Candidata ao Senado pelo PT apresentou atuação no jornalismo e em causas sociais, falou sobre reconhecimento internacional, defendeu prioridades para saúde, segurança e educação e reforçou chapa com Lula 13, Expedito Netto 13 e Luciana 133
Porto Velho, RO – A candidata ao Senado pelo Partido dos Trabalhadores, Luciana Oliveira, apresentou sua trajetória profissional, atuação em causas sociais, relação com o presidente Lula e prioridades para Rondônia durante sabatina no programa Bora Rondônia, da Rondovisão TV, afiliada da Band TV em Rondônia. A entrevista foi conduzida pelo jornalista Marcelo Reis, que abriu a conversa destacando o trabalho de Luciana no jornalismo, sua militância política, a atuação social e o reconhecimento internacional alcançado pela candidata.
Luciana iniciou a participação lembrando que começou a carreira jornalística no próprio grupo Rondovisão. Ao falar sobre sua qualificação para disputar uma cadeira no Senado, afirmou que a política precisa estar aberta à participação popular.
“A política é para o povo, agora o povo chega. Quem é presidente da República pela terceira vez é um ex-metalúrgico e, não coincidentemente, o presidente que mais construiu universidades nesse país. Então, quando o povo chega, tudo se transforma. Então, eu tenho total condição, estou pronta para representar o povo de Rondônia no Senado Federal”, declarou.
A candidata relatou que trabalhou como apresentadora, chefe de reportagem e em diferentes funções dentro de redações antes de seguir pelo jornalismo independente. Segundo Luciana, essa escolha permitiu concentrar sua atividade profissional em trabalhadores, mulheres, crianças, cultura e populações que buscava retirar da invisibilidade. Ela afirmou desenvolver essa atuação há mais de 15 anos e lembrou que é vice-presidente do bloco Pirarucu do Madeira.
Entre os resultados citados na entrevista, Luciana mencionou uma reportagem utilizada na argumentação jurídica em defesa de pescadores atingidos por barragens e sua participação em ações realizadas durante a pandemia que resultaram em equipamentos de proteção individual para trabalhadores da saúde.
“O meu trabalho eu dou para que essas populações, para que essas pautas invisibilizadas apareçam”, afirmou.
A trajetória também levou Luciana a colaborar com portais nacionais e, mais recentemente, a participar de um intercâmbio de três meses na China, de onde retornou premiada. Marcelo Reis destacou que o reconhecimento ocorreu em uma seleção envolvendo 100 especialistas e ressaltou que ela foi a representante de Rondônia classificada.
A candidatura ao Senado surgiu enquanto Luciana ainda estava na China. Ela contou que havia renunciado à possibilidade de concorrer, mas acordou, em razão da diferença de 12 horas de fuso, durante a convenção partidária em Rondônia e acabou aclamada pela militância.
“Eu dormi tendo renunciado à minha candidatura e acordei no meio da convenção sendo aclamada pela minha militância”, relatou.

Luciana disse que precisou conciliar uma rotina de 12 horas de trabalho, viagens, aulas e atividades práticas na China com a construção da campanha em Rondônia. Segundo ela, amigos e o marido ajudaram a manter a mobilização no estado durante sua ausência.
Marcelo Reis também abordou o desempenho eleitoral da candidata e mencionou levantamentos nos quais ela aparecia com percentuais entre 4% e 5%, chegando a 7% quando considerada a margem de erro. Luciana atribuiu parte da largada à militância e relacionou o cenário ao que classificou como melhora da posição de Lula no eleitorado rondoniense.
“As pessoas estão finalmente reconhecendo, admitindo que tem obras do presidente Lula para todo o Estado”, afirmou.
Ao tratar da presença do governo federal em Rondônia, Luciana citou pontes, viadutos e projetos de infraestrutura. Mencionou a ponte em direção ao Acre, a travessia sobre o Madeira em direção ao Amazonas e a futura Ponte Binacional entre Brasil e Bolívia, em Guajará-Mirim. Sobre esta última, afirmou que a obra representa o atendimento de uma demanda histórica.
“A gente tropeça em obra do Lula, ponto”, resumiu ao defender a divulgação dos investimentos federais.
A candidata afirmou ainda que percebe redução da polarização política no estado. Segundo Luciana, houve um período em que enfrentava dificuldades até para exercer o jornalismo devido à divisão política e em que circular identificada com o número 13 representava maior tensão. Ela disse considerar positivo o que classificou como redução desse ambiente.
A candidatura de Expedito Netto ao Governo também foi abordada. Luciana afirmou que o candidato chegou ao PT com humildade e incorporou bandeiras relacionadas à defesa dos trabalhadores, combate à desigualdade e justiça social.
“Ele chegou bem, chegou preparado, está fazendo uma campanha excelente, divulgando tudo o que o presidente Lula trouxe para Rondônia e isso está convencendo as pessoas da verdade”, disse.
Na infraestrutura, Luciana citou obras e intervenções nas regiões de Arara, Ribeirão, Itapuã, Jaru e Ariquemes. Sobre a BR-319, afirmou que o governo federal já se manifestou sobre o tema e que Lula declarou pessoalmente apoio ao asfaltamento do trecho mencionado durante a entrevista.
Questionada por Marcelo Reis sobre como se comportaria diante do governo Lula caso, como senadora, precisasse divergir do Executivo federal, Luciana respondeu que suas posições seriam orientadas por critérios técnicos.
“Eu vou fazer um enfrentamento que eu tenho que fazer sempre levando em consideração a lei, a ciência, os especialistas, as pessoas que devem embasar a defesa que um senador tem que fazer desse ou daquele projeto”, afirmou.
Na discussão sobre emendas parlamentares, a candidata defendeu concentração em problemas estruturais. Saúde, segurança pública e educação foram apontadas como áreas prioritárias. Segundo Luciana, a atuação parlamentar precisa ir além da entrega isolada de equipamentos e buscar respostas para problemas de maior alcance.
“A gente precisa enfrentar problemas grandes em Rondônia e é nisso que eu vou focar”, declarou.
Luciana também defendeu maior diálogo institucional entre representantes de Rondônia e o governo federal. Citou a visita de Lula ao estado, quando, segundo ela, foram entregues R$ 1,5 bilhão em obras, e mencionou ações como hospital universitário, Mais Médicos, Luz para Todos e investimentos na estrutura hospitalar de Porto Velho.
Ao falar sobre a postura que pretende adotar caso eleita, afirmou que pretende dialogar inclusive com grupos politicamente diferentes.
“Não quero saber de cerca ideológica, não quero saber de briga, vou conversar com todo mundo”, declarou. Em seguida, acrescentou que o papel de quem vence uma eleição é “se desarmar, desmontar o palanque, ouvir todo mundo e governar para todo mundo”.
No encerramento, Luciana pediu que os eleitores conheçam sua trajetória por meio dos movimentos sociais, culturais, da Igreja Católica, da propaganda eleitoral e das redes sociais.
“Vocês estão vendo aqui uma mulher de verdade falando com as pessoas com verdade. Podem não gostar do que eu vou dizer nessa campanha, mas é verdadeiro e eu sou uma mulher assim. Você sabe disso, com coragem, mas também muito propositiva e amorosa, aberta ao diálogo, sem qualquer intenção de ferir ou tirar o direito de qualquer pessoa”, afirmou.
A candidata encerrou vinculando sua candidatura ao projeto político do PT para Rondônia e para o país e reforçou a chapa eleitoral: Lula 13 para presidente, Expedito Netto 13 para governador e Luciana Oliveira 133 para o Senado.
AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)
COMENTÁRIOS:





