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ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO

Jailton Delogo cobra propostas de acessibilidade e inclusão de candidatos nas eleições

Jailton Delogo cobra propostas de acessibilidade e inclusão de candidatos nas eleições
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Comunicador defende que pessoas com deficiência sejam ouvidas durante a campanha e que compromissos com mobilidade, educação, trabalho, saúde, esporte e participação social sejam apresentados de forma objetiva

Por Yan Simon - quarta-feira, 02/09/2026 - 07h32

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Porto Velho, RO – A análise das propostas e do histórico dos candidatos deve fazer parte da decisão do eleitor, principalmente quando o assunto envolve políticas destinadas às pessoas com deficiência. Na avaliação do comunicador Jailton Delogo, que também é PCD, acessibilidade e inclusão precisam ser consideradas na escolha dos futuros representantes e não podem ficar restritas a promessas feitas durante o período eleitoral.

Delogo sustenta que o voto consciente pode contribuir para que sejam escolhidos representantes mais atentos às necessidades desse público. Segundo ele, as pessoas com deficiência não buscam privilégios, mas respeito, oportunidades, autonomia e garantia de direitos.

O comunicador também chama atenção para a representatividade política das pessoas com deficiência e de seus familiares. Ele destaca que esse segmento reúne eleitores que, além do próprio voto, convivem com familiares, amigos e outras pessoas próximas, fazendo com que o debate sobre inclusão alcance toda a sociedade.

“Não queremos ser lembrados apenas na eleição. Queremos propostas, compromisso e participação”, afirma.

Entre os pontos defendidos por Delogo está uma participação maior das pessoas com deficiência na construção das propostas apresentadas pelos candidatos. Para ele, instituições, associações e famílias devem ser procuradas não somente durante a campanha, mas também antes e depois do processo eleitoral.

“Visitar uma instituição é importante. Conversar com uma família é importante. Mas isso não pode acontecer somente porque estamos em época de eleição. É preciso ouvir essas pessoas antes, durante e depois da campanha”, defende.

Na avaliação do comunicador, ouvir diretamente quem enfrenta problemas relacionados à acessibilidade é fundamental para a elaboração de políticas públicas mais eficientes. Ele considera que o diálogo com essa população pode ajudar na identificação de necessidades e na formulação de soluções.

A cobrança também se estende às propostas apresentadas durante as campanhas eleitorais. Enquanto áreas como saúde, educação, segurança, infraestrutura e esporte costumam receber espaço nos discursos dos candidatos, Delogo avalia que as demandas das pessoas com deficiência ainda aparecem com pouca frequência ou de maneira genérica.

Segundo ele, declarar apoio à inclusão não é suficiente. Os candidatos deveriam informar quais medidas pretendem executar, de que maneira serão implantadas e quais prioridades serão estabelecidas para atender essa população.

Questões relacionadas à mobilidade estão entre os exemplos apresentados pelo comunicador. Rampas, calçadas acessíveis, transporte coletivo adaptado, comunicação em Libras e condições de acesso ao esporte e ao lazer são apontados como temas que deveriam integrar os compromissos eleitorais.

Ao tratar de infraestrutura, Delogo ressalta que as obras públicas também precisam atender às pessoas com deficiência. Para ele, não basta executar uma calçada sem garantir condições para a circulação de usuários de cadeira de rodas, assim como não é suficiente disponibilizar transporte público sem oferecer acessibilidade adequada.

A ausência de propostas específicas nos debates eleitorais também é questionada por Delogo. Ele afirma que as pessoas com deficiência precisam conhecer os projetos dos candidatos para áreas como mobilidade, educação, trabalho, esporte, lazer, saúde e participação social.

“Estamos cansados de ouvir apenas discursos genéricos”, afirma.

Para o comunicador, a inclusão precisa permanecer entre as prioridades da administração pública depois das eleições. O tema, segundo ele, deve fazer parte do planejamento e das ações desenvolvidas ao longo de todo o mandato.

Delogo ressalta que a crítica não significa afirmar que todos os candidatos desconsideram as demandas das pessoas com deficiência. O que ele defende é uma ampliação das propostas e do diálogo com quem enfrenta diariamente as dificuldades relacionadas à falta de acessibilidade.

A mobilização das próprias pessoas com deficiência também é considerada importante pelo comunicador. Para ele, união, participação e consciência política podem ampliar a presença desse público nas decisões que envolvem políticas públicas.

“Nosso lugar não é onde querem nos colocar. Nosso lugar é onde podemos chegar. E nós podemos chegar muito mais longe quando estamos unidos”, afirma.

Delogo reforça ainda que os eleitores devem observar o histórico dos candidatos, conhecer suas propostas e buscar informações sobre o que cada um pretende fazer nas áreas de acessibilidade e inclusão antes de definir o voto.

A manifestação, segundo o comunicador, não tem como objetivo atacar candidaturas, mas ampliar o debate sobre uma realidade enfrentada diariamente pelas pessoas com deficiência. Para Delogo, acessibilidade deve ser tratada como compromisso permanente de governo e não apenas como promessa apresentada durante uma campanha eleitoral.

Mais informações sobre o tema Pessoa com Deficiência podem ser acompanhadas no perfil @jailtondelogo, no Instagram.

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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