Candidato ao Senado relaciona apostas ao agravamento das dívidas e afirma que pretende defender medidas de proteção às famílias no Congresso
Porto Velho, RO – O candidato ao Senado Acir Gurgacz (PDT) afirmou que pretende defender medidas mais duras contra as casas de apostas caso seja eleito. Ao abordar o tema, ele relacionou o avanço das bets ao endividamento das famílias e aos problemas provocados pela dependência em jogos.
“Quando eu chegar ao Senado, se Deus quiser, eu vou fazer um barulho daqueles contra essas bets”, declarou.
Acir classificou as plataformas de apostas como prejudiciais às famílias e afirmou que a dependência pode provocar consequências financeiras, sociais e de saúde.
“As casas de apostas são uma praga, que endividam as pessoas e não dão retorno nenhum para a sociedade”, disse.
Para o candidato, os efeitos não ficam restritos ao dinheiro utilizado nas apostas. “Isso é que nem droga, vicia e acaba com a vida de muita gente”, afirmou.
Ao tratar da situação financeira dos rondonienses, Acir citou dados que atribuiu ao Serasa e afirmou que quase 700 mil pessoas estão endividadas no estado. Ele classificou o número como alarmante e relacionou o cenário ao custo das despesas básicas e às taxas de juros cobradas no crédito.
“Água, luz, gás, transporte, só isso já consome boa parte da renda das pessoas. E quando a pessoa precisa de crédito, a taxa de juros é altíssima e vira um impedimento”, declarou.
O candidato também associou a dependência em apostas a impactos sobre a saúde pública e às relações familiares. Segundo ele, há pessoas que necessitam de atendimento em razão do vício em jogos, situação que, em sua avaliação, aumenta a pressão sobre o Sistema Único de Saúde.
“Elas são um problema nacional muito sério, com milhares de pessoas internadas por vício em apostas que sufocam ainda mais o SUS e despedaçam as famílias por dentro”, afirmou.
Acir disse que o enfrentamento ao endividamento deverá incluir políticas voltadas à proteção dos consumidores e das famílias, além de medidas relacionadas às apostas.
“Temos que ter projetos que protejam as pessoas, as famílias dos seus endividamentos”, concluiu.
AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)
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