Informa Rondônia
FALANDO SÉRIO

Neidinha ganha parecer favorável; Zé Paroca cobra segurança após onda de crimes; e Hildon “mira” eleitor silencioso

Neidinha ganha parecer favorável; Zé Paroca cobra segurança após onda de crimes; e Hildon “mira” eleitor silencioso
Pronto
0%Atalhos: Espaço (play/pausa), S (parar), ←/→ (volta/avança)
🛠️ Acessibilidade:

Por Herbert Lins - terça-feira, 25/08/2026 - 16h21

Informa Rondônia Compartilhe esta reportagem
0 ações
Link copiado.

Prof. Me. Herbert Lins – MTE 1143

Candidatos evitam gastar cedo, seguram estruturas e apostam no tempo enquanto a campanha ganha as ruas

CARO LEITOR, tem dinheiro, candidato, equipe e estrutura, mas a campanha de 2026 parece funcionar sob o signo da contenção. Quem acompanha os bastidores percebe o freio: equipes fechadas na última hora, material individual represado e ruas ainda sem a força esperada. Em 2022, muitos projetos chegaram à largada com meses de preparação. Agora, prevalecem cautela, receio da fiscalização, dúvidas jurídicas e a espera para saber quem terá fôlego político e financeiro até outubro. O problema é que a prudência também pode custar caro. Imagem não se constrói quando começa oficialmente a campanha; ela é resultado de presença, repetição, identidade e relacionamento acumulados. Se todos esperarem o mesmo momento para acelerar, o eleitor será bombardeado por vídeos, impulsionamentos, trends e discursos de candidatos que, justamente por entrarem juntos, parecerão iguais. Até na disputa presidencial há sinais dessa insegurança, com mudanças de marqueteiros e equipes já na largada, quando a campanha eleitoral oficialmente começou. Comunicação política não pode ser tratada como pronto-socorro eleitoral. Deu problema, chama o marketing; caiu na pesquisa, troca a equipe; não viralizou, inventa uma trend. Campanha eficiente é outra coisa: amplifica uma identidade já construída, organiza a mensagem, fixa o número e mobiliza quem pode transformar simpatia em voto.

Tímida

Há dinheiro, candidatos e equipes, mas o freio está acionado. O receio de gastar cedo, a fiscalização e as incertezas jurídicas empurram muitos projetos para uma campanha tímida. O problema é que cautela excessiva também pode produzir atraso imediato.

Repetição

Imagem política não nasce na largada. Ela exige repetição, presença e identidade antes de o eleitor ser disputado por centenas de vídeos e anúncios. Se todos acelerarem ao mesmo tempo, a diferença desaparece. Quem constrói cedo chega com vantagem sim.

Identidade

Marketing não é ambulância para campanha em crise. Trocar equipe após pesquisa ruim ou criar trend porque faltou estratégia é agir tarde. Comunicação política deve organizar identidade, mensagem e mobilização. Quem começou antes larga na frente agora.

Lição

A lição de 2026 é direta: quem deixa para entrar no mercado político em agosto já chega atrasado. Marketing político não é luxo nem maquiagem. É estratégia e a urna costuma cobrar caro de quem descobre isso tarde demais.

FEFC

Para quem não sabe ainda, o FEFC, Fundo Especial de Financiamento de Campanha, é dinheiro público destinado aos partidos para financiar campanhas eleitorais. Os recursos são distribuídos conforme regras legais e usados em despesas eleitorais, com prestação de contas à Justiça Eleitoral.

Atrasou

A distribuição do FEFC atrasou em todo o país por causa da ação do PT, por conta da petição civil 0600978-11.2026.6.00.0000, que pediu a retificação do cálculo de distribuição dos recursos do fundo para as Eleições de 2026.

Desistência

Por unanimidade, o TSE validou na semana passada, o pedido de desistência apresentado pelo PT na ação que discutia o cálculo de distribuição do FEFC. A decisão ocorreu durante sessão de julgamentos e encerrou a disputa judicial.

Acolheu

Seguindo o relator, ministro Kássio Nunes Marques, o Plenário do TSE acolheu a desistência do PT e extinguiu o processo sem julgamento do mérito. Com isso, R$ 2,3 bilhões do Fundo Eleitoral, antes retidos, serão distribuídos ainda essa semana.

Milhões

Com a decisão, o cálculo do FEFC considera a bancada de 68 deputados do PT eleitos em 2022, conforme dados divulgados pelo TSE em junho. O PL ficará com R$ 881,7 milhões; o PT, R$ 615,4 milhões; e o União, R$ 526,2 milhões.

Prejuízo

O atraso segurou recursos importantes para as campanhas, inclusive em Rondônia. Agora, o dinheiro deve começar a circular nesta semana. Quem planejou conseguiu largar na frente; quem esperou pelo FEFC ainda corre atrás do prejuízo e tenta tirar a campanha do lugar.

Rasteira

Depois da rasteira do PT nacional, em conluio com o PT de Rondônia, os candidatos do PSB ao governo, Samuel Costa, e ao Senado, Neidinha Suruí, seguem com candidaturas sob judice. A disputa agora também é judicial em Rondônia e ganha contornos políticos.

Parecer

O Ministério Público Eleitoral (MPE) defendeu a preservação da candidatura de Neidinha Suruí ao Senado pelo PSB. Em parecer nesta segunda-feira (24), no RCand nº 0600671-45.2026.6.22.0000. Além disso, pediu afastamento dos efeitos da intervenção nacional.

Regularidade

O processo trata do DRAP apresentado pelo diretório estadual do PSB. A documentação registrou Neidinha Suruí ao Senado, com Júlio Olivar Benedito e Maria Berenice Alves como suplentes. A unidade técnica do TRE apontou regularidade do pedido.

