Coluna aborda o cancelamento do debate presidencial, a reação de Bruno Scheid ao áudio atribuído a ele, casos de desinformação eleitoral, projeções para a Câmara Federal e disputas políticas em Guajará-Mirim
Globo cancela debate, Lula muda o jogo e Bruno Scheid reage a áudio atribuído a ele
CARO LEITOR, a menos de uma hora do início do debate presidencial previsto para quinta-feira (1º), a TV Globo anunciou o cancelamento do confronto. Às 20h40, a emissora atribuiu a decisão a sucessivas determinações judiciais que, segundo ela, geraram insegurança jurídica e interferência indevida na liberdade de imprensa. O debate ocorreria às 21h30, após o Jornal Nacional, ocupando excepcionalmente o horário nobre da novela. A primeira decisão partiu da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pedido da campanha de Lula (PT-SP), restringindo a exibição do púlpito vazio do candidato. A Globo afirmou que a medida também afetava o púlpito identificado com seu nome e as perguntas destinadas a ele. Depois, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a participação de Renan Santos (Missão-SP), em ação movida pelo partido Solidariedade – 77. Já Romeu Zema (Novo-MG) teve presença assegurada por decisão do presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, na terça-feira (29). No embate entre Justiça e imprensa, o eleitor acabou privado de um confronto decisivo para conhecer propostas, cobrar explicações e comparar os presidenciáveis.
Cancelamento
Após o cancelamento do debate, Romeu Zema (Novo-MG), Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Augusto Cury (Avante-SP), que já estavam nos estúdios da Globo, concederam entrevista coletiva e lamentaram a decisão, cada qual apresentando sua avaliação sobre o episódio.
Anunciou
Diante das decisões judiciais, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou que não participaria do debate da Rede Globo. Nas redes sociais, justificou a ausência em razão da “censura imposta ao evento pelo TSE”, criticando as restrições ao confronto.
Desandou
A Globo montou o tabuleiro do debate, mas a estratégia desandou. Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), críticos de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Lula (PT-SP), ficaram fora da configuração inicial, enquanto Caiado (PSD-GO), Cury (Avante-SP) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foram convidados.
Esvaziou
A emissora preparou o ringue, mas Lula (PT-SP) preferiu outro palco: o Flow Podcast. Ao rejeitar o confronto, o presidente esvaziou a expectativa do debate e deslocou a atenção para o podcast fora da programação da Globo.
Prejuízo
No fim, a Rede Globo ficou com estúdio pronto, prejuízo aos patrocinadores e a audiência mudou de endereço. Se houve cálculo estratégico de Lula (PT-SP), o episódio mostrou que, na reta final, até o tabuleiro da televisão pode virar de cabeça para baixo.
Defesa
A campanha do candidato a senador Bruno Bolsonaro Scheid (PL) acionou a Justiça Eleitoral contra veículos que divulgaram áudio atribuído ao candidato com falas racistas. A defesa sustenta que o material foi manipulado por inteligência artificial.
Representação
A assessoria jurídica apresentou testes automatizados como indícios de falsificação da voz do candidato a senador Bruno Bolsonaro Scheid (PL), ressalvando que não substituem perícia definitiva. A representação pede a preservação dos arquivos, a identificação da origem do áudio e a responsabilização dos envolvidos na divulgação.
Provas
A campanha também solicitou a retirada das publicações e o envio do caso ao Ministério Público Eleitoral. A Justiça determinou a apresentação de provas e a preservação dos registros, mas ainda não concluiu se a gravação é autêntica ou artificial.
Reforçou
O candidato ao Senado Bruno Bolsonaro Scheid (PL) afirmou que o áudio atribuído a ele, supostamente criado por inteligência artificial, é criminoso. Reforçou ser contra o racismo e negou qualquer prática racista.
Consequências
Bruno Bolsonaro Scheid (PL) declarou que irá até as últimas consequências para identificar os responsáveis pela criação e divulgação do material. Segundo ele, a Justiça já tomou uma decisão importante, e a origem do conteúdo deverá ser esclarecida.
Solidariedade
O candidato ao Senado Bruno Bolsonaro Scheid (PL) também manifestou solidariedade à candidata a senadora Silvia Cristina (PP), cuja honra, segundo ele, foi atingida pelo episódio. Bruno classificou o caso como um ataque à sua reputação e à da parlamentar, repudiando o uso desse tipo de material criminoso na disputa eleitoral.
Fake
Hoje não é dia de #TBT, mas a história merece ser lembrada. Em 1998, Melqui Donadon (PSC) despontava como favorito ao Governo de Rondônia, até ser atingido por uma fake news publicada em um jornal apócrifo e distribuídos nos principais colégios eleitorais na reta final da campanha eleitoral.
Montagens
O material trazia montagens de cunho pornográfico, produzidas com recursos como Photoshop e CorelDraw, para comprometer a imagem de Melqui Donadon (PSC). Naquela época, sem redes sociais, a mentira já mostrava força para interferir no debate e abalar uma candidatura.
Reviravolta
O resultado foi uma reviravolta nas urnas: Melqui Donadon (PSC), que liderava a disputa, terminou em terceiro lugar, atrás de Valdir Raupp (MDB), que buscava a reeleição, e José de Abreu Bianco (PFL) que venceu o pleito no segundo turno. Uma lembrança de que a desinformação não nasceu na internet, apenas ganhou força.
Projetando
A coluna segue projetando quem pode conquistar ou renovar mandato na Câmara dos Deputados, considerando FEFC, atuação parlamentar, emendas, campo ideológico, grupo político, base de apoio, recall eleitoral e pesquisas já divulgadas neste pleito atual.
