Diagnóstico precoce pode identificar alterações antes dos sintomas e reduzir risco de complicações da doença
Porto Velho, RO – A rede municipal de saúde de Porto Velho acompanha atualmente 13.980 pessoas diagnosticadas com diabetes nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Entre os pacientes cadastrados, cerca de 3.400 dependem do uso de insulina. Os registros do município mostram ainda maior prevalência da doença entre mulheres com idade entre 40 e 70 anos.
O acompanhamento realizado pela Atenção Básica permite avaliar a evolução da doença, os resultados dos exames e a resposta ao tratamento. Para pacientes que necessitam de insulina, a rede municipal também disponibiliza, de acordo com indicação profissional e cadastro, insulinas e materiais utilizados no controle da glicemia, como glicosímetros, tiras de medição e lancetas.
Mesmo com milhares de pessoas já em acompanhamento, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) alerta que parte dos casos pode permanecer sem diagnóstico. Isso ocorre porque alterações na glicose nem sempre provocam sinais perceptíveis nas fases iniciais, principalmente no diabetes tipo 2.
A chefe do Núcleo de Doenças Crônicas Não Transmissíveis, Soraya Dalboni, explica que a doença pode se desenvolver gradualmente ao longo dos anos e está frequentemente relacionada a fatores associados ao estilo de vida. Por essa razão, a recomendação é procurar atendimento antes do aparecimento de sintomas.
“O diabetes é uma doença silenciosa”, afirmou Soraya. Segundo ela, especialmente nos casos do tipo 2, uma pessoa pode conviver com a condição durante determinado período sem perceber alterações evidentes.
Quando os sintomas começam a aparecer, alguns deles podem ser confundidos com situações comuns da rotina. Cansaço excessivo, sede intensa, ressecamento da boca e dos lábios, aumento da frequência urinária, perda de peso sem causa aparente e dificuldade na cicatrização de feridas estão entre os sinais que merecem atenção.
Além dos sintomas, alguns fatores aumentam a necessidade de acompanhamento. Pessoas com histórico familiar de diabetes, excesso de peso, sedentarismo ou alimentação inadequada devem observar com maior atenção os níveis de glicose e manter consultas periódicas.
As UBSs funcionam como porta de entrada para essa avaliação em Porto Velho. Entre os procedimentos disponíveis estão o teste de glicose, a glicemia laboratorial e a hemoglobina glicada. Este último exame permite avaliar a média dos níveis de glicose no sangue ao longo dos últimos meses.
Soraya orienta que a população não espere o surgimento de sinais para procurar atendimento. Durante consultas e exames de rotina, segundo ela, é possível identificar pessoas ainda na fase de pré-diabetes ou diagnosticar a doença em estágio inicial, possibilitando o início dos cuidados.
A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, também destaca a importância da procura pelas unidades mesmo quando não existem sintomas. Conforme explicou, o diagnóstico antecipado permite que orientações e acompanhamento sejam iniciados antes do desenvolvimento de complicações.
“Quanto mais cedo identificarmos uma alteração, mais cedo podemos agir”, afirmou Sandra. A secretária ressaltou que as equipes da Atenção Básica estão preparadas para receber, avaliar e acompanhar os pacientes.
Depois da confirmação do diagnóstico, o tratamento continua sendo realizado nas unidades de saúde. Além das avaliações médicas e de enfermagem, são fornecidas orientações relacionadas à alimentação, prática de atividades físicas, controle do peso, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas.
O cadastro e a continuidade do acompanhamento também são considerados necessários para verificar se as medidas adotadas estão apresentando resultado. Dependendo de cada caso, o tratamento pode envolver medicamentos, aplicação de insulina e monitoramento frequente da glicemia.
De acordo com Sandra Cardoso, os equipamentos e insumos disponibilizados aos pacientes insulino-dependentes fazem parte desse processo de controle. Os resultados registrados ajudam os profissionais de saúde a avaliar a necessidade de ajustes e orientar mudanças relacionadas à rotina do paciente.
A prevenção e a identificação precoce também foram destacadas pelo prefeito Léo Moraes. Segundo ele, ampliar a utilização das unidades dentro dos bairros pode evitar que doenças que avançam sem sinais claros sejam descobertas somente depois do aparecimento de complicações.
“A saúde também se faz antes da doença se agravar”, declarou o prefeito. Léo Moraes afirmou que a orientação é para que a população utilize as UBSs não apenas diante de problemas já instalados, mas também para exames preventivos e acompanhamento periódico.
A Semusa reforça que pessoas sem sintomas também podem procurar a unidade de referência para conversar com a equipe e verificar a necessidade de exames. A realização de consultas de rotina pode revelar alterações na glicemia ainda nas fases iniciais, permitindo que medidas de controle sejam adotadas antes que o diabetes provoque consequências à saúde.
Com informações de: Prefeitura de Porto Velho
AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)
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