Intervenção

A situação mudou após a intervenção nacional. Em 13 de agosto, a Presidência Nacional do PSB sob o comando de João Campos (PSB), editou a Resolução CEN nº 003/2026, dissolvendo a Comissão Provisória Estadual presidida pelo professor Vinicius Miguel, criando nova direção e anulando decisões da convenção estadual realizada em 20 de julho.

Substituir

Em 15 de agosto, a nova comissão estadual, presidida por José Evaldo Costa – sendo ele de Pernambuco, decidiu substituir a chapa ao Senado. Rosângela Cipriano foi indicada candidata, com Clarinda Nienke Ponciano na primeira suplência pelo partido, em nova composição.

Contestaram

Neidinha Suruí e Vinícius Miguel contestaram a mudança e a violência política imposta por João Campos (PSB). Alegaram que a resolução nacional foi editada sem contraditório e ampla defesa prévios. O parecer registra que a direção atingida só recebeu a decisão em 16 de agosto, após a troca, já consumada.

Mobilização

Falando em contestaram, a bolha bolsonarista reage ao apoio do prefeito Léo Moraes (Podemos) à candidatura de Silvia Cristina (PP) ao Senado. O movimento é para manter forte a mobilização em torno de Bruno Bolsonaro Scheid (PL) e direcionar o segundo voto para Mariana Carvalho (Republicanos).

Enxergaram

Os bolsonaristas também lembraram que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu votos para Mariana Carvalho na eleição para a Prefeitura de Porto Velho. Na ocasião, Mariana tinha como candidato a vice o pastor Val, do PL. Ainda assim, o eleitorado bolsonarista acabou elegendo Léo Moraes nos dois turnos.

Declarou

Mariana Carvalho (Republicanos) declarou voto em Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a Presidência. Além disso, a direita enxerga a proximidade entre Mariana e Flávio, uma relação política e de amizade que Fernando Máximo (PL), candidato ao Senado, não teria. A tendência é à direita reforçar a dobradinha Mariana e Bruno.

Preparado

Falando em voto, Bruno Bolsonaro Scheid (PL) concedeu entrevista ontem (25) à TV Norte, no SBT. A cada aparição, demonstra preparo e domínio do discurso. Para o eleitor de direita, a comparação com Jaime Bagattoli (PL) reacende uma cobrança: o preço de eleger alguém despreparado para o Congresso Nacional.

Memórias

Bruno Bolsonaro Scheid (PL) visitou ontem (24) o bairro Caladinho, na zona Sul de Porto Velho. Caminhou pelas ruas, passou pelo comitê e conversou com moradores, revisitando lugares que fizeram parte de sua infância e adolescência. A estratégia aproxima o candidato de suas raízes.

Entrevista

Vale a pena conferir a entrevista da candidata ao Senado Luciana Oliveira (PT) ao programa RD Entrevista, com Vinicius Canova. Ela fala sobre o estranhamento com Expedito Netto como candidato do PT ao governo e faz críticas à atuação da bancada federal de Rondônia.

Boatos

Adversários espalharam o boato de que o candidato a governador Hildon Chaves (União) estaria sem marqueteiro. Conversa fiada. Tonico Bandeira Botelho nunca esteve tão presente na campanha. O trabalho de comunicação segue ativo nos bastidores e na estratégia eleitoral.

Silencioso

Hildon Chaves aposta no eleitor indeciso e silencioso, aquele que ainda não revela sua preferência. Esse comportamento desafia as pesquisas e já interferiu em disputas majoritárias, como em 2016, quando o ex-prefeito da capital, Dr. Mauro Nazif (PSB), ficou fora do segundo turno.

Acirrando

O eleitor silencioso também ajudou a tornar competitiva a eleição de 2014 para governador entre o governador Confúcio Moura (MDB) e o ex-senador Expedito Júnior (PSDB). O mesmo comportamento voltou a aparecer em 2022, acirrando a disputa entre Coronel Marcos Rocha (União) e Marcos Rogério (PL).

Adesões

Falando em voto silencioso, crescem as adesões de profissionais da saúde à candidatura do médico Luis Maiorquin (Republicanos) à Assembleia Legislativa. Nos próximos dias, ele deverá receber o apoio do ex-secretário de Saúde e ex-deputado estadual Williames Pimentel, ampliando sua rede de apoios.

Críticas

O ex-governador Daniel Pereira (sem partido) percorre Rondônia criticando o governo Coronel Marcos Rocha (PSD). Diz que nenhum governador avançou tão pouco e que, em saúde, educação, segurança e infraestrutura, o Estado “andou para trás”.

Segurança

O vereador Zé Paroca reuniu-se com comerciantes da Avenida Carlos Gomes para ouvir relatos sobre arrombamentos, roubos e furtos de mercadorias. Os empresários cobram mais segurança pública e ações capazes de proteger lojas, trabalhadores e clientes.

Cobrar

A reunião expôs uma preocupação que cresce entre os comerciantes: sem policiamento e prevenção, o prejuízo aumenta e a sensação de insegurança toma conta da avenida. Zé Paroca pretende levar as demandas ao poder público e cobrar providências.

Sério

Falando sério, e assim termina mais uma edição da Falando Sério entre boatos, pesquisas, articulações, disputas internas e candidatos acelerando as campanhas, a eleição de 2026 começa a mostrar suas verdadeiras faces. No fim, discurso convence, mas é o voto que decide quem sobrevive no jogo do poder.

Rodapé da coluna

[Saiba como o Informa Rondônia seleciona seus colunistas e especialistas convidados]

AUTOR: HERBERT LINS





COMENTÁRIOS: