eleitoral.

OBSERVAÇÃO

Mas nenhuma regra consegue substituir inteiramente a responsabilidade de quem aperta o botão de compartilhar.

RISCO

O eleitor que encaminha uma acusação sem verificar sua origem pode ajudar a executar uma operação que desconhece.

CORRENTE

A mensagem chega enviada por um amigo, um parente ou alguém respeitado. Essa confiança, porém, não comprova o conteúdo. Quem encaminhou também pode ter sido enganado.

PERFIL

Em Rondônia, como em qualquer estado, a disputa deve ser decidida pelo exame das propostas, pela trajetória dos candidatos e pela avaliação de suas condições para governar ou representar a população.

PERIGO

Uma montagem espalhada às vésperas da votação pode desviar a discussão e influenciar escolhas sem oferecer ao eleitor uma base verdadeira.

AMBOS OS LADOS

Isso exige responsabilidade das campanhas. Não basta condenar a desinformação quando ela prejudica o próprio candidato e fazer silêncio quando atinge o adversário.

CONIVÊNCIA

A defesa da verdade perde credibilidade quando obedece à conveniência eleitoral. Quem distribui uma falsidade porque ela beneficia seu lado participa do mesmo rebaixamento que diz combater.

FALÁCIA

Também é preciso evitar o movimento inverso: chamar de fake news toda notícia incômoda.

CHECAGEM

Denúncias documentadas, contradições públicas e questionamentos legítimos fazem parte da fiscalização democrática.

CHECAGEM 2

Uma informação não se torna falsa porque desagrada a um candidato. Sua consistência depende de provas, contexto e apuração.

RESPONSABILIDADE

O jornalismo tem uma responsabilidade especial nesses últimos dias. Publicar primeiro não pode valer mais do que publicar corretamente.

RESPONSABILIDADE 2

Uma acusação grave exige checagem, identificação da origem e oportunidade de resposta. Transformar material duvidoso em manchete pode dar à manipulação a credibilidade que seus autores procuravam.

FONTE

Ao eleitor, cabe interromper a corrente antes de alimentá-la. Quem publicou originalmente? Há uma fonte identificada? O vídeo está completo? A gravação tem data e contexto? Algum veículo confiável verificou o material? Um conteúdo aparentemente convincente também pode ser falso.

PRUDÊNCIA

Não se trata de ignorar denúncias de última hora. Trata-se de exigir evidências antes de permitir que elas determinem o voto. Quanto mais grave a acusação, maior deve ser o cuidado.

4 ANOS

A eleição passa. As consequências da escolha permanecem por anos. Entregar essa decisão à indignação provocada por uma falsificação é permitir que alguém escondido atrás de uma tela interfira no futuro de todos.

FRASE

Antes de compartilhar uma “bomba”, confirme se ela contém uma verdade. A mentira também pede seu voto — e prefere que você não perceba.

Com informações de: Cícero Moura

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AUTOR: CÍCERO MOURA





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