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O “tiozão” entrou no jogo e as entrevistas de Hildon viraram fenômeno nas redes sociais

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Candidato ao Governo de Rondônia fala abertamente sobre idade, saúde e limitações, adota tom mais espontâneo e, segundo a campanha, ganhou mais de 10 mil novos seguidores em menos de 24 horas

Por Yan Simon - sexta-feira, 04/09/2026 - 18h05

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Porto Velho, RO – Hildon Chaves encontrou nas últimas entrevistas um caminho diferente para se apresentar ao eleitorado. Em vez de restringir as conversas ao repertório tradicional de campanha, o candidato ao Governo de Rondônia passou a falar também sobre idade, saúde, experiência e limitações pessoais, incorporando ao próprio discurso a figura do “tiozão”.

O tom apareceu em entrevistas recentes concedidas a rádios e veículos de comunicação, entre elas uma conversa com o jornalista Juan Pantoja e uma participação nesta sexta-feira (4) com o jornalista, apresentador e radialista Rando Silva, da 93,3 Rondônia FM.

Ao tratar da própria saúde, Hildon afirmou que está bem, mas relembrou episódios enfrentados durante a pandemia. Segundo ele, passou pela doença pelo menos quatro vezes e considera possível que essa fase tenha deixado reflexos.

O candidato também reconheceu que, aos 58 anos, já não possui a mesma velocidade de raciocínio que tinha quando era mais jovem.

A exposição desse aspecto pessoal passou a integrar uma nova camada de sua comunicação política. Hildon não tem tentado construir a imagem de um candidato jovem ou infalível. Ao contrário, passou a admitir publicamente os efeitos do tempo e a associar maturidade à experiência acumulada ao longo da trajetória.

Foi nesse contexto que o “tiozão” entrou de vez no jogo.

O personagem, incorporado pelo próprio candidato, passou a resumir uma postura mais direta e menos ensaiada. Hildon assume a idade, reconhece limitações e, ao mesmo tempo, sustenta disposição para disputar o comando do Estado.

A estratégia produziu repercussão nas redes sociais. Segundo números divulgados pela campanha, os perfis de Hildon e de sua candidatura no Instagram receberam mais de 10 mil novos seguidores em menos de 24 horas.

O crescimento ocorreu em paralelo à circulação de trechos das entrevistas e ao aumento das interações sobre suas falas.

A movimentação também deslocou o debate sobre saúde para outro terreno. Em vez de concentrar a atenção apenas em questionamentos sobre eventuais limitações físicas ou cognitivas, parte da repercussão passou a girar em torno da condição atual do candidato e de sua disposição para enfrentar uma campanha e, eventualmente, assumir o Governo de Rondônia.

A comunicação adotada por Hildon contrasta com formatos mais rígidos de propaganda eleitoral. Ao falar sobre envelhecimento, dificuldades pessoais e experiências recentes, o candidato expõe elementos que normalmente ficam fora do roteiro político tradicional.

Esse comportamento também contribui para diferenciar as entrevistas dos discursos preparados exclusivamente para pedir votos ou apresentar propostas.

No rádio, nos sites e nas redes sociais, o “tiozão” passou a ser uma forma de identificação direta de Hildon dentro da campanha.

A aposta está na espontaneidade e na construção de uma imagem menos controlada por fórmulas de marketing. Ao reconhecer que o tempo passou e que já não responde exatamente como antes, Hildon tenta transformar vulnerabilidade em proximidade.

O movimento também carrega um teste político evidente.

Audiência, repercussão e crescimento de seguidores não significam, por si só, conversão eleitoral. A campanha conseguiu ampliar a visibilidade das entrevistas e criar um personagem reconhecível, mas caberá ao eleitor decidir se essa conexão será suficiente para produzir voto.

Por enquanto, o efeito mais visível está na atenção conquistada.

Em uma disputa marcada por candidatos tentando ocupar espaço diariamente, Hildon encontrou uma maneira própria de chamar atenção: assumindo o “tiozão”, falando de si com menos filtros e colocando sua humanidade no centro da conversa.

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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