Marta Helena fez do artesanato sua única fonte de renda, criou e formou quatro filhos e atualmente mantém parceria com mais de 20 profissionais na capital de Rondônia.
Porto Velho, RO – O artesanato garantiu o sustento da família de Marta Helena durante quase duas décadas em Porto Velho. Com a renda obtida a partir da produção e comercialização das peças, ela criou e formou os quatro filhos, consolidou a atividade como profissão e ampliou sua atuação por meio de parcerias com outros trabalhadores do setor.
Atualmente, mais de 20 artesãos integram a rede de colaboração mantida por Marta. A estratégia permite ampliar a variedade de produtos disponíveis e dividir etapas que envolvem produção, atendimento ao público e vendas.
Segundo ela, concentrar todas essas atividades em uma única pessoa torna o trabalho mais difícil. Marta afirma que a parceria é fundamental para oferecer mais produtos, melhorar o atendimento e também contribuir para a valorização das peças produzidas por cada artesão.
A relação de Marta com o trabalho manual começou ainda na adolescência. Foi nesse período que ela identificou no artesanato uma possibilidade profissional e passou a transformar criatividade e habilidade manual em fonte de renda.
A mudança para Porto Velho ocorreu em junho de 2008. Marta já tinha o desejo de conhecer e morar na região Norte e, após chegar à capital rondoniense, decidiu permanecer na cidade e construir ali sua trajetória pessoal e profissional.
Desde então, o artesanato permaneceu como sua única fonte de renda. Marta relata que conseguiu sustentar, criar e garantir a formação dos quatro filhos com o trabalho. Para ela, atuar em uma atividade de que gosta exige dedicação constante.
“Trabalhar com o que a gente gosta é apaixonante”, afirmou.
Além da geração de renda, a atividade desenvolvida por Marta reúne técnicas, conhecimentos e referências culturais presentes no trabalho artesanal. Ao longo dos anos, a produção passou a representar também uma forma de preservar práticas e saberes ligados ao setor.
O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, afirmou que trajetórias como a de Marta demonstram a necessidade de reconhecimento dos profissionais envolvidos na produção cultural da cidade. Segundo ele, o artesanato contribui para preservar a história e a identidade local, além de gerar oportunidades para artistas e artesãos.
“Valorizar o artesanato é valorizar as pessoas”, declarou o prefeito ao destacar o trabalho realizado pelos profissionais da área.
A presidente da Fundação Cultural de Porto Velho (Funcultural), Débora Figueiredo, também relacionou o artesanato à preservação cultural. Ela afirmou que a cultura não está restrita aos grandes eventos e também se manifesta nos conhecimentos transmitidos entre gerações e no trabalho de pessoas que utilizam a arte como meio de vida.
De acordo com Débora, a atuação da Fundação busca fortalecer essas iniciativas, ampliar o reconhecimento de artistas e artesãos e criar condições para que mais profissionais consigam apresentar suas produções ao público.
A trajetória construída desde 2008 acompanha a relação de Marta com Porto Velho. Ao escolher a capital para viver, ela manteve no artesanato a base financeira da família e, posteriormente, passou a atuar de forma integrada com outros profissionais.
Depois de 18 anos na cidade, a atividade que começou ainda na adolescência continua sendo sua profissão e fonte de renda, além de conectar sua produção ao trabalho desenvolvido por dezenas de outros artesãos na capital.
Com informações de: Prefeitura de Porto Velho
AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)
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