PL
A nominata do PL para deputado federal tem Lúcio Mosquini e Sofia Andrade como nomes cotados para conquistar vagas. Já o deputado Coronel Chrisóstomo, que busca a reeleição pela segunda vez, corre o risco de ficar fora da Câmara dos Deputados.
Oportunidade
Adriano Bombeiro substituiu tarde Ezequiel Neiva na nominata de federal do PL. Com pouco tempo para estruturar a campanha, perdeu a oportunidade de ampliar sua presença no Cone Sul e conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Suplentes
Na nominata do PL para deputado federal, Dr. Marcelo Lessa, Gil do Divino Cardoso, Luiza França, Márcio Freitas e Sargento Mouza disputam espaço nas urnas. A briga é por uma cadeira na Câmara ou, na falta dela, uma posição entre os suplentes.
PSD
Na nominata do PSD, Joliane Fúria e o pastor Evanildo aparecem entre os cotados para conquistar cadeiras na Câmara dos Deputados. Nos bastidores, há apostas de que Joliane será a mais votada da legenda, impulsionada também pela candidatura do marido, Adailton Fúria (PSD), ao Governo.
Capacidade
O governador Coronel Marcos Rocha, a primeira-dama Luana Rocha e seu grupo político apostam em Jaqueline Cassol (PSD) para deputada federal. Porém, a capacidade de transferir votos será testada nas urnas. A força da máquina política, por si só, não garante eleição.
Risco
O ex-deputado federal Luiz Cláudio da Agricultura integra a nominata do PSD e conta com o apoio de Ivo Cassol (sem partido). A capacidade de transferência de votos do ex-governador será colocada à prova. Sem consolidar base própria, Luiz Cláudio corre risco de terminar como suplente.
Exige
Na nominata do PSD, Daniel Pitbull, Fernando Vilas, Júnior Lopes e Rosária Helena disputam espaço na corrida à Câmara dos Deputados. Sob o comando do governador Coronel Marcos Rocha (PSD), os candidatos brigam por vagas e posições de suplência, em uma disputa que exige votos e estrutura.
Desafio
No campo da direita, Novo e Democracia Cristã (DC) lançaram nove candidatos a deputado federal, mas enfrentam o desafio de alcançar a cláusula de desempenho. Já o Missão entrou na disputa com apenas três nomes, uma nominata considerada eleitoralmente frágil.
Esquerda
No campo da esquerda, o PV, federado com o PT, lançou dois candidatos a deputado federal. O PSOL apresentou oito nomes, enquanto o PSB também disputa espaço eleitoral. As três legendas enfrentam o desafio de ampliar a votação e cumprir suas metas partidárias.
Avante
No campo progressista, o Avante lançou nove candidatos a deputado federal, com destaque para Jair Montes Júnior, filho do ex-deputado estadual Jair Montes. A legenda precisa ampliar sua votação para cumprir a cláusula de desempenho e atender às expectativas do Diretório Nacional.
PRD/Solidariedade
A federação PRD/Solidariedade lançou nove candidatos: seis do PRD e três do Solidariedade. Entre os nomes em destaque estão Welison Nunes, Ada Dantas, Angelo Lebrinho, Lucas Donadon, Coronel Jefferson, Marcia Oliveira e Juscélia Dallapicola.
Sobras
A federação PRD/Solidariedade aposta na votação dos candidatos para tentar conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados. A disputa pode chegar à última rodada das sobras eleitorais, quando as vagas restantes são distribuídas pelo cálculo das maiores médias, conforme as regras eleitorais vigentes.
PDT
O PDT lançou nove candidatos a deputado federal. Entre os nomes que merecem atenção estão Airton Gurgacz, o ex-candidato a prefeito Ricardo Frota e a vereadora Cordélia Santana, de Guajará-Mirim. A legenda busca ampliar sua votação e cumprir a cláusula de desempenho.
Rainha
A trajetória de Cordélia Santana (PDT) chama atenção. Antes de ingressar na política, vendia tapioca na feira de Guajará-Mirim, onde ficou conhecida como “Rainha da Tapioca”. Depois, formou-se em Fisioterapia e foi aprovada em concurso público para a prefeitura municipal.
Conquistou
Cordélia Santana (PDT) entrou na política e conquistou uma cadeira na Câmara Municipal de Guajará-Mirim nas eleições de 2024. Vereadora combativa, enfrentou tentativas de cassação do mandato e conseguiu permanecer no cargo, mantendo sua atuação fiscalizadora sobre o Executivo municipal.
Apuração
Na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, Cordélia Santana poderá ampliar sua votação na Pérola do Mamoré e fortalecer sua posição dentro do PDT. Sua presença eleitoral no município será um dos pontos a observar na apuração das urnas.
Possibilidade
Outro nome que poderá surpreender em Guajará-Mirim é o da ex-prefeita Raissa Bento (PSD). Sua candidatura à Assembleia Legislativa representa uma possibilidade de manter a região com representação parlamentar, pois ela precisa de cerca de oito mil votos, enquanto sua principal adversária, a deputada estadual Taíssa Sousa (PL), precisa alcançar quinze mil votos no PL.
Sério
Falando sério, o presidente Lula (PT-SP) já havia confirmado, na quarta-feira (30), que não participaria do debate da Rede Globo. O presidente optou por conceder entrevista ao Flow Podcast, onde classificou como “infrutífero” o modelo com vários candidatos: “Quando você tem cinco candidatos, fala um minuto, espera 10 minutos”. Disse preferir o confronto direto do segundo turno. Vamos esperar para ver!
Com informações de: Herbert Lins

[Saiba como o Informa Rondônia seleciona seus colunistas e especialistas convidados]
AUTOR: HERBERT LINS





COMENTÁRIOS